Galera

Galera
A maior parte dos seres humanos, por preguiça e comodidade, segue o exemplo da maioria. Pertencer à minoria é tornar-se vulnerável, expor-se à critica. Tomar consciência da normose e de suas causa constitui a verdadeira terapia contemporânea. Trata-se, também, do encontro com a liberdade. Seguir cegamente as normas é tornar-se escravo. Roberto Crema

Esse é nosso lema!!

Esse é nosso lema!!
ESSE É NOSSO LEMA!!!! "A amizade é uma alma que habita vários corpos. Um coração que habita várias almas" Aristóteles

BOAS VINDAS!

Querer mudar o mundo é um desejo saudável e totalmente necessário. " Para ser feliz, o ser humano precisa somente de duas coisas: cultivar sementes de paz em seu coração e ter bons amigos. " - Buddha

Espaço da Galera!!!!!!!!!!!!!!!!!!

As coisas mais simples são os melhores presentes.

Leveza pra conduzir a vida; Beleza, que vai muito além da estética;

Determinação, porque sem ela nada acontece, nada;

Harmonia, paz e alegria sempre.

Silvana Mara dias Souza

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Tire o pó... se precisar...

TIRE O PÓ SE PRECISAR
Não deixe suas panelas brilharem mais do que você!!!!
Uma casa só vai virar um lar quando você for capaz de escrever "Eu te amo" sobre os móveis!

Não leve a faxina ou o trabalho tão a sério! Pense que a camada de pó vai proteger a madeira que está por baixo dela! Uma casa só vai virar um lar quando você for capaz de escrever "Eu te amo" sobre os móveis!...

Antigamente eu gastava no mínimo 8 horas por semana para manter tudo bem limpo, caso "alguém aparecesse para visitar" - mas depois descobri que ninguém passa "por acaso" para visitar - todos estão muito ocupados passeando, se divertindo e aproveitando a vida! E agora, se alguém aparecer de repente? Não tenho que explicar a situação da minha casa a ninguém... ...as pessoas não estão interessadas em saber o que eu fiquei fazendo o dia todo enquanto elas passeavam, se divertiam e aproveitavam a vida...

Caso você ainda não tenha percebido: A vida é curta, aproveita-a.

Tire o pó... se precisar...

Mas não seria melhor pintar um quadro ou escrever uma carta, dar um passeio ou visitar um amigo, assar um bolo e lamber a colher suja de massa, plantar e regar umas sementinhas? Pese muito bem a diferença entre QUERER e PRECISAR


Mas você não terá muito tempo livre... Para beber champanha, nadar na praia (ou na piscina), escalar montanhas, brincar com seus filhos ou com os cachorros, ouvir música e ler livros, cultivar os amigos e aproveitar a vida.

Tire o pó... se precisar...

Mas a vida continua lá fora, o sol iluminando os olhos, o vento agitando os cabelos, as gotas da chuva caindo mansamente... Pense bem, este dia não voltará jamais!

Tire o pó... se precisar...

Mas, não se esqueça que você vai envelhecer e muita coisa não será mais tão fácil de fazer como agora.

E quando você partir, como todos nós partiremos um dia, também vai virar pó.
Ninguém vai se lembrar de quantas contas você tirou o pó (trabalhou) pagou, nem de sua casa tão limpinha, mas vão se lembrar de sua amizade, de sua alegria e do que você ensinou.

Afinal: "Não é o que você juntou, e sim o que você espalhou que reflete como você viveu a sua vida." 
EcoCasa Portuguesa
 

domingo, 8 de setembro de 2013

Ainda sonhamos............

Ainda sonhamos
Com um tempo novo
Em que nossas mais puras aspirações
Surjam de algo mais que palavras encadeadas
Com musicalidade e poucas pausas...

Ainda sonhamos
Com um lugar
Em que nossos olhos possam sorrir
As mãos possam tocar sem ferir
Com serenidade a toda hora

Ainda buscamos
O melhor de nós em todo lugar
Esquecemos que o céu começa dentro
Esquecemos que o céu é todo momento
Como se pudesse ser de outro lugar
Como se pudesse ser de outro jeito

Ainda buscamos
Tesouros e diamantes em potes no arco-íris
Transcendências, remissões e redenção
Quando o que sempre falta é perdão
Quando o que sempre barramos é a doação

Ainda sonhamos
Ainda buscamos
Sem sentir que a chama arde em nós
O tesouro, o diamante está em ser
E a beleza é simples
Como é simples sorrir e abraçar
Como é simples deixar fluir
O melhor de nós mesmos
Sem segredos, sem mistérios
Sem complexas práticas e rituais
Somos sementes da eternidade.

(Marcos AD Pereira)

sábado, 7 de setembro de 2013

O tempo.............

"O tempo passa com uma rapidez absurda e deixa todos os tipos de marcas em nós.
Uma linha de expressão ao redor dos olhos pode parecer “o fim” em um primeiro momento, mas sei que nela estão contidas histórias que um livro todo não poderia contar.
O tempo muda nosso corpo, nosso rosto, nosso jeito de ver a vida.
E no final das contas de que importa um quilinho a mais ou uma ruguinha nova se minha alma está mais em forma do que nunca!"

Fernanda Gaona

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Rostro de vos

Rostro de vos

Tengo una soledad
tan concurrida
tan llena de nostalgias
y de rostros de vos
de adioses hace tiempo
y besos bienvenidos
de primeras de cambio
y de último vagón.

Tengo una soledad
tan concurrida
que puedo organizarla
como una procesión
por colores
tamaños
y promesas
por época
por tacto y por sabor.

Sin un temblor de más,
me abrazo a tus ausencias
que asisten y me asisten
con mi rostro de vos.

Estoy lleno de sombras
de noches y deseos
de risas y de alguna maldición.

Mis huéspedes concurren,
concurren como sueños
con sus rencores nuevos
su falta de candor.
Yo les pongo una escoba
tras la puerta
porque quiero estar solo
con mi rostro de vos.

Pero el rostro de vos
mira a otra parte
con sus ojos de amor
que ya no aman
como víveres
que buscan a su hambre
miran y miran
y apagan la jornada.

Las paredes se van
queda la noche
las nostalgias se van
no queda nada.

Ya mi rostro de vos
cierra los ojos.

Y es una soledad
tan desolada.

Mario Benedetti

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Bem assim mesmo!

"Sem pesos desnecessários é que se fazem os recomeços. 
Quero dançar pela vida de mãos dadas com quem saiba perdoar. 
Com quem saiba abraçar. 
Com quem saiba se colocar no lugar do outro. 
E acima de tudo com quem saiba sorrir. 
Com quem saiba me fazer sorrir..."

