Galera

Galera
A maior parte dos seres humanos, por preguiça e comodidade, segue o exemplo da maioria. Pertencer à minoria é tornar-se vulnerável, expor-se à critica. Tomar consciência da normose e de suas causa constitui a verdadeira terapia contemporânea. Trata-se, também, do encontro com a liberdade. Seguir cegamente as normas é tornar-se escravo. Roberto Crema

Esse é nosso lema!!

Esse é nosso lema!!
ESSE É NOSSO LEMA!!!! "A amizade é uma alma que habita vários corpos. Um coração que habita várias almas" Aristóteles

BOAS VINDAS!

Querer mudar o mundo é um desejo saudável e totalmente necessário. " Para ser feliz, o ser humano precisa somente de duas coisas: cultivar sementes de paz em seu coração e ter bons amigos. " - Buddha

Espaço da Galera!!!!!!!!!!!!!!!!!!

As coisas mais simples são os melhores presentes.

Leveza pra conduzir a vida; Beleza, que vai muito além da estética;

Determinação, porque sem ela nada acontece, nada;

Harmonia, paz e alegria sempre.

Silvana Mara dias Souza

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Você é livre? Mesmo?


Se alguém acredita que vai encontrar numa revista, qualquer revista, a fórmula para:
·         1) ficar jovem para sempre,
·         2) botar silicone sem risco,
·         3) barriga zerada com aula de 8 minutos,
·         4) ser linda, poderosa e feliz, aos 20, 30 e 40 anos,
·         5) looks certeiros para ter sucesso no trabalho,
·         6) pílulas que vão deixar cabelo, pele e corpo perfeitos,
·         7) feitiço do tempo: tudo para adiar (e muito) sua plástica,
·         8) ler nas cartas como despertar sua força interior,
·         9) ter qualquer homem, um superemprego, todo o tempo do mundo,
·         10) alcançar sucesso, dinheiro, glamour... e todos os homens a seus pés,
·         11) fazer qualquer homem se comprometer,
·         12) a plástica light,
·         13) desvendar 100 dilemas amorosos,
·         14) superar a ex dele na cama,
·         15) etc. etc. etc.
Enfim, se alguém acredita mesmo que isso tudo seja possível ou ao menos razoável, não precisa de uma revista. Precisa de ajuda profissional. Urgente. Então por que, com uma ou outra exceção, se insiste nessa cantilena? Pois é, todos os desatinos acima, absolutamente todos, estamparam capas recentes de publicações femininas. Inclusive a "plástica light" – que certamente engorda menos que a "plástica regular" e talvez mais que a "plástica zero".
Olhando por outro ângulo: se uma empresa decidisse usar uma dessas frases para vender seu produto, o Procon entraria em ação. Propaganda enganosa. Essas promessas funcionam como uma versão cor-de-rosa daqueles anúncios antigos, em que médicos defendiam os benefícios do cigarro à saúde do fumante.
Se você está aqui (ótimo, teria sido estranho falar sozinho até agora), é porque quer ficar longe dessa conversa de comadres. Prefere ser tratada como mulher, não como mulherzinha. E você não está sozinha. Só de Tpm são 49 mil exemplares impressos, mais 40 mil seguidores no Twitter, 18 mil no Facebook e 230 mil visitantes no site.
Uma turma que se espanta quando lê "operação biquíni" na caixa de cereais (você só queria tomar seu café da manhã sossegada). Que quer autonomia para decidir o que fazer com o próprio corpo. Não se conforma em ganhar menos que o cara na mesma função. E ainda estranha tanta mulher meio pelada fazendo o papel de cenário em programas de TV. Daí o Manifesto Tpm, escrito a muitas mãos aqui na redação dirigida pela Carol Sganzerla, com participação especial de Paulo Lima, Ciça Pinheiro, Nina Lemos, Rafaela Ranzani, Ana Paula Wheba e Denise Gallo.
Contra os novos clichês femininos e os velhos estereótipos, que cismam em se reinventar desde o tempo de nossas avós (aliás, devidamente homenageadas nas fotos do manifesto). Contra qualquer tentativa de enquadrar a mulher em um padrão, cercar seu desejo e diminuir suas possibilidades. Essas ideias dão o tom a uma série de eventos, açães e reportagens pelas próximas edições.
Se liberdade é ser a mulher que você quer ser, diz aí: você é livre?
Fernando Luna  diretor editorial


http://revistatpm.uol.com.br/manifesto/index.php

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Quer mudar? Desequilibre-se!



Tenho a convicção, e já a expressei diversas vezes em meus textos, que mudanças estão sempre ocorrendo, seja no nosso corpo, no ambiente do lar, do trabalho, etc.
Contudo, muito do não mudar está diretamente relacionado aos nossos modelos mentais.
Fredy Kofman afirma que nossos modelos mentais possuem um mecanismo interno de autopreservação. Da mesma forma que o corpo possuem sistemas que conservam a temperatura corpórea ou o pH (equilíbrio entre acidez e alcalinidade), nossa mente possui dispositivos que mantem nossas crenças, opiniões e condutas.
É este “sistema imunológico” o responsável para que as mudanças não ocorram. E isto é feito como uma tentativa de conservar, por todos os meios, este equilíbrio. Como se fosse um termostato que liga a calefação ou o ar condicionado, de forma automática, quando a temperatura ambiental se desequilibra, o ser humano também age de forma automática (ou inconsciente) para manter certas constantes em sua vida.
Talvez por isso existam pessoas que se estressam apenas ao ouvir um “você precisa mudar”. Consciente ou inconscientemente, sua mente gera “forças antagônicas” (mudar/não mudar) que tendem a manter a coisa em equilíbrio.
Robert Kegan & Lisa L. Lahey, em seu livro How the way we talk can change the way we work. Seven languages for transformations Afirmam: “se quisermos entender o desenvolvimento da mudança, devemos prestar mais atenção às nossas poderosas inclinações para NÃO mudar. Essa atenção nos ajuda a descobrir dentro de nós mesmos a força e a baleza de um sistema imunológico oculto, o processo dinâmico por meio do qual tendemos a impedir a mudança, por meio do qual fabricamos continuamente os antígenos da mudança. Se conseguirmos destravar este sistema, liberaremos novas energias para apoiar as novas formas de ver e de ser.”
Estamos no mês de fevereiro de 2013. Tenho dois netos que, no período de dois meses, completam um ano de idade. Nesta altura da vida deles, estão descobrindo como se manter em pé e dar os primeiros passos, até então se apoiando em cadeiras, mesas, paredes, etc.
Eles irão, como nós, aprender a andar sem apoios, apenas mantendo o equilíbrio. Irão mudar, embora de forma inconsciente, a sair do engatinhar para o andar.
Mas nós, agora adultos, podemos conscientemente entender que o andar exige uma mudança do sentido de equilíbrio.
Faça a seguinte experiência: abra ligeiramente as pernas e distribua seu peso sobre os dois pés de forma equitativa. O que acontece? Você percebe que é impossível dar um passo à frente, atrás ou para os lados.
Se você quiser se movimentar e avançar em qualquer direção você precisa se “desequilibrar”, isto é, sair daquela, posição estável, colocar todo o seu peso sobre um de seus pés para “destravar” o outro pé, ou seja, tirá-lo do chão para que o movimento se inicie. A Física chama isso de sair da inércia e colocar-se em movimento.
Em resumo: para que eu me movimente, necessito abandonar o equilíbrio, sair daquela “zona de segurança” que me mantem “travado”.
Para mim, o exemplo acima reflete bem a ideia do porquê qualquer mudança é difícil na vida das pessoas.
Talvez isto faça com que entendamos que não basta apenas ter vontade de mudar. Talvez seja muito mais importante procurarmos, primeiro, as razões pelas quais não mudamos e, a partir daí, busquemos o “botão” do desequilíbrio que nos fará mudar.
Como tenho por hábito caminhar, procuro aplicar sempre este tipo exemplo quando necessito mudar algo, seja em mim ou nas minhas atividades.
Não queira negar o fato que as mudanças estão ocorrendo continuamente e que elas fazem parte constante do nosso viver. Aliás, Darwin, o famoso naturalista britânico, afirmava: “não é a espécie mais forte que sobrevive, nem a mais inteligente, mas aquela que melhor corresponde às mudanças.”
O mundo muda com tanta rapidez que o mundo em que nascemos não é o mundo em que vivemos e não será o mesmo quando morrermos.
Fava Consulting – Para viver com muito mais Qualidade

domingo, 17 de fevereiro de 2013

O bom uso da rede

Fuja do lugar-comum, evite a informação fast-food. Prefira textos longos que ampliam o repertório e aumentam o seu conhecimento

Gil Giardelli (redacao.vocesa@abril.com.br)  10/07/2012
Crédito: Ilustrações: Thales Molina
Apesar da notável facilidade com que o brasileiro se apropria das mídias sociais, é triste ver como o comportamento das pessoas na web é infantil. Como criancinhas peraltas, xingamos, baixamos o nível e ofendemos a tudo e a todos.

Como adolescentes baderneiros, pichamos as paredes digitais com um conteúdo de quinta categoria. Muitas vezes, nos comportamos como chipanzés replicadores. As pessoas se viciaram em compartilhar e a se deter em conteúdos “vazios”.

Falam de tudo, mas não sabem de nada. É o conteúdo fast-food requentado da web. As pessoas estão preguiçosas, acomodadas e imediatistas na grande rede. Vai uma foto fofinha ou a última moda em tintas para unhas? Quando foi concebida, a internet era o sonho da democracia, das pessoas conectadas em rede para receber educação. Paira uma sensação de fracasso.

Há indícios de que o mau uso da rede prejudica as pessoas. A Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, fez uma pesquisa usando como base 1 000 universitários de 37 países. O grupo foi impedido de usar tecnologia.

Ao final do estudo, 79% dos estudantes mostraram sintomas análogos aos das síndromes de abstinência química: desespero, “esvaziamento”, ansiedade e isolamento. Considere ainda que o conteúdo disponível na internet está longe de ser livre. Gigantes como Facebook e Google utilizam algoritmos para selecionar o seu conteúdo. Suas buscas são dirigidas.

Bem-vindos ao efeito túnel: só interagimos com pessoas parecidas, que compartilham opiniões semelhantes. Na ditadura digital, quando você não curte uma opinião discordante, o unfollow é a serventia da casa. Como profissional, você não deve perder a chance de interagir com pessoas diferentes. Das ideias opostas nasce a inovação. Dos questionamentos, criam-se soluções. Da insatisfação, surge a mudança. A descoberta é a base do crescimento.


Fuja do lugar-comum. Evite a informação fastfood. Leia textos longos que acrescentem ao seu conhecimento, que tragam reflexões. Fuja das toneladas de informações sem sentido que o sufocam a cada segundo. Faça uma coisa de cada vez. Dê atenção total às tarefas para concluí-las o quanto antes. Você vai ter mais tempo para ver a vida lá fora. Porque neste mundo você pode ser um chipanzé ferramenteiro ou um pensador estrategista. Um curador de conhecimento do século 21 ou um fanfarrão das redes com cabeça de século 20.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Não perca tempo!

Texto de Regina Brett, 90 anos de idade

A vida não é justa, mas ainda é boa.
Quando estiver em dúvida, dê somente o próximo passo, pequeno .
Seu trabalho não cuidará de você quando você ficar doente. Seus amigos e familiares cuidarão. Permaneça em contato.
Pague o total de seus cartões de crédito, nunca o mínimo.
Você não tem que ganhar todas as vezes. Concorde em discordar.
Chore com alguém. Cura melhor do que chorar sozinho.
Economize para a aposentadoria começando com seu primeiro salário.
Quanto a chocolate, é inútil resistir.
Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente.
Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que é a jornada deles.
Respire fundo. Isso acalma a mente.
Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou alegre..
Qualquer coisa que não o matar o tornará realmente mais forte.
Quando se trata do que você ama na vida, não aceite um não como resposta.
Use os lençóis bonitos, use sua roupa mais linda. Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é especial.
O órgão sexual mais importante é o cérebro.
Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você.
Enquadre todos os assim chamados “desastres” com estas palavras ‘Em cinco anos, isto importará?’
Sempre escolha a vida.
O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo.
Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará.
Não se leve muito a sério. Ninguém faz isso.
Acredite em milagres.
Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo agora.
Envelhecer ganha da alternativa — morrer jovem.
Suas crianças têm apenas uma infância.
Tudo que verdadeiramente importa no final é que você amou.
Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos os lugares.
Se todos nós colocássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos todos os dos outros como eles são, nós pegaríamos nossos mesmos problemas de volta.
A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
Acredite, o melhor ainda está por vir.
Não importa como você se sente, levante-se, vista-se bem e apareça.
Produza!
A vida não está amarrada com um laço, mas ainda é um presente.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

O que você gostaria de fazer se o dinheiro não existisse?