Virgínia Mello

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

LA FUERZA DEL DESEO

Uno tiene la sensación de que vivimos en un mundo donde, cada vez más, se quieren resultados inmediatos, placeres inmediatos, donde la paciencia o la postergación del placer van a menos. Todo debe ser fácil de obtener, todo tiene que ser ya.
Saber postergar la gratificación, sabernos frenar a tiempo, ser pacientes, poner voluntad no es una tarea menor.
Fue el profesor Walter Mischel, un prestigioso psicólogo social que actualmente es catedrático de la Universidad de Columbia en Estados Unidos, quien a finales de los años 60 y principios de los 70 llevó a cabo diferentes experimentos con niños en los que quería observar si había diferencias entre aquellos niños que no eran capaces de postergar el placer y aquellos que sí. Los primeros experimentos los hizo precisamente en la guardería a la que iban sus hijas.
El experimento era muy simple: se ofrecía a los niños una apetitosa y blandita nube (marshmallow, en inglés), esas golosinas suaves al tacto, esponjosas y dulces que tanto les gustan, en general. El reto no era menor: se le dejaba la golosina frente a sí, sentado y se le decía que si era capaz de resistir sin comérsela hasta el regreso del profesor, un cuarto de hora después, recibiría otra golosina exactamente igual. Luego, “si te la comes ahora, no tienes otra; pero si esperas unos minutos a solas con la golosina delante de ti y sin comértela, te ganarás otra”. El resultado: más de la mitad de los niños cayeron en la tentación y acabaron  comiéndose el dulce en menos de tres minutos, un 15% la lamió, pellizco, tocó, y apenas el 30% superó la prueba.
Pero aquí no acababa el experimento. El profesor Mischel decidió seguir la vida de esos niños durante veinte años, y descubrió que quienes habían caído en la tentación de comerse la nube rápidamente presentaban más dificultades emocionales y de autocontrol en el futuro. Les era más difícil manejar la presión, controlar el estrés, les era más complicado también gestionar sus relaciones y había otros indicadores, como por ejemplo, que aquellos que se habían controlado y ganado la segunda nube obtenían 200 puntos más que la media en el SAT, el test que se utiliza en las universidades norteamericanas para sus admisiones.
El test fue emulado por diferentes universidades con el paso de los años, con resultados similares, hasta que un nuevo estudio realizado por la Universidad de Rochester mostró una nueva lectura de las conclusiones. En él, se observó que los niños tienden a tener más autocontrol y a no zamparse la golosina en la medida que los investigadores que les muestran la nube y les cuentan de qué va el experimento les inspiren confianza. A mayor confianza con el investigador, más posibilidades hay de que el niño aguante. Es lógico. Si alguien te promete que si te portas bien luego tendrás más de lo que deseas, y ese alguien es amable, cariñoso, se hace creíble, y sientes que de verdad cumplirá lo que te promete (que te dará otra si no te comes ésta ahora mismo), confías en él más, y por lo tanto, esperas más tranquilamente.
Sea como sea, tanto las conclusiones del profesor Mischel como las de la Universidad de Rochester son de sentido común. El experimento de la nube es un clásico que nos hace ver que, obviamente, quien sabe esperar y postergar el placer tiene más autocontrol y por lo tanto actúa más desde la cabeza que desde el estómago. Y por otro lado, si quien te ofrece algo es de confianza, te fías más de él y eres más paciente.
Quería mostraros este vídeo donde se reproduce el experimento. Es muy divertido ver cómo estos pequeños se las apañan, algunos para aguantar, mientras que otros no pueden esperar y le pegan lametón o pellizco a la nube, o simplemente se la zampan en un pis-pás. Y es que las tentaciones tienen lo suyo, ¿o no?
Besos y abrazos,

http://vimeo.com/5239013#
Álex Rovira...
 

sábado, 24 de agosto de 2013

O pior analfabeto é o analfabeto midiático


“Ele imagina que tudo pode ser compreendido sem o mínimo esforço intelectual”. Reflexões do jornalista Celso Vicenzi em torno de poema de Brecht, no século 21

Celso Vicenzi, no Outras Palavras
Ele ouve e assimila sem questionar, fala e repete o que ouviu, não participa dos acontecimentos políticos, aliás, abomina a política, mas usa as redes sociais com ganas e ânsias de quem veio para justiçar o mundo. Prega ideias preconceituosas e discriminatórias, e interpreta os fatos com a ingenuidade de quem não sabe quem o manipula. Nas passeatas e na internet, pede liberdade de expressão, mas censura e ataca quem defende bandeiras políticas. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. E que elas – na era da informação instantânea de massa – são muito influenciadas pela manipulação midiática dos fatos.
Não vê a pressão de jornalistas e colunistas na mídia impressa, em emissoras de rádio e tevê – que também estão presentes na internet – a anunciar catástrofes diárias na contramão do que apontam as estatísticas mais confiáveis. Avanços significativos são desprezados e pequenos deslizes são tratados como se fossem enormes escândalos. O objetivo é desestabilizar e impedir que políticas públicas de sucesso possam ameaçar os lucros da iniciativa privada. O mesmo tratamento não se aplica a determinados partidos políticos e a corruptos que ajudam a manter a enorme desigualdade social no país.
Questões iguais ou semelhantes são tratadas de forma distinta pela mídia. Aula prática: prestar atenção como a mídia conduz o noticiário sobre o escabroso caso que veio à tona com as informações da alemã Siemens. Não houve nenhuma indignação dos principais colunistas, nenhum editorial contundente. A principal emissora de TV do país calou-se por duas semanas após matéria de capa da revista IstoÉ denunciando o esquema de superfaturar trens e metrôs em 30%.

O analfabeto midiático gosta de criticar os políticos corruptos e não entende que eles são uma extensão do capital, tão necessários para aumentar fortunas e concentrar a renda. Por isso recebem todo o apoio financeiro para serem eleitos. E, depois, contribuem para drenar o dinheiro do Estado para uma parcela da iniciativa privada e para os bolsos de uma elite que se especializou em roubar o dinheiro público. Assim, por vias tortas, só sabe enxergar o político corrupto sem nunca identificar o empresário corruptor, o detentor do grande capital, que aprisiona os governos, com a enorme contribuição da mídia, para adotar políticas que privilegiam os mais ricos e mantenham à margem as populações mais pobres. Em resumo: destroem a democracia.O analfabeto midiático é tão burro
 que se orgulha e estufa o peito para dizer que viu/ouviu a informação no Jornal Nacional e leu na Veja, por exemplo. Ele não entende como é produzida cada notícia: como se escolhem as pautas e as fontes, sabendo antecipadamente como cada uma delas vai se pronunciar. Não desconfia que, em muitas tevês, revistas e jornais, a notícia já sai quase pronta da redação, bastando ouvir as pessoas que vão confirmar o que o jornalista, o editor e, principalmente, o “dono da voz” (obrigado, Chico Buarque!) quer como a verdade dos fatos. Para isso as notícias se apoiam, às vezes, em fotos e imagens. Dizem que “uma foto vale mais que mil palavras”. Não é tão simples (Millôr, ironicamente, contra-argumentou: “então diga isto com uma imagem”). Fotos e imagens também são construções, a partir de um determinado olhar. Também as imagens podem ser manipuladas e editadas “ao gosto do freguês”. Há uma infinidade de exemplos. Usaram-se imagens para provar que o Iraque possuía depósitos de armas químicas que nunca foram encontrados. A irresponsabilidade e a falta de independência da mídia norte-americana ajudaram a convencer a opinião pública, e mais uma guerra com milhares de inocentes mortos foi deflagrada.O analfabeto midiático não percebe que o enfoque pode ser uma escolha construída para chegar a conclusões que seriam diferentes se outras fontes fossem contatadas ou os jornalistas narrassem os fatos de outro ponto de vista. O analfabeto midiático imagina que tudo pode ser compreendido sem o mínimo de esforço intelectual. Não se apoia na filosofia, na sociologia, na história, na antropologia, nas ciências política e econômica – para não estender demais os campos do conhecimento – para compreender minimamente a complexidade dos fatos. Sua mente não absorve tanta informação e ele prefere acreditar em “especialistas” e veículos de comunicação comprometidos com interesses de poderosos grupos políticos e econômicos. Lê pouquíssimo, geralmente “best-sellers” e livros de autoajuda. Tem certeza de que o que lê, ouve e vê é o suficiente, e corresponde à realidade. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e o espoliador das empresas nacionais e multinacionais.”
Para o analfabeto midiático, Brecht teria, ainda, uma última observação a fazer: Nada é impossível de mudar. Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo. E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
O analfabeto político
O pior analfabeto, é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, não participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida,
O preço do feijão, do peixe, da farinha
Do aluguel, do sapato e do remédio
Depende das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que
Se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia política.
Não sabe o imbecil,
Que da sua ignorância nasce a prostituta,
O menor abandonado,
O assaltante e o pior de todos os bandidos
Que é o político vigarista,
Pilanta, o corrupto e o espoliador
Das empresas nacionais e multinacionais.
Bertold Brecht