Criolo já dizia que o dinheiro veio pra confundir o amor, e essa é uma grande verdade. Somos vítimas de todo um sistema que nos ensina, desde a escola, que devemos nos enquadrar em profissões pré-definidas, que devemos ser apenas mais uma peça substituível no mercado de trabalho. Mas, o fato de termos sido vítimas, não quer dizer que tenham que continuar sendo vítimas. Felizmente, a geração de hoje cada dia mais desperta para o fato de que podemos sim aliar trabalho ao prazer, e que se fizermos algo com amor e com gana, o dinheiro é só uma consequência natural.
Por isso, ficamos felizes de encontrar esse vídeo com narração de Allan Wats que fala exatamente desse tema e lança uma provocação  daquelas doídas em todos nós: O que você gostaria de fazer se o dinheiro não existisse? A linha de raciocínio do vídeo ainda lança outras questões totalmente pertinentes, cuja reflexão final é: ”O que estou fazendo com a minha vida? O que eu estou buscando?”
Vale a pena reservar 3 minutos do seu tempo para assistir a esse vídeo. Pode vir a ser a melhor parte do seu dia.



Se quiser ver a versão original sem legendas em português, clique aqui.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

O Universo da Normose!

Somos assim.
Sonhamos o voo, mas tememos as alturas. 
Para voar, é preciso ter coragem para enfrentar o terror do vazio. Porque é só no vazio que o voo acontece. O vazio é o espaço da liberdade, a ausência de certezas. Mas é isto que tememos: o não ter certezas. Por isso trocamos o voo por gaiolas. As gaiolas são o lugar onde as certezas moram.

Rubem Alves

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Respeito realmente é tudo. Viva a dignidade da Diversidade!

Casamento é sempre igual – não importa o sexo dos noivos

23/01/2013 | 18:11 | MARGARIDA TELLES |

http://edgblogs.s3.amazonaws.com/mulher7por7/files/2013/01/casamento2-300x226.jpg
Quando vejo manifestações contra o casamento gay, não consigo entender o que passa pela cabeça dos manifestantes. Juro que me esforço. Sou formada em Ciências Sociais e aprendi que devemos ver os fatos sociais como coisas, como dizia um dos pais da sociologia, Émile Durkheim. Seguindo esse método, até entendo que alguém possa achar ruim que um amigo próximo ou familiar case com outra pessoa do mesmo sexo. Existem os argumentos religiosos, as pressões por constituir uma família nuclear e o medo que a pessoa tenha uma vida mais difícil por causa do preconceito que possivelmente enfrentará. (adendo: pessoalmente não concordo com nada disso). Mas ser contra o casamento gay por princípio? Ser contra pessoas que você não conhece se casarem com pessoas que você não conhece? Mesmo?
Alguns argumentam que, ao permitir a união estável, um governo já faz o bastante. Estaria assim garantindo direitos básicos para um cônjuge, como uma eventual herança. Acho isso bom, mas não o bastante. Eu mesma já moro com o meu namorado, mas quero um dia oficializar a nossa relação. Pra mim, isso é importante. Acredito que o amor deve ser celebrado e compartilhado – e adoro uma festa. Se eu sonho com o meu casamento desde pequena, por que a minha amiga que gosta de meninas não pode fazer o mesmo? Não é um capricho ou um detalhe. Casar com a pessoa que você ama, independentemente de cor, orientação sexual ou classe econômica é, na minha opinião, um direito.
Por isso hoje me emocionei com um vídeo lindo sobre o casamento de dois namorados, o Alécio e o Luiz Felipe. O Bruno Astuto, colunista da revista, já falou sobre isso. Os noivos trabalham no Itamaraty e se conheceram em um show, em 2008. Namoraram, juntaram os trapos e no ano passado casaram em uma cerimônia para 250 convidados. O mais lindo do casamento pra mim foi ver como é sempre a mesma coisa, não importa o sexo dos noivos: pais emocionados, lágrimas, daminhas e pajens descontroladas, decoração linda e muito amor.
Confira o vídeo abaixo, divulgado em novembro do ano passado.

O que você achou? Aqui o seu comentário é sempre bem vindo, mesmo que seja contrário ao meu. Só não pode faltar respeito, ok?

http://edgblogs.s3.amazonaws.com/brunoastuto/files/2012/05/alecio-e-luiz-felipe-casal-gay-de-brasilia.jpg

Alécio Guimarães, oficial de chancelaria do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), e Luiz Felipe Czarnobai, diplomata da mesma casa, nunca se cruzaram pelos corredores do trabalho em Brasília, mas, desde que se conheceram num show em 2008, não se desgrudaram mais. Em dezembro, eles oficializaram a união civil em cartório e, no último sábado, aconteceu a cerimônia tradicional com a bênção dos pais de ambos e festa para 250 convidados.
“Não tem nada a ver com o mês das noivas, mas de disponibilidade do local, mesmo porque é tudo absurdamente mais caro”, diz Alécio. “Estamos há oito meses vivendo os detalhes do casamento. Vai ter testemunha, pajem, gazebo, juíza de paz e as daminhas de honra vão levar as alianças”.
O casal garante que o assunto é recorrente no Palácio do Itamaraty, com muitos colegas de trabalho assumidos. “O Itamaraty é muito conservador em muitos aspectos, mas em outros é bastante liberal. Todo mundo sabe que somos namorados e isso é natural, mas temos a consciência de que isso serve como exemplo para alguns casais que vivem num ambiente que não favoreça a liberdade”, afirma Felipe. A lua de mel será no Havaí. Eles têm planos de morar no exterior e futuramente adotar um filho.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

ONU lança campanha e pede opinião de todas as pessoas sobre o que é necessário para um mundo melhor.


As Nações Unidas, em parceria com a Fundação World Wide Web, e o Instituto de Desenvolvimento Internacional, com o apoio de parceiros em todo o planeta, está realizando uma pesquisa com todas as pessoas para saber quais são suas prioridades na construção de um mundo melhor.  Os resultados desta pesquisa serão compartilhados com os líderes mundiais que definirão a agenda de desenvolvimento global pós-2015, que vai ampliar os resultados dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, enfrentar as desigualdades que ainda persistirem e os novos desafios que afetam o planeta.
A ONU quer que esta nova agenda resulte de um processo realmente aberto e inclusivo, que envolva pessoas de todas as partes do mundo e de todos os grupos sociais e, por isso, está realizando uma pesquisa mundial batizada de “Meu Mundo”, criada como uma ferramenta para incluir a voz de todos neste diálogo global.
“Meu Mundo” é uma pesquisa de múltipla escolha que permite a todos dizer às Nações Unidas, e aos líderes globais – e, em particular, ao Painel de Alto Nível do Secretário-Geral – quais devem ser os principais assuntos a serem tratados pela agenda pós-2015. “Meu Mundo” pergunta a cada pessoa quais são os seis temas, de um total de 16, que considera mais importante para que a vida de todos seja melhor.
Não perca a chance de participar e dar sua opinião para a construção de um mundo melhor. Clique aqui e opine.