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Tenho vivido...........

"Tenho vivido de miudezas,
pequenas magias do dia a dia, pequenas belezas
E quanto mais na arte de aprender eu me apronfundo,
mais percebo que a simplicidade é quem move o mundo....
É tanta macieza, clareza, leveza, pureza... ...
...
É tanta delicadeza...

A riqueza mora mesmo é nos detalhes, meus amigos,
na abundância do pequenino.

....E é preciso ter olhos de aumento pra ver ,
e coração aumentado pra sentir... "

Erikah Azzevedo

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Cora Coralina...

"A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro...
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver."

Cora Coralina...

"A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro...
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver."

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Meus amigos são assim.......

“Às vezes as pessoas são tão bonitas! Não pela aparência física nem pelo que dizem. Só pelo que são.”

A Menina que Roubava Livros.

sábado, 17 de agosto de 2013

.."Felizes os que tentam enxergar mais e mais.


'A vida passa por nossos sentidos com muito mais sutileza do que pensamos.
Perceber seus movimentos, inverter os sentidos, olhar o que ninguém vê, transcender as explicações, não se satisfazer com o senso comum, ir além das histórias, das ameaças, das crises, das culpas, das verdades absolutas, abrindo espaços interiores, questionando-se sem medo, aceitando seus vazios, vivendo no hoje, desculpando-se e perdoando a quem porventura te ofendeu, isso te melhora e abre seus olhos"...

Flavio Siqueira

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

O Último Discurso

O Grande Ditador - Texto e filme de Charle Chaplin
Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. 
Os seres humanos são assim. 
Desejamos viver para a felicidade do próximo - 
não para o seu infortúnio. 
Por que havemos de odiar ou desprezar uns aos outros? 
Neste mundo há espaço para todos. 
A terra, que é boa e rica, 
pode prover todas as nossas necessidades.
caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. 
A cobiça envenenou a alma do homem ...
 levantou no mundo as muralhas do ódio ... 
e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. 
Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. 
A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. 
Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. 
Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. 
Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura.
 Sem essas duas virtudes, 
a vida será de violência e tudo será perdido.
A aviação e o rádio aproximaram-se muito mais. A próxima natureza dessas coisas é um apelo eloquente à bondade do homem ... um apelo à fraternidade universal ... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhões de pessoas pelo mundo afora ... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas ... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes.  
os que me podem ouvir eu digo: "Não desespereis!" A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia ... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. 
Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. 
E assim, enquanto morrem os homens, 
a liberdade nunca perecerá.


Soldados! Não vos entregueis a esses brutais ... que vos desprezam ... que vos escravizam ... que arregimentam as vossas vidas ... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como um gado humano e que vos utilizam como carne para canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar ... os que não se fazem amar e os inumanos.


Soldados! Não batalheis pela escravidão! lutai pela liberdade! 
No décimo sétimo capítulo de São Lucas é escrito que o Reino de Deus está dentro do homem - não de um só homem ou um grupo de homens, mas dos homens todos! Estás em vós! 
Vós, o povo, tendes o poder - o poder de criar máquinas. 
O poder de criar felicidade! 
Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela ... 
de fazê-la uma aventura maravilhosa. 
Portanto - em nome da democracia - usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo ... 
um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, 
que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.


É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. 
Soldados, em nome da democracia, unamo-nos.
Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontres, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo - um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergues os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. 
Ergue os olhos, Hannah! 
Ergue os olhos!
 
 

Pra começar bem o final de semana!

Isso nos ensinou um velho ancestral:

"Com todas as coisas e em todas as coisas, somos parentes.
Não ande atrás de mim, eu não posso levá-lo. Não ande em frente ... de mim eu não posso segui-lo. Ande ao meu lado para que possamos ser um só.
Da mesma forma, não deixe que ontem usar muito de hoje, busca sabedoria, e não do conhecimento, porque o conhecimento e a sabedoria do passado são o presente.
Assim eu digo, não sinaliza o caminho, seja o caminho. Porque todas as coisas compartilham o mesmo sopro, o animal, a árvore, o homem, o ar,  compartilha seu espírito com toda a vida que ele sustenta.
Diga-me e eu esquecerei. Mostre-me e eu lembrarei. Envolva-me e eu entenderei... "

- Oglala-Lakota

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Soneto do amigo.



Enfim, depois de tanto erro passado ...
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...

Vinícius de Moraes

sábado, 10 de agosto de 2013

Bom humor é fundamental!

."Que sejamos bem-humorados, porque o humor revela consciência da nossa insignificância...
– os que não sabem brincar, se consideram superiores, porém não conquistam o respeito alheio que tanto almejam.
Ria de si mesmo, e engrandeça-se"...

Martha Medeiros

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Alegre-se!

Que me importa se hoje é sexta-feira e se faz sol ou chuva? Hoje é mais um dia de vida que me foi dado. Não existe presente maior que este: mais um dia de vida, mais um dia em que estou saudável, que não preciso de ajuda pra andar, pra me alimentar, pra me vestir, pra ver a paisagem, pra me locomover contemplando, observando o mundo. Hoje é mais um dia de vida em que acordei e abri meus olhos que enxergam, em que tenho amigos pra compartilhar o que vejo. Hoje é mais um dia de vida em que percebo que minha existência tem um propósito, em que posso exercer os meus dons, desenvolver meus potenciais, deixar de ignorar coisas aprendendo-as. Mais um dia que nos foi dado e que estamos protegidos por Guias de Luz tão bondosos que querem nos orientar pro lado mais bonito deste dia.

Exerçam suas belezas, desapeguem-se de sofrimentos e dores, não tenham autopiedade, estufem o peito como quem sai pra enfrentar a vida com coragem e sem arrogância. Façam coisas boas por vocês. Sintam-se presenteados com este "mais um dia de vida". E, por favor, comprometam-se com a alegria.

Marla de Queiroz

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Trabalhar e sofrer.


“O trabalho enobrece” é uma dessas frases feitas que a gente repete sem refletir no que significam, feito reza automatizada. Outra é “A quem Deus ama, ele faz sofrer”, que fala de uma divindade cruel, fria, que não mereceria uma vela acesa sequer. Sinto muito: nem sempre trabalhar nos torna mais nobres, nem sempre a dor nos deixa mais justos, mais generosos. O tempo para contemplação da arte e da natureza, ou curtição dos afetos, por exemplo, deve enobrecer bem mais. Ser feliz, viver com alguma harmonia, há de nos tornar melhores do que a desgraça. A ilusão de que o trabalho e o sofrimento nos aperfeiçoam é uma ideia que deve ser reavaliada e certamente desmascarada.
O trabalho tem de ser o primeiro dos nossos valores, nos ensinaram, colocando à nossa frente cartazes pintados que impedem que a gente enxergue além disso. Eu prefiro a velha dama esquecida num canto feito uma mala furada, que se chama ética. Palavra refinada para dizer o que está ao alcance de qualquer um de nós: decência. Prefiro, ao mito do trabalho como única salvação, e da dor como cursinho de aperfeiçoamento pessoal, a realidade possível dos amores e dos valores que nos tornariam mais humanos. Para que se trabalhe com mais força e ímpeto e se viva com mais esperança.
O trabalho que dá valor ao ser humano e algum sentido à vida pode, por outro lado, deformar e destruir. O desprezo pela alegria e pelo lazer espalha-se entre muitos de nossos conceitos, e nos sentimos culpados se não estamos em atividade, na cultura do corre-corre e da competência pela competência, do poder pelo poder, por mais tolo que ele seja.
Assim como o sofrimento pode nos tornar amargos e até emocionalmente estéreis, o trabalho pode aviltar, humilhar, explorar e solapar qualquer dignidade, roubar nosso tempo, saúde e possibilidade de crescimento. Na verdade, o que enobrece é a responsabilidade que os deveres, incluindo os de trabalho, trazem consigo. O que nos pode tornar mais bondosos e tolerantes, eventualmente, nasce do sofrimento suportado com dignidade, quem sabe com estoicismo. Mas um ser humano decente é resultado de muito mais que isso: de genética, da família, da sociedade em que está inserido, da sorte ou do azar, e de escolhas pessoais (essas a gente costuma esquecer: queixar-se é tão mais fácil).
Quanto tempo o meu trabalho – se é que temos escolha, pois a maioria de nós dá graças a Deus se consegue trabalhar por um salário vil – me permite para lazer, ou o que eu de verdade quero, se é que paro para refletir sobre isso? Quanto tempo eu me dou para viver? Quanto sobra para meu crescimento pessoal, para tentar observar o mundo e descobrir meu lugar nele, por menor que seja, ou para entender minha cultura e minha gente, para amar minha família?
E, se o luxo desse tempo existe, eu o emprego para ser, para viver, ou para correr atrás de mais um trabalho a fim de pagar dívidas nem sempre necessárias? Ou apenas não me sinto bem ficando sem atividade, tenho de me agitar sem vontade, rir sem alegria, gritar sem entusiasmo, correr na esteira além do indispensável para me manter sadio, vagar pe-los shoppings quando nada tenho a fazer ali e já comprei todo o possível – muito mais do que preciso, no maior número de prestações que me ofereceram? E, quando tenho momentos de alegria, curto isso ou me preocupo: algo deve estar errado?
Servos de uma culpa generalizada, fabricamos caprichosamente cada elo do círculo infernal da nossa infelicidade e alienação. Essas frases feitas, das quais aqui citei só duas, podem parecer banais. Até rimos delas, quando alguém nos leva a refletir a respeito. Mas na verdade são instrumento de dominação de mentes: sofra e não se queixe, não se poupe, não se dê folga, mate-se trabalhando, seja humilde, seja pobre, sofrer é nosso destino, darás à luz com dor – e todo o resto da tola e desumana lavagem cerebral de muitos séculos, que a gente em geral nem questiona mais.
Lya Luf

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Janela!

Adélia Prado!

Janela, palavra linda.
Janela é o bater das asas da borboleta amarela. 
Abra para fora as duas folhas de madeira à toa pintada, janela jeca, de azul.
Eu pulo você pra dentro e pra fora, monto a cavalo em
você, meu pé esbarra no chão.
Janela sobre o mundo aberta, por onde vi
o casamento da Anita esperando neném, a mãe do Pedo Cisterna urinando na chuva, por onde vi meu bem chegar de bicicleta e dizer a meu pai:
minhas intenções com sua filha são as melhores possíveis.
Ô janela com tramela, brincadeira de ladrão,
claraboia na minha alma,
olho no meu coração.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Abençoadas.

"Abençoadas sejam as surpresas risonhas do caminho. 
As belezas que se mostram sem fazer suspense. 
As afeições compartilhadas sem esforço. 
As vezes em que a vida nos tira pra dançar sem nos dar tempo de recusar o convite. 
As maravilhas todas... da natureza, sempre surpreendentes, à espera da nossa entrega apreciativa. 
A compreensão que floresce, clara e mansa, quando os olhos que veem são da bondade.
Abençoados sejam os presentes fáceis de serem abertos.
Os encantos que desnudam o erotismo da alma.
Os momentos felizes que passam longe das catracas da expectativa.
Os improvisos bons que desmancham o penteado arrumadinho dos roteiros da gente.
Os diálogos que acontecem no idioma pátrio do coração.
Abençoada seja a leveza."

Ana Jácomo

domingo, 4 de agosto de 2013

Bom domingo a todos!

“Que estranho quando não estamos distraídos,
quando não temos tanta pressa, quando conseguimos parar.
E sorrir. E compreender. E fechar os olhos.
E sentir até os segundos que passam por nós.
E saber vivê-los até o fim.
E saboreá-los com um sorriso,
com uma preocupação,
com uma esperança,
com uma vontade,
com clareza,
com qualquer coisa.
Mas saboreá-los…”

Frederico Moccia

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Um dia de cada vez!

Amadureço a cada dia, não tenho pressa de envelhecer
Caminho a passos largos, entro e saio do mapa, 
excursiono por fora e por dentro de mim, 
não estaciono, mas também não quero chegar
A pressa serve para concluir, o tempo para desenvolver
A pressa atropela, o tempo desliza
A pressa é cega, o tempo enxerga longe
A pressa esconde, o tempo mostra
A pressa esfria, o tempo aquece

Martha Medeiros.

''Que você seja capaz de descobrir o significado das pessoas e não utilidade. A utilidade passa, o significado é para vida inteira.'' (A. Desc.)

terça-feira, 30 de julho de 2013

Hoje.........