A ONU quer ouvir a sua voz. Acabo de definir minhas prioridades para um mundo melhor. Vote você também! http://www.myworld2015.org/?ballot=51018e69589aca0200000096 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

“A felicidade não é um direito”


Andréa Pachá:

Em livro, juíza reúne dramas das famílias brasileiras  MAURÍCIO MEIRELES

 "Viver na corda bamba é da condição humana", diz a juíza Andréa Pachá (Foto: Divulgação)
As famílias mudam, o amor acaba, os filhos sofrem. Às vezes o fim é tão tempestuoso que parece roteiro de cinema. A juíza titular da 4ª Vara de Órfãos e Sucessões do Rio de Janeiro, Andréa Pachá percebeu isso. Depois de 15 anos trabalhando em varas de família, a ex-conselheira do Conselho Nacional de Justiça viu histórias de casais sofrendo ao deparar com o fim do amor. Também assistiu de sua cadeira as mudanças na família brasileira. Um dia, resolveu contar no seu Facebook – preservando as identidades – as histórias mais comoventes, engraçadas ou revoltantes. Foi um sucesso. Apareceram mensagens do Brasil inteiro de pessoas identificadas com os dramas. Agora essas histórias foram reunidas no livro A vida não é justa (Agir, 190 páginas, R$ 29,90), no momento sendo adaptado para uma série de TV ainda sem previsão de lançamento. Entre os casos, estão o casal que procurou a Justiça para decidir a escola do filho, o amigo que virou pai na prática lutando para não perder a guarda do menino e a mãe que se livrou da depressão tentando reaver as três crianças. Testemunha privilegiada de pelo menos 18 mil audiências sobre questões familiares, Andréa Pachá conseguiu selecionar para o livro 33 casos, num resumo bem contado de cenas dramáticas e, ao mesmo tempo, universais. "Viver na corda bamba é da condição humana, e isso a Justiça não pode resolver", disse, durante a entrevista que você confere abaixo. 
ÉPOCA – Por que a senhora resolveu compartilhar essas histórias? 
Andréa Pachá –
 Comecei a trabalhar em varas de família há 18 anos e sempre achei que aquelas histórias precisavam ser contadas. Acompanhava as audiências lamentando não poder registrar aquilo com uma câmera, já que tudo corre em segredo de Justiça. Elas eram tão densas, que no começo jamais pensei que a escrita pudesse dar conta da dimensão delas. Com todo esse tempo de carreira, comecei a notar uma repetição dos dramas porque é o jeito como as pessoas reagem ao deparar com o fim do amor. O legal dessas histórias é ver que a angústia não é só sua. Vivemos a dor individualmente, mas ela não é nossa exclusividade. Muitos dos personagens usam a audiência para dividir seu momento de dor. 
ÉPOCA – Ao se posicionar sobre algumas histórias, a senhora não ia além do papel de um juiz?
Pachá – Não sei exatamente. Eu sei que a função do juiz é solucionar conflitos. Minha experiência na Vara de Família mostra o Estado tentando devolver às partes a capacidade de resolver seus problemas. Não acho correto o Estado interferir na esfera privada se as pessoas têm capacidade para isso. Mas ocorre muitas vezes o contrário, uma terceirização de responsabilidades pessoais, como o caso dos pais que procuraram a Justiça para escolher a escola do filho. Outro ponto, na Vara de Família, são as pessoas que chegam com a angústia do fim do amor. Elas sempre saem da audiência com a sensação de que não foi feita justiça, o que faz sentido porque a solução desses problemas não é judicial. Não há juiz no mundo que possa arbitrar sobre o fim do amor. Este é um conflito que, com o tempo, o casal vai resolver. Por isso o título do livro: A vida não é justa. Não é justa mesmo. A expectativa de que um juiz vai reparar a dor que você sente no fim de uma relação é uma mentira.
ÉPOCA — Nas histórias do livro, a impressão é que muitos casais usam o conflito judicial para continuar perto um do outro.
Pachá – 
Exato. É como se o conflito fosse a única possibilidade de encontro. Isso acontece muito. Vários casais recusam uma solução consensual para o divórcio por achar que, na Vara de Família, o amor vai voltar. Como desculpa para a briga, entram o patrimônio, os filhos. Engraçado como esses dramas dialogam com o leitor. Quando comecei a publicar no Facebook, os textos se espalharam. Comecei a receber emails de outros Estados. Pessoas dizendo que a história que eu havia escrito era a história do seu divórcio. Natural. Os enredos se repetem. Mesmo assim, foi uma surpresa ver que extrapolaram o mundo do Direito.
ÉPOCA – O que mudou nas relações familiares no Brasil?
Pachá –
 Assim que virei juíza, em 1994, a Constituição era muito recente. Foi uma avalanche de pedidos de reconhecimento de paternidade porque antes um pai não podia registrar um filho fora do casamento. O Estado parou de proteger o casamento fechado, vertical, machista. E passou a defender a dignidade. Hoje as relações homoafetivas são um fato. A paternidade socioafetiva – quando a Justiça reconhece a paternidade de alguém que não é o pai biológico – também é cada vez mais comum. Mas também tenho a impressão de que os adolescentes engravidam de uma maneira muito maior do que eu percebia antes. Como eles não costumam estar preparados, são os avós ou pais que assumem a responsabilidade. O amadurecimento vem cada dia mais tarde. Minha impressão é que, enquanto a liberdade avançou, mais pessoas perderam a capacidade de andar com as próprias pernas. Não é à toa que muitos jovens vivem na casa dos pais até bem tarde. O juiz hoje precisa se adaptar e olhar sem preconceito para essas novas composições.
ÉPOCA – O que mais fragiliza as relações familiares?
Pachá –
 Vivemos em um momento de massificação e consumo tão exagerados que as próprias relações viraram objeto de consumo. É como se o outro não fosse igual a você na hora de criar um vínculo e ter um projeto de vida em comum – o que era um princípio do casamento, em tese pautado pelo amor. O outro virou um mero objeto de satisfação. As separações aumentam. Claro que foi bom desburocratizar o divórcio, eu comemorei. Mas há ocasiões em que o tempo é o melhor conselheiro para os conflitos. Não é na primeira intransigência que você vai ao cartório e se divorcia. Hoje há um divórcio fast-food para uma sociedade fast-food. Acredito que é preciso reencontrar em nossa vida os valores humanos. Por que vivemos juntos, em sociedade? É impossível viver junto sem tolerância e compreensão. E estamos desaprendendo a viver assim. Quando você estabelece que seu objetivo de vida é o seu prazer, você perde o olhar para quem está perto. Aí fica impossível viver junto. Não podemos nos ocupar só do nosso desejo.
ÉPOCA – Como ficam os filhos em meio às relações complicadas?
Pachá – 
Essa é a grande preocupação do Judiciário. Os filhos também viraram um projeto de consumo. Uma vez falei para um casal jovem: “Vocês achavam que ter filho era igual às revistas?” O padrão imposto pelo consumo mostra todo mundo saindo da sala de parto sorridente e maquiado. Esses casais jovens querem brincar de casinha. Idealizam o relacionamento como se acordassem todo dia com trilha sonora. Criança só aprende se alguém ensinar limites e valores construídos pela civilização. Como criar um adulto autônomo sem essas referências? É muito triste quando uma criança passa a infância na Justiça por imaturidade dos pais, que a disputam como um objeto. Quando se vê, ela chegou aos 18 anos e o tempo da infância e da adolescência se foi. Nenhuma reparação pode ser feita, embora alguns filhos tentem.
ÉPOCA – Os filhos também vão à Justiça em busca de reparação dessa relação interrompida?
Pachá –
 Sim, acontece. Mas as reclamações sempre envolvem o patrimônio, porque é isso que os filhos aprendem em casa. É como se o afeto pudesse ser compensado com dinheiro. Eu não alimento esse tipo de decisão judicial, porque afeto não se remunera. Acredito que alguns desamparos são estruturantes na nossa formação. Todo ser humano é sozinho. Não é culpa de ninguém que você se sinta abandonado. Você precisa lidar com isso. É uma forma de crescer como adulto que sabe seus limites e ansiedades. Viver na corda bamba é da condição humana. A felicidade não é um direito, muito menos uma obrigação. Compreender nossa humanidade nos faz mais responsáveis pelo nosso destino. Essas indenizações por abandono não reparam nada. Acho que elas alimentam a percepção de que com dinheiro tudo pode ser resolvido. As pessoas acham, como Nelson Rodrigues, que dinheiro compra tudo – até amor verdadeiro.
ÉPOCA – É verdade que a maior parte das separações não consensuais é feita pelas mulheres?
Pachá –
 Em uma das histórias eu trato desse assunto. Quando a mulher deixa de amar, ela pede a separação. É muito difícil ela empurrar um casamento com a barriga. Poucas vezes vi um homem terminar porque deixou de amar. Ele, normalmente, se separa para viver com outra. Ou porque a mulher não o agüenta mais. Isso faz parte da cultura do amor romântico. A mulher não consegue viver um relacionamento sem amor. Para o homem, é diferente. O casamento é uma questão prática.
ÉPOCA – É mais difícil então para a mulher viver o fim do amor?
Pachá –
 Sim. Quando ela deixa de ser amada, sofre muito. Já vi uma mulher se humilhar por ciúmes em uma audiência. Até um texto do Roland Barthes [intelectual francês] eu li para ela, sobre o assunto. Mas é interessante ver esses conflitos tão em carne viva. Nesses anos todos, não houve um dia em que eu tenha saído desanimada de casa.
ÉPOCA – Há algo em comum nessas histórias?
Pachá –
 Muito. Quem ainda ama costuma achar que é possível manter a relação com o amor que só ela sente. É como se a pessoa tivesse condições de amar pelos dois. Só que não tem jeito. Quem não ama não ama. É duro lidar com isso, porque não depende de você. Ninguém escolhe o momento em que o amor acabar e, culturalmente, não nos preparamos para quando o fim chega. Nossa cultura é a do amor romântico, em que só a morte é o ponto final. Por isso, quando o amor acaba há uma dose de culpa, medo de ter errado. Depois vem a angústia de tentar manter a relação. Todas essas histórias com finais tristes tiveram começos felizes. Se você pergunta para um casal quando eles se apaixonaram, os dois se lembram do coração pulando. Mas nenhum consegue ver quando chega o fim. Não há algo como “Meio dia, do dia 10 de janeiro, eu deixei de amar.”
ÉPOCA – A senhora é casada? Depois de ver todas essas histórias, ainda consegue acreditar no casamento?
Pachá –
 Sou casada há quase 20 anos! (risos) Tenho dois filhos. Sou otimista em relação ao ser humano. As relações que vivemos, mesmo quando acabam, são verdadeiras. Quanto menos se idealiza um relacionamento, mais feliz se consegue ser. Penso que o bom do casamento é aquele amor pedestre, compreensivo. Não tem trilha sonora ou café na cama. Às vezes, as pessoas acordam de mau humor ou a casa fica desarrumada. Os conflitos existem. Se por um lado os divórcios cresceram, por outro também aumentou o número de casamentos – formais e informais. Faz parte da nossa condição buscar alguém para compartilhar a vida.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Focalize o Essencial.