"Hoje eu quero a rua cheia de sorrisos francos
De rostos serenos, de palavras soltas
Eu quero a rua toda parecendo louca
Com gente gritando e se abraçando ao sol
Hoje eu quero ver a bola da criança livre
Quero ver os sonhos todos nas janelas
Quero ver vocês andando por aí
Hoje eu vou pedir desculpas pelo que eu não disse
Eu até desculpo o que você falou
Eu quero ver meu coração no seu sorriso
E no olho da tarde a primeira luz"...

Oswaldo Montenegro

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Viver.............

"Viver é ter fome. 
Fome de tudo. 
De aventura e de amor, de sucesso e de comemoração de cada um dos dias que se podem partilhar com os outros. 
Viver é não estar quieto, nem conformado, nem ficar ansiosamente à espera."

Joaquim Pessoa

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Me gasto!

..."Viver é uma caminhada e tanto, não tem essa colher de chá de selecionar onde descer. 
É preciso passar por tudo: pelo desânimo, pela desesperança, pela sensação de fracasso e fraqueza, até que a gente consiga chegar a uma praça arborizada onde iniciam outras dezenas de ruas, outras tantas passagens, e a gente segue caminhando, segue caminhando.
Locomover-se desse jeito é cansativo e lento, mas sei que não existe outra maneira consciente de avançar. 
Metrôs oferecem idas e vindas às cegas. 
Mantém nossas evoluções escondidas no subterrâneo. 
A gente não consegue enxergar o que há entre um desgosto e um perdão, entre uma mágoa e uma gargalhada, entre o que a gente era e o que a gente virou.
Não tem sido fácil, mas sinto orgulho por ter aprendido a atravessar, em plena luz do dia, o que em mim é sombrio e intricado.
Não me economizo mais.
Me gasto."

Martha Medeiros

terça-feira, 16 de julho de 2013

Em cada dia uma nova oportunidade.

"Mais um dia em que pude fazer escolhas certas, viver minha lucidez e a minha transformação sem dor. Os sentimentos serenados, tudo se organizando no meu Templo Sagrado de Dentro. Pude usar a minha criatividade nas coisas mais cotidianas, minha sensibilidade ao meu favor, minha intuição como meu guia, o meu dom sem vaidade e, ao contrário de tantas pessoas, aprender a dizer SIM: pra vida, pra alegria, pras coisas inteiras e intensas, pra beleza. Não aceito mais meias caronas nem presentes mensuráveis. Eu mereço tudo que a vida quiser me ofertar de maravilhoso porque me trabalho árdua e diariamente para ser merecedora do que é bom e verdadeiro. Sou GRATA a mim, a vocês, ao Universo porque inicio mais um dia com o coração iluminado por não ter sido negligente com o que me faz ficar em paz."

Desejo SEMPRE boas notícias.

Marla de Queiroz

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Bom Diaaaaaaaaa.............

Que a nossa semana seja repleta de...
Paciência para as dificuldades,
Tolerância para as diferenças,
Benevolência para os equívocos,
Misericórdia para os erros,
Perdão para as ofensas,
Equilíbrio para os desejos,
Sensatez para as escolhas,
Sensibilidade para os olhos,
Delicadeza para as palavras,
Coragem para as provas,
Fé para as conquistas,
E amor para todas as ocasiões...

(A.D.)
Namastê ♥

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Plantar é bom demais!

“Plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar, que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!”

William Shakespeare
Namastê ♥

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Bom dia!



Que não sejam as dores do passado a comandar tua vida hoje. Que não desperdice tua alma a lamentar... Que o sol para ti, seja sempre libertador, quebrando os grilhões do que apague o sorriso. Que a partir de hoje, despertes para uma nova era em teu viver. Tempo de olhar adiante, de realizar novos sonhos, de desabrochar novas canções em tua alma! Tempo de se gostar! De brilhar!

Gi Stadnicki.
... Namastê ♥

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Divina Cora Coralina.

'Se temos de esperar, que seja para colher a semente boa que lançamos hoje no solo da vida. Se for para semear, então que seja para produzir milhões de sorrisos, de solidariedade e amizade.'

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Eu também gosto!

"Eu gosto de pessoas inteligentes que enxergam o mundo com humor. Tem muitas pessoas em quem eu bato o olho e penso: deve ser legal ser amiga dela. É gente que não carrega o mundo nas costas, que fala olhando nos olhos, que não se leva tão a sério, que é franca na hora do sim e na hora do não. É difícil sacar as qualidades de uma pessoa sem antes conhecê-la, mas intuição existe pra isso. Tenho vários amigos que enriquecem minha vida e se encaixam no meu conceito de 'pessoas especiais', mas meu coração é espaçoso e está em condições de receber novos inquilinos."
Martha Medeiros

sábado, 29 de junho de 2013

EXTINÇÃO DO AVESTRUZ por Andréa Pachá


Formada sob a hegemonia do pensamento neoliberal. Diariamente bombardeada pela massificação do consumo e tentando sobreviver em um mundo onde tudo conspira para aniquilar a ousadia, a criatividade, os sonhos coletivos, era previsível que qualquer manifestação contra o estado das coisas não fosse um ato organizado, articulado, racionalizado. Ao menos com os parâmetros que tínhamos até então.
No entanto, a surpreendente força nascida do inconformismo, alastrada pelas redes e transformada em energia viva e pulsante das ruas, deveria ser vista com mais respeito, curiosidade e encantamento pelos olhares que insistem em assistir a vida pelo retrovisor.
... E não estou falando em desconsiderar a história ou a experiência.
Era previsível desde o início que grupos organizados tentariam se apropriar da força das mudanças. Cada qual, do seu lugar e com seu batalhão de marketeiros, constrói ações e reações. Todos pautados pela lógica repudiada pelas ruas.
Impressionante a leitura dos artigos nos jornais. Os mesmo textos, repetindo as mesmas certezas e a inclusão de algumas linhas sobre os protestos. Uns atribuindo aos outros os golpes, as irresponsabilidades e chamando para o próprio umbigo as soluções. Não ouviram nada do que foi dito nesses dias. Se ouviram, não entenderam. Ou não quiseram entender.
Aprisionar os movimentos às pautas político-partidárias é fechar a panela de pressão com a água quase no fim.
Impor o medo nas ruas e dar visibilidade excessiva à ação de baderneiros para justificar os excessos policiais é estabelecer a lei do silencio quando ainda há muito o que gritar.
Não há um discurso único nos protestos. São inúmeras as insatisfações. Algumas com solução. Outras não. Não tem mágica.
Reencontros, possibilidades de compartilhar inquietações e angústias. A volta do pensamento coletivo e a tecitura uma rede fraterna de referências humanas e generosas. O encontro de espaços nessas ondas permanentes.
Buscar maneiras de convivência para os muitos direitos. Sufocar movimentos fascistas e totalitários. Compreender que o respeito às diferenças é um princípio fundamental para a liberdade. Nesse cenário, a convivência pode ser libertadora e digna. Exceto para o avestruz que não sobrevive, enquanto insistir em enterrar a cabeça.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Nosso maior medo não é sermos inadequados.