Quanta energia gastamos com coisas que não teriam importância se enxergássemos o cenário completo e não apenas parte do todo? Quantos relacionamentos já destruímos devido a coisas realmente pequenas?

Antes de reagir hoje, pergunte a si mesmo (a) se o problema que está enfrentando terá importância daqui a cinco anos. Se a resposta for não, isso significa que ele não tem importância agora. Portanto, deixe passar. Se a resposta for sim, entre em ação e proceda com cautela. Sri Sri Ravi Shankar

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Rede de inovação social


Artigo publicado no Diário Catarinense no dia 15/01/2013
Estamos vivendo um momento histórico muito interessante. Graças ao uso das tecnologias e mídias sociais, ideias, críticas e contribuições consistentes ganham o poder de gerar um movimento de enorme impacto social.  Essa nova relação entre o indivíduo e a multidão foi a tônica do Social Good Brasil, que confirmou mais uma vez, em sua recente edição, o interesse de milhares de usuários do Brasil e exterior em participar de ações em defesa de um mundo melhor e mais justo.
Detectamos oportunidades inéditas de acessar informações sobre a gestão de nossas cidades, estados e do País e, principalmente, de contribuir para a qualidade do trabalho dos governos de forma inovadora. A sociedade está se dando conta disso. Porém, como tudo é muito novo, estamos testando práticas e aprendendo com as ferramentas que nos permitem influenciar e ser influenciados.
As empresas têm um papel fundamental neste processo. São agentes do investimento social privado no Brasil e gradualmente vêm utilizando os recursos das mídias sociais para se relacionar com seus públicos. Isso garante o envolvimento mútuo em causas sócio-ambientais da organização, do consumidor ou fornecedor.
O ICom tem sido um facilitador para as empresas ao lhes oferecer informações e possibilidades de apoiar organizações que lidam com causas sociais e comunitárias. O Fundo Comunitário para o Desenvolvimento Institucional, lançado no Social Good, é uma das primeiras iniciativas concretas neste sentido e seus investimentos visam fortalecer a gestão e impacto dessas organizações.
O grande desafio agora é assegurar que as discussões sobre inovação social, tendências tecnológicas, novas mídias e pensamento inovador reflitam-se em práticas nas empresas e nas comunidades.
Anderson Giovani da Silva
Gerente Executivo do ICom- Instituto Comunitário Grande Florianópolis

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Não há um só jeito de amar, e nem uma única pessoa - IVAN MARTINS




Não é preciso ser moderno para perceber que a nossa vida comporta amores simultâneos. Podem ser paixões dilacerantes e sombrias, como nos filmes, ou pode ser algo mais suave – um sentimento de atração que, mesmo não consumado, faz da vida um lugar melhor para os envolvidos.
Todos conhecem esse tipo de sentimento.

Há gente que nós temos vontade de ver todos os dias, cuja presença nos deixa naturalmente mais alegres. Temos prazer enorme em abraçar gente assim e a conversa com elas é mais íntima, mais fácil, mais interessante. Uma alma destituída de malícia diria que isso é amizade, mas eu tenho certeza que se trata de uma forma de erotismo – sem posse, sem dor, sem pressa, mas é desejo que resiste ao tempo. Essa não é uma forma de definir o amor?

A principal qualidade dessa sensação é ser plural.
Não nos sentimos enamorados de todo mundo, mas tampouco temos esse tipo de apego por uma única pessoa. São várias. Pode ser a ex-namorada do colégio, a amiga da faculdade, a prima. Pode ser a garota da livraria ou a moça do bandejão que virou sua amiga. A lista não será grande, mas é uma pena, porque se trata de um sentimento bom. Não é gostoso ficar feliz quando toca o telefone?

Você não sai transando com essas pessoas, embora pudesse fazê-lo. Você não sofre por essas pessoas, embora possa ter acontecido. Essa relação navega entre o encantamento e a amizade, tem um pouco das duas, e fica a centímetros de se tornar inteiramente uma delas. Movemo-nos entre sutilezas. 

O que você faz com alguém que ama difusamente é ter momentos de troca e carinho, que carregam uma ponta secreta de expectativa. Se um dia você bebe demais e diz sinceridades comovidas, ela pode rir, beijar você ou ficar brava e mandar que se comporte – mas tudo seguirá como antes. Nessa relação há espaço para ser você mesmo.
Os amores difusos fazem parte da esfera de sentimentos que começa na pessoa que você escolheu e vai se expandindo num círculo para incluir outras pessoas de quem você precisa. Família, amigos, amores. Nenhum casal é uma ilha. Ao redor do compromisso que mantém duas pessoas ligadas há uma vasta teia de ligações, com diferentes graus de densidade, que vinculam o casal ao mundo. Os amores difusos são uma parte especialmente delicada dessa teia.
Isso nada tem a ver com relações abertas, porém.

Admitir a existência de carinho e desejo fora da sua relação amorosa é apenas uma manifestação de sanidade. Tentar viver todas essas sensações é uma besteira. Criar arranjos matrimoniais que acomodem esses múltiplos sentimentos é ainda mais fútil. A melhor solução para quem deseja correr atrás de todos os seus desejos não é um namoro ou um casamento aberto. É estar sozinho. Assim se conquista total liberdade, sem culpas ou constrangimentos.
Ando convencido que a nossa vida afetiva tem uma espécie de centro e que nele só cabe uma pessoa de cada vez. As nossas grandes aventura emocionais, a nossa verdadeira história íntima, são escritas ao redor dessa exclusividade. Pode ser uma paixão que não deu certo ou um casamento fabuloso de 20 anos, mas continua sendo uma narrativa entre duas pessoas. O resto é tumulto.

Os amores difusos pertencem a outra esfera, e por isso não colidem.

Eles são menos viscerais, mais leves, nos lembram que podemos experimentar diferentes alegrias na mesma existência. Sugerem que o grande amor romântico – esse que nos devora vivos, ou nos envolve suave como um lençol de linho – é apenas uma das experiências do afeto. Há outras, essenciais. Elas preenchem a existência com outra espécie de luz, igualmente necessária para mostrar nosso caminho.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Pra Refletir

Que eu me permita olhar, escutar e sonhar mais. 

Falar menos, chorar menos. 

Escutar com meus ouvidos atentos e minha boca estática as palavras que se fazem gestos e os gestos que se fazem palavras. 

Permitir sempre escutar aquilo que eu não tenho me permitido escutar. Saber realizar os sonhos que nascem em mim e por mim e comigo morrem por eu não os saber sonhos.

Então que eu possa viver os sonhos possíveis e impossíveis; aqueles que morrem e ressuscitam a cada novo tempo, a cada nova flor, a cada novo calor, a cada nova geada, a cada novo dia.

Que eu possa sonhar o ar, sonhar o mar, sonhar o amar, sonhar o amalgamar.

Que eu me permita o silêncio das formas, dos movimentos, do impossível, da imensidão de toda a profundeza.

Que eu possa substituir minhas palavras pelo toque, pelo sentir, pelo compreender, pelo segredo da coisas mais raras, pela oração mental (aquela que a alma cria e que só ela, alma, ouve e só ela, alma, responde).

Que eu saiba dimensionar o calor, experimentar a forma, vislumbrar as curvas, desenhar as retas, e aprender o saber da exuberância que se mostra nas pequenas manifestações da vida.

Que eu saiba reproduzir na alma a imagem que entra pelos meus olhos fazendo-me parte suprema da natureza, criando-me e recriando-me a cada instante.

Que eu possa chorar menos de tristeza e mais de contentamentos.

Que meu choro não seja em vão, que em vão não sejam minhas dúvidas.

Que eu saiba perder meus caminhos, mas saiba recuperar meus destinos com dignidade.

Que eu não tenha medo de nada, principalmente de mim mesmo:- Que eu não tenha medo dos meus medos!

Que eu adormeça toda vez que for derramar lágrimas inúteis, e desperte com o coração cheio de esperanças.

Permita-me ensinar o pouco que sei e aprender o muito que não sei, traduzir o que os mestres ensinaram, e compreender a alegria com que os simples traduzem suas experiências; respeitar incondicionalmente o ser; o ser por si só, por mais nada que possa ter além de sua essência, auxiliar a solidão de quem chegou, render-me ao motivo de quem partiu e aceitar a saudade de quem ficou.

Que eu possa amar e ser amado. Que eu possa amar mesmo sem ser amado; fazer gentilezas a quem me dá carinhos; fazer carinhos mesmo sem receber gentilezas.

Que eu jamais fique só, mesmo querendo ficar só.

E que assim SEJA!

(Oswaldo Antonio Begiato)

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

MUDA!