"Nosso maior medo não é sermos inadequados. Nosso maior medo é não saber que nós somos poderosos, além do que podemos imaginar.
É a nossa luz, não nossa escuridão, que mais nos assusta. Nós nos perguntamos: “Quem sou eu para ser brilhante, lindo, talentoso, fabuloso?”.
Na verdade, quem é você para não ser? Você é um filho de Deus.
Você, pensando pequeno, não ajuda o mundo. Não há nenhuma bondade em você se diminuir, recuar para que os outros não se sintam inseguros ao seu redor.
Todos nós fomos feitos para brilhar, como as crianças brilham. Nós nascemos para manifestar a glória de Deus dentro de nós. Isso não ocorre somente em alguns de nós; mas em todos.
Enquanto permitimos que nossa luz brilhe, nós, inconscientemente, damos permissão a outros para fazerem o mesmo.
Quando nós nos libertamos do nosso próprio medo, nossa presença automaticamente libertará outros.”
Nelson Mandela

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Eu gosto!

Gosto de gente positiva, com sorriso franco e olhar sincero...
Gosto de pessoas de luz...
Gosto de gente de verdade... De carne osso e coração!
Gosto de voz suave, beijo doce e abraço forte...
Me incomoda o quase, o morno, o “em cima do muro”
... Gosto da ousadia, da crença, da atitude!
Admiro a transparência, a espontaneidade... E te tenho uma enorme simpatia pelo sincero...
Aprecio o silêncio, mas a música me fascina...
Gosto de sol, de mar e cheiro de terra molhada...
Gosto de gente feliz! Que não lamenta, não reclama...
Gosto de gente guerreira, que cai levanta e sacode a poeira!
Gosto de gente que gosta de bicho...
Gosto de gente QUE GOSTA DE GENTE...
Não gosto de gente nublada...
Prefiro alma ensolarada!
(Ana Laura Paludo)

terça-feira, 25 de junho de 2013

A gente se acostuma, eu sei, mas não devia!

"A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora, a tomar café correndo porque está atrasado.
A gente se acostuma a ler o jornal no ônibus porque não pode perder tempo na viagem, a comer sanduíches porque não tem tempo para almoçar.
A gente se acostuma a andar nas ruas e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios, a ligar a televisão e assistir comerciais.
A gente se acostuma a lutar para ganhar dinheiro, a ganhar menos do que precisa e a pagar mais do que as coisas valem.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não a das janelas ao redor.
... A gente se acostuma a não abrir de todo as cortinas, e a medida que se acostuma, esquece o sol, o ar, a amplidão.
A gente se acostuma à poluição, à luz artificial de ligeiro tremor, ao choque que os olhos levam com a luz natural.
A gente se acostuma às bactérias da água potável, à morte lenta dos rios, à contaminação da água do mar.
A gente se acostuma à violência, e aceitando a violência, que haja número para os mortos. E, aceitando os números, aceita não haver a paz.
A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza para preservar a pele.
A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que de tanto se acostumar, se perde por si mesma.
A gente se acostuma, eu sei, mas não devia."

- Marina Colassanti

domingo, 23 de junho de 2013

Pra encerrar o domingo!

"Tem gente que possui uma beleza de provocar dessas fomes raras, uma avidez por mais presença, a necessidade de um contato cada vez mais íntimo e imediato.
Feito uma atração poética que conjuga o corpo sem querer consumar o ato, mas um querer estar junto que não cessa nunca de fato.
Tem gente que só se pode trazer para a nossa vida com uma entrega esparramada."

Marla de Queiroz

terça-feira, 18 de junho de 2013

MENSAGEM AOS GOVERNANTES:



Acreditamos na esperança.
Vivemos somente pelo Amor.
Crescemos na Luz do novo dia.
... Lutamos por um novo Mundo...
Um Mundo sem injustiças ou diferenças.
Um Mundo melhor e mais justo.
Um Mundo de Paz e Luz.

(O Mundo de Gaya)

sábado, 15 de junho de 2013

15 Coisas Que Você Deveria Abandonar Para Ser Feliz.

(Este artigo é a tradução de um artigo em inglês, por Luminita D. Saviuc. O original está aqui)
Há uma lista de 15 coisas que, se você desistir de todas elas, isso vai fazer sua vida ficar muito, muito mais fácil e muito, muito mais feliz.
Nós nos prendemos a tantas coisas que nos causam tantas dores, estresse e sofrimento – e ao invés de deixá-las todas irem embora, agora… Ao invés de permitir que nós mesmos vivamos sem estresse e felizes… Nós nos agarramos a elas.
Não mais.
Começando a partir de hoje, nós desistiremos de todas essas coisas que não nos servem mais, e nós abraçaremos a mudança.
Preparado? Aqui vamos nós:

1. Desista da sua necessidade de estar sempre certo

Há tantos de nós que não conseguem suportar a idéia de estarmos errados, querendo sempre estar certos, mesmo sob o risco de terminar grandes relacionamentos ou causar um grande nível de estresse e dor, para nós e para outros.
Isso não vale a pena. Quando você sentir a necessidade “urgente” de entrar em uma briga sobre quem está certo e quem está errado, pergunte a si mesmo o seguinte:
“Eu preferiria ser a pessoa certa ou a pessoa gentil? Que diferença isso vai fazer? O meu ego é realmente grande desse jeito?”

2. Desista da sua necessidade de controle

Esteja disposto a desistir da sua necessidade de sempre controlar tudo que acontece a você e em volta de você – situações, pessoas, eventos etc.
Seja com seus amados, colegas de trabalho ou somente estranhos que você encontra na rua – apenas permita-os ser.
Permita que tudo e todos sejam como eles são e você verá o quão melhor isso vai fazer você se sentir.
“Ao se desapegar, tudo se torna realizado. O mundo é vencido por aqueles que se desapegam. Quando você tenta e tenta, o mundo se torna mais do que vencer.” (Lao Tzu)

3. Desista da culpa

Desista da sua necessidade para culpar outros pelo que você tem ou não tem, pelo que você sente ou não sente.
Pare de dar seus poderes para outros e comece a assumir as responsabilidades da sua própria vida.

4. Desista da sua conversa interior derrotista

Oh, meu Deus! Quantas pessoas estão machucando a elas mesmas por causa das suas mentalidades negativas, poluídas e repetitivas?
Não acredite em tudo que sua mente está lhe dizendo – especialmente se é negativista e auto-destrutiva.
Porque você é melhor do que tudo isso.
“A mente é um instrumento supremo se usada corretamente. Usada de maneira errada, no entanto, ela se torna muito destrutiva.” – Eckhart Tolle

5. Desista das suas crenças limitantes

Sobre aquilo que você pensa que pode ou não pode fazer, sobre o que é possível ou impossível.
De agora em diante, você não mais irá permitir que suas crenças limitantes mantenham você paralisado no lugar errado.
Abra suas asas e voe!
Uma crença não é uma idéia presa pela mente, ela é uma idéia que prende a mente. – Elly Roselle.