Todos nós imaginamos uma vida diferente da que vivemos. TODOS NÓS SONHAMOS. Nos deixamos levar por pensamentos livres, ideias que as vezes, na falta de contexto com o dia a dia, PARECEM DISTANTES E PERFEITAS DEMAIS.
Mas, muitas vezes, temos ideias para aliviar a nossa realidade. SONHOS POSSÍVEIS. Pequenas mudanças que podem acontecer. Sonhos mais parecidos com desafios que, SE VOCÊ OLHAR BEM, BATER DE FRENTE E BOTAR FÉ, TÊM TUDO PARA ACONTECER.
Foi porque um dia alguém sonhou em vencer as diferenças que o mundo passou a ser IMPORTANTE PARA TODOS. Foi porque um dia alguém lutou por um ideal que nós aprendemos que não adianta prender as pessoas, O DESEJO POR LIBERDADE NÃO MORRERÁ. 
Foi porque um dia alguém decidiu seguir em frente que acreditamos que NOSSO CAMINHO TAMBÉM É POSSÍVEL. Foi porque alguém viu que dava e tomou uma iniciativa que ruas, praças, feiras, pessoas, comunidades inteiras mudaram.
Você pode achar que sua vida está ótima e tem tudo para dar certo. Que nada te incomoda a ponto de exigir uma postura radical.
SE VOCE PREFERIR UMA VIDA TRANQUILA, NÓS CONCORDAMOS! NÃO É PORQUE VOCÊ TEM VOZ QUE PRECISA PALPITAR EM TUDO.
Mas, veja bem, NÃO ESTAMOS FALANDO DE CONFORMISMO. Achamos que chegou a hora de mexer alguns pauzinhos na História e assumir a nossa responsabilidade.
Querem fazer dos nossos olhos uma vitrine. Na era da livre informação e do conhecimento, REAGIR À INÉRCIA NOS FAZ SENTIR MAIS VIVOS.
Diante de uma realidade escancarada, nós queremos mudar.
E, de preferência, deixar tudo isso claro. ESTAMPADO. Para todo mundo ver e entender.
Sabemos que as coisas estão erradas, por isso NÓS TE CONVIDAMOS PARA FAZER DIFERENTE.
Existe toda uma nova realidade para quem acredita e faz o bem. PARA QUEM MUDA.

"MUDE E FAÇA O BEM!"

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Mudanças

As estações mudam.
Às vezes é inverno, às vezes é verão.
Se você permanecer sempre no mesmo clima,
você se sentirá estagnado.
Você precisa aprender a gostar daquilo que está acontecendo.
... Chamo a isso de maturidade.
Você precisa gostar daquilo que já está presente.
A imaturidade é ficar vivendo nos "poderias" e nos "deverias"
e nunca vivendo naquilo que "é" - aquilo que "é" é o caso, e o "deveria" é apenas um sonho.
Tudo o que for o caso, é bom.
Ame isso, goste disso e relaxe nisso.
Quando algumas vezes vier a intensidade, ame-a.
Quando ela for embora, despeça-se dela.
As coisas mudam...
A vida é um fluxo.
Nada permanece o mesmo; às vezes há grandes espaços e às vezes não há para onde se mover.
Mas as duas coisas são boas, ambas são dádivas da existência.
Você deveria ser grato, reconhecido por tudo o que acontece. Desfrute o que for.
É isso que está acontecendo agora.
Amanhã poderá mudar, então desfrute aquilo.
Depois de amanhã algo mais poderá acontecer.
Desfrute-o.
Não compare o passado com as fúteis fantasias futuras.
Viva o momento.
Às vezes é quente, às vezes é muito frio,
mas ambos são necessários; de outro modo, a vida desapareceria. Ela existe nas polaridades.

(Osho)
As estações mudam.
Às vezes é inverno, às vezes é verão.
Se você permanecer sempre no mesmo clima,
você se sentirá estagnado.
Você precisa aprender a gostar daquilo que está acontecendo.
... Chamo a isso de maturidade.
Você precisa gostar daquilo que já está presente.
A imaturidade é ficar vivendo nos "poderias" e nos "deverias"
e nunca vivendo naquilo que "é" - aquilo que "é" é o caso, e o "deveria" é apenas um sonho.
Tudo o que for o caso, é bom.
Ame isso, goste disso e relaxe nisso.
Quando algumas vezes vier a intensidade, ame-a.
Quando ela for embora, despeça-se dela.
As coisas mudam...
A vida é um fluxo.
Nada permanece o mesmo; às vezes há grandes espaços e às vezes não há para onde se mover.
Mas as duas coisas são boas, ambas são dádivas da existência.
Você deveria ser grato, reconhecido por tudo o que acontece. Desfrute o que for.
É isso que está acontecendo agora.
Amanhã poderá mudar, então desfrute aquilo.
Depois de amanhã algo mais poderá acontecer.
Desfrute-o.
Não compare o passado com as fúteis fantasias futuras.
Viva o momento.
Às vezes é quente, às vezes é muito frio,
mas ambos são necessários; de outro modo, a vida desapareceria. Ela existe nas polaridades.

(Osho)

domingo, 30 de dezembro de 2012

Se Ano novo representa Vida Nova...........

Ana Luiza Brasil
Se o Ano Novo representa Vida Nova, é importante fazê-la REALMENTE nova. Pra começar, é preciso verificar se a nossa rede de captação de ENERGIA CÓSMICA está funcionando fluidamente. Para facilitar a tarefa, vamos descartar do nosso convívio tudo que é inútil: roupas, sapatos e acessórios em desuso, objetos quebrados, caixas e mais caixas de guardados, aparelhos que não funcionam, porque tudo isso, além de ocupar o espaço físico, impede o fluxo de energia vital circular livremente em nossa vida. Se qualquer coisa for muito importante pra você porque lhe traz alegria, traga-a para o USO. Faça-a interagir com você, como uma caneca colada virando porta-caneta, um vestido de infância pendurado junto com as roupas atuais, uma série de bilhetes e desenhos virando álbum, algum objeto antigo virando decoração ao lado dos novos. E USE tudo de lindo que você tenha não só no Natal ou Ano Novo, mas também numa baita segunda-feira comum, sem "nada" para comemorar, a não ser a VIDA em mais um dia de VIVER...Ah, e não se esqueça de romper prisões, arejar porões, livrar-se de valores ultrapassados, quebrar tabus, vencer culpas e medos, permitir a gargalhada e ousar SER FELIZ.
Ana Luiza Brasil

Assim são meus amigos de Quinta!

.."Já não tenho tempo para lidar com mediocridades...
Inquieto-me com os invejosos tentando destruir quem eles admiram.
Cobiçando seus lugares, talento e sorte.....
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas
As pessoas não debatem conteúdo, apenas rótulos...
... Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos...
Quero a essência....
Minha alma tem pressa....
Sem muitas jabuticabas na bacia
Quero viver ao lado de gente humana...muito humana...
Que não foge de sua mortalidade.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade"...

Rubem Alves
Excelente 2013 para todos nós!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Feliz Natal Família de quinta!

"Eu tenho uma espécie de dever, dever de sonhar, de sonhar sempre,
pois sendo mais do que um espetáculo de mim mesmo,
eu tenho que ter o melhor espetáculo que posso.
E, assim, me construo a ouro e sedas, em salas
supostas, invento palco, cenário para viver o meu sonho
... entre luzes brandas e músicas invisíveis."

(Fernando Pessoa)

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Revelação!


"Eu sou inteira entre aspas, porque, tudo que eu escrevo, tudo que eu sei, tudo que eu falo, veio de alguém, de um livro, de uma cena, de uma lágrima, de uma risada, de uma música, de um bicho, de uma flor, do AMOR."
Ana Luiza Brasil

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Quinta Feliz!

"Que eu possa respeitar opiniões diferentes da minha.
Que eu possa me desculpar antes do ódio.
Que eu possa escrever cartas de amor de repente.
Que eu possa viajar para adorar a distância.
Que eu possa voltar para dizer o que não tive coragem.
...
Que eu pense em meu amor ao atravessar a rua.
Que eu pense na rua ao atravessar o amor.
Que eu dê conselhos sem condenar.
Que eu possa tomar banho de cachoeira.
Que eu seja a vontade de rir.
Que eu possa chorar ao assistir filmes.
Que eu não seduza para confundir.
Que eu seduza para iluminar.
Que eu não sacrifique a confiança pela covardia.
Que eu tenha dúvidas, melhor do que certezas e falir com elas. Que eu faça amizades falando do tempo.
Que eu possa amar mais sem contar as horas.
Que eu use somente as palavras que tenham sentido.
Que eu prove a comida nas panelas.
Que transforme a raiva em vontade de me entender.
Que eu possa soltar os vaga-lumes que prendi em potes.
Que eu me lembre de ser feliz enquanto ainda estou vivo."

Fabrício Carpinejar

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Não canse quem te quer bem – Martha Medeiros


Não canse quem te quer bem. Ah, se conseguíssemos manter sob controle nosso ímpeto de apoquentar. Mas não. Uns mais, outros menos, todos passam do limite na arte de encher os tubos. Ou contando uma história que não acaba nunca, ou pior: contando uma história que não acaba nunca cujos protagonistas ninguém jamais ouviu falar. Deveria ser crime inafiançável ficar contando longos casos sobre gente que não conhecemos e por quem não temos o menor interesse. Se for história de doença, então, cadeira elétrica.

Não canse quem te quer bem. Evite repetir sempre a mesma queixa. Desabafar com amigos, ok. Pedir conselho, ok também, é uma demonstração de carinho e confiança. Agora, ficar anos alugando os ouvidos alheios com as mesmas reclamações, dá licença. Troque o disco. Seus amigos gostam tanto de você, merecem saber que você é capaz de diversificar suas lamúrias.

Não canse quem te quer bem. Garçons foram treinados para te querer bem. Então não peça para trocar todos os ingredientes do risoto que você solicitou – escolha uma pizza e fim.

Seu namorado te quer muito bem. Não o obrigue a esperar pelos 20 vestidos que você vai experimentar antes de sair – pense antes no que vai usar. E discutir a relação, só uma vez por ano, se não houver outra saída.

Sua namorada também te quer muito bem. Não a amole pedindo para ela explicar de onde conhece aquele rapaz que cumprimentou na saída do cinema. Ciúme toda hora, por qualquer bobagem, é esgotante.

Não canse quem te quer bem. Não peça dinheiro emprestado pra quem vai ficar constrangido em negar. Não exija uma dedicatória especial só porque você é parente do autor do livro. 

Implicâncias quase sempre são demonstrações de afeto. Você não implica com quem te esnoba, apenas com quem possui laços fraternos. Se um amigo é barrigudo, será sobre a barriga dele que faremos piada. Se temos uma amiga que sempre chega atrasada, o atraso dela será brindado com sarcasmo. Se nosso filho é cabeludo, “quando é que tu vai cortar esse cabelo, garoto?” será a pergunta que faremos de segunda a domingo. Implicar é uma maneira de confirmar a intimidade. Mas os íntimos poderiam se elogiar, pra variar.

Não canse quem te quer bem. Se não consegue resistir a dar uma chateada, seja mala com pessoas que não te conhecem. Só esses poderão se afastar, cortar o assunto, te dar um chega pra lá. Quem te quer bem vai te ouvir até o fim e ainda vai fazer de conta que está se divertindo. Coitado. Prive-o desse infortúnio. Ele não tem culpa de gostar de você.”

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

A Realidade e o Espelho da Mentira

Jornal Diário Catarinense, 05/12/2012

Artigo - Por Affonso Ghizzo Neto

A Realidade e o Espelho da Mentira

É preciso saber que a tentativa não pode ocorrer sem uma constante busca, sem fórmulas mágicas, sem acertos certeiros, sem verdades incontestáveis. Torna-se imperioso, frente a tantas aberrações banalizadas, ter a capacidade de sonhar e reinventar nossos caminhos.

O sonho e a utopia diante dos absurdos da vida – da violência proveniente do sistema prisional; da insegurança pública instalada; da corrupção governamental e daquela proveniente da iniciativa privada; da ditadura do consumo (des)necessário; do domínio dos automóveis que usurpam o espaço humano; da publicidade criminosa como instrumento de criação de verdades mentirosas; do racismo, da discriminação e do machismo nacionalmente dominantes; da impunidade dos donos das cidades que, a pretexto do progresso, comem a natureza em busca de lucros sempre gananciosos; do cinismo da ideologia fatalista de que tudo é assim mesmo e sempre será; enfim, do egoísmo humano –, não podem jamais recusar a tentativa de interferência e de modificação da realidade.

Como a experiência da vida é uma tentativa constante, torna-se eficiente e produtivo edificar o que ainda irá acontecer. A aceitação ranzinza e passiva da fatalidade do passado sempre presente e imodificável, só reproduz a indesejável continuidade do inevitável.

A realidade – é preciso advertir – tem mais imaginação do que os nossos sonhos e pesadelos. Quem poderia imaginar nos anos 80, por exemplo, que a Guerra Fria entre o EUA e a antiga União Soviética, da noite para o dia, simplesmente terminaria? Aliás, por interesses inconfessáveis, hoje Estados Unidos e Rússia estão juntos. Recusemos, pois, a escravidão de uma história terminada. Vamos conseguir? É incerto. Mas, como sujeitos de nossa própria história, não podemos ignorar a possibilidade. Tentemos!

Idealizador do Projeto “O QUE VOCÊ TEM A VER COM A CORRUPÇÃO?”