6. Desista de reclamar

Desista da sua necessidade de reclamar sobre aquelas muitas, muitas, muuuuuitas coisas – pessoas, situações, eventos que lhe fazem infeliz, triste e deprimido.
Ninguém pode fazer você infeliz, nenhuma situação pode fazer você triste ou miserável a não ser que você permita que isso aconteça.
Não é a situação que dispara aqueles sentimentos em você, mas sim como você escolhe olhar para tudo aquilo.
Nunca subestime o poder do pensamento positivo.

7. Desista da luxúria das críticas

Abandone sua necessidade de criticar coisas, eventos ou pessoas que são diferentes de você.
Nós somos todos diferentes, e mesmo assim somos iguais.
Todos nós queremos ser felizes, todos nós queremos amar e sermos amados e todos nós queremos ser compreendidos.
Todos nós queremos algo, e algo que é desejado por todos nós.

8. Desista da sua necessidade de impressionar os outros

Pare de pensar tão seriamente em ser ago que você não é somente pra fazer os outros gostarem de você.
Isso não funciona desse jeito. No momento que você pára de tentar tão seriamente ser algo que você não é, no momento que você tira todas as suas máscaras, no momento que você aceita e abraça seu eu verdadeiro, você descobrirá as pessoas sendo atraídas por você, sem esforço algum.

9. Abandone a sua resistência à mudança

Mudar é bom.
Mudar irá lhe ajudar a ir de A a B. Mudar irá ajudar você a fazer melhorias em sua vida e também na vida de pessoas à sua volta. Siga seu destino, e abrace a mudança – não resista a ela.
“Siga o seu destino e o universo irá abrir portas para você onde antes só haviam muros.” – Joseph Campbell

10. Desista das etiquetas

Pare de etiquetar coisas, pessoas ou eventos que você não entende. Páre de chamá-los “estranhos” ou “diferentes”. Tente abrir sua mente, pouco a pouco.
As mentes só funcionam quanto estão abertas.
“A mais alta forma de ignorância é quando você rejeita algo sobre o qual você não sabe nada sobre.” – Wayne Dyer

11. Desista dos seus medos

Medo é só uma ilusão. Ele não existe – você o criou. Está tudo na sua mente. Corrija o seu interior e tudo no seu exterior irá se encaixar.
“A única coisa que nós temos que temer é o próprio medo.” – Franklin D. Roosevelt.

12. Desista das suas desculpas

Coloque-as em um pacote e diga a elas que elas estão despedidas.
Você não mais precisa delas. Um monte de vezes nós limitamos a nós mesmos por causa das muitas desculpas que nós usamos.
Ao invés de crescer e trabalhar em melhorar nós mesmos e nossas vidas, nós nos tornamos presos, mentindo para nós mesmos, usando todos os tipos de desculpas – desculpas que 99,9% das vezes não são nem reais.

13. Desista do seu passado

Eu sei, eu sei. É difícil. Especialmente quando o passado parece tão melhor do que o presente – e o futuro parece tão assustador.
Você deve levar em conta o fato de que o momento presente é tudo o que você tem e tudo que você irá ter na vida.
O passado que você agora está buscando reviver – o passado com o qual você ainda sonha – foi ignorado por você quando ele era presente.
Pare de se iludir.
Esteja presente em tudo que você faz, e aproveite a vida.
Afinal, a vida é uma jornada, não um destino. Tenha uma visão clara do futuro. Prepare a si mesmo, mas sempre esteja presente no seu agora.

14. Desista do apego

Este é um conceito que, para a maioria de nós, é tão difícil de compreender e eu tenho que dizer a você que isso era complicado pra mim, também.
E ainda é… Mas não é mais algo impossível.
Você fica melhor e melhor nisso com tempo e prática. No momento em que você desliga a si mesmo de todas as coisas, você se torna muito mais cheio de paz, tão tolerante, tão gentil e tão sereno…
Isso não significa que você não dê o seu amor para estas coisas – porque amor e apego não têm nada a ver um com o outro. Apego vem de um lugar de medo, enquanto amor… Bem, amor real é puro, gentil e sem ego. Onde há amor não pode haver medo, e por causa disso, apego e amor não coexistem.
Livrando-se do apego, você chegará em um lugar onde você será capaz de entender todas as coisas sem tentar.
Um estado além das palavras.

15. Desista de viver sua vida através das expectativas de outras pessoas

Muitas pessoas estão vivendo uma vida que não é a vida delas.
Elas vivem vidas de acordo com o que os outros pensam que é melhor para elas, elas vivem suas vidas de acordo com o que seus pais pensam que é melhor, pelo que seus amigos pensam, seus inimigos, professores, governo e até do que a mídia pensa que é melhor para elas.
Elas ignoram suas vozes interiores, aquele chamado interno… Essas pessoas estão tão ocupadas em procurar agradar a todo mundo, preocupadas em atender as expectativas de outros, que elas perdem o controle de suas próprias vidas.
Elas esquecem o que as torna felizes, o que elas querem, o que elas precisam… E, eventualmente, elas esquecem delas próprias.
Você tem uma vida – essa aqui, agora – e você precisa vivê-la, apropriar-se dela e, especialmente, não deixar que a opinião de outras pessoas distraiam você do seu caminho.
http://espalheoamor.com.br/15-coisas-que-voce-deveria-abandonarpara-ser-feliz/ 

Bom Diaaaaaaaaa!



A 'Alegria' espanta quaisquer energias negativas. E, sem dúvida, começar o dia 'Agradecendo' nos conecta com a Alegria. Uma excelente forma de começar o dia!
Deixe a Alegria invadir Você...
Namastê

Que seu dia seja Iluminado pela Luz Divina......

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Dica de Leitura!


“O verdadeiro artista deve atuar como guerrilheiro”

Confira entrevista com o escritor Antonio Geraldo, que participa do VI Festival da Mantiqueira
Mariana Marinho



Ao lado de Cadão Volpato, Paloma Vidal participa da conversa “Aventuras da memória
Desde 2008, a charmosa São Francisco Xavier, distrito da cidade de São José dos Campos, abre suas portas para o Festival da Mantiqueira – Diálogos com a Literatura. Pensado para quem gosta de literatura, o evento reúne escritores e amantes dos livros com o objetivo de incentivar o prazer  da leitura, a difusão, a discussão e a celebração da literatura enquanto fazer artístico e manifestação cultural.
Com o tema Regiões da Literatura, o VI Festival da Mantiqueira busca discutir de que forma as vivências locais influenciaram as obras de grandes autores brasileiros e internacionais. “A escolha desta linha-mestra não é extemporânea. Nem é uma invenção. Ela se impôs a partir da observação da cena cultural brasileira. Com as transformações recentes pelas quais passou o país, muitos artistas perceberam a matéria bruta que a realidade lhes fornecia. E a tomaram nas mãos, para transformá-la em arte”, expõe Heitor Ferraz, curador do festival e editor da revista CULT.
“O tema é bem amplo e ao mesmo tempo sugestivo, o que é bom”, afirma Paloma Vidal. Ao lado de Cadão Volpado, a escritora, nascida em Buenos Aires, participa da mesa “Aventuras da Memória”. No romance Mar Azul, Paloma traz a busca pela memória como principal eixo temático da obra. “Venho trabalhando com a memória porque é uma pergunta para mim. E é nesse sentido que se estabelece minha relação com ela: é um material aberto, imprevisível, que pode nos surpreender”, diz.
Mar Azul recupera um tempo que tem a ver com a ditadura argentina. Meu livro também toca nesse tema. Mas ambos usamos a imaginação e a literatura para tratar do assunto. Creio que a nossa conversa vai ser muito boa por causa disso”, comenta Cadão.
Fernando Bonassi, José Roberto Torero e Lauro César Muniz, mediados por Renata Pallottini participam do debate “Diálogos com o cinema e a TV”. Augusto Massi, Humberto Werneck e Ivan Ângelo discorrem sobre Rubem Braga na mesa “100 anos de Braga”.  Na mesa “Libertinagem” conversam Reinaldo Moraes e Eliane Robert Moraes. O evento conta ainda com a presença de Raquel Cozer, Paulo Lins, Chacal e outros palestrantes.
Além das mesas, o Festival traz o projeto Imprensa Jovem, oficinas, programação infantil e intervenções artísticas e apresentações musicais, como o show “Toquinho Voz e Violão – Homenagem ao poeta Vinícius de Moraes”.
Confira a seguir a entrevista com Antonio Geraldo Figueiredo Ferreira. O escritor participa da mesa “Regiões da prosa brasileira”, junto com Luiz Ruffato e Wesley Peres.
Antonio Geraldo, autor de "As visitas que hoje estamos"
CULT - O tema geral do festival é “Regiões da Literatura”. Como sua obra se encaixa nesse recorte?
Antonio Geraldo - O termo “região” é muito feliz. Etimologicamente liga-se a uma divisão premeditada dos céus pelos áugures, que assim teriam como predizer o futuro. A literatura, de algum modo, buscando desenterrar sua matéria do presente, ou mesmo do passado, ambiciona os tempos vindouros, criando em si, e de si, uma permanência dialógica com os leitores de sua época, está claro, mas também com aqueles que ainda não nasceram. É desse modo que a obra pode conversar inclusive com os mortos… E eles respondem.
As visitas que hoje estamos procura perceber a voz do mundo rural em consonância com o mundo citadino, urbano, e, ao mesmo tempo, a dissonância entre eles. Já disse em entrevistas que o conceito de formação, no Brasil, é reposto continuamente como pergunta, entroncamento incessante, por assim dizer. Muitos falaram das cidades; outros tantos, do interior. É preciso, creio, andar pelas fronteiras cambiantes desses dois mundos que são um só, também, para entender o rumo de nossos passos. Meu romance procura tropeçar por aí… Por essas regiões indefinidamente mapeadas.
Você participará da mesa “Regiões da Prosa Brasileira”. O que espera do encontro?
Tenho certeza de que será agradável. Estou ansioso para ouvir Luiz Ruffato e Wesley Peres. Pensando como leitor, como fã, tais encontros dão rosto à admiração. Se isso parece meio pop, e acho que é, mesmo, porque um homem não pode fugir aos imperativos históricos de sua época, por outro lado expõe o rosto do escritor, sua voz, seus trejeitos, suas hesitações. Deixa de ser pose de orelha de livro. E um leitor ali sentado percebe que a voz do livro de que gostou não tem por detrás nenhum tom diferenciado do que ele mesmo tem, quando conversa com os amigos.
Você concorda que buscar experiências locais sem embarcar na onda nacionalista tem revelado as possibilidades de uma literatura cada vez mais forte e que se impõe além das nossas fronteiras?
Concordo. E a questão é mais antiga do que parece, ou, melhor dizendo, talvez seja a nossa grande questão. Outro dia coloquei no Google, entre aspas, a expressão “instinto de nacionalidade”. Mais de 60.000 resultados, acredita? Mas é aí mesmo que a porca torce o rabo…
Creio também que o interesse pela nossa literatura, que certa feita teria atraído pelo pitoresco, apenas, hoje se estabeleça sem disfarces como resultado de um sistema econômico mundial que procura apagar todas as fronteiras com a borracha pesada do Capital necessariamente apátrida, escancarado no esperanto numérico dos lucros crescentes. Os nossos jornais dão mais destaque ao Best-seller estrangeiro do que aos nossos autores. É preciso relembrar as palavras de Paulo Emílio Salles Gomes… “Até o pior filme brasileiro nos diz mais que o melhor filme estrangeiro”.
Cada região apresenta seus dilemas, suas características e seu ritmo ao mesmo tempo em que está conectada com um Brasil – e um mundo – tecnológico. Como é para o escritor atual lidar com essa realidade?
Caso tivéssemos acabado de inventar a comunicação por sinais de fumaça, o escritor deveria tratar de juntar lenha. O instrumento não é nada. Tudo é o que fazemos com ele. Com uma faca você pode preparar uma bela refeição ou cortar o pescoço do vizinho.
Se os novos veículos pulverizam as fronteiras, como já disse, por outro lado criam neles mesmos um movimento de resistência que, por assim dizer, é o movimento da criação artística, do papel do intelectual diante de sua realidade. Explico-me. O circunscrito extrapola seus limites e se mostra onipresente em sua inusitada pequenez, o que, em última análise, propicia aquele movimento de resistência extraído paradoxalmente desse novo mundo tecnológico. O verdadeiro artista não pode se esquecer de que sempre atuará como guerrilheiro…
Seu livro As visitas que hoje estamos não se enquadra na denominação tradicional de romance. Essa mistura de gêneros ocorreu de forma natural ou foi algo pensado previamente?
Foi pensado. Gosto dos artistas que não colocam uma vírgula se ela não tiver significado. Isso é arte. Acreditar em arte natural é besteira. Natural por natural, melhor viver, concorda? A boa obra de arte potencializa as nossas existências. E, mais importante: na obra, isso deve parecer natural…
As visitas que hoje estamos foi apontado pela crítica como a grande revelação dos últimos anos em nossa literatura. Como você lida com a repercussão da obra?
Não vou mentir. É muito bom. E o reconhecimento artístico é muito especial, porque sentimos de algum modo que ele transcende as rugas. É uma plástica que o sujeito imagina reposta pelos anos afora. Claro que às vezes o cara fica esticado demais na cara, e aí danou-se…
Já está trabalhando em uma próxima obra?
Está bem adiantada. Dialoga com As visitas que hoje estamos. Eusébio Sousa, o suicida autor dos “Sofismas Diários” e da peça teatral estará de volta… É o poder do escritor. Vou trazer o defunto de volta à vida. Com os dois volumes encerrarei o projeto maior que concebi.
VI Festival da Mantiqueira – Diálogos com a Literatura
Onde:
Praça Cônego Antonio Manzi, São Francisco Xavier – São José dos Campos (SP)
Quando: 14/06 a 16/06
Quanto: gratuito
Info.: www.festivaldamantiqueira.com.br

Uma pena que não poderei estar lá.

Fernando Pessoa... hoje o dia é só dele!



"Sossega, coração! Não desesperes!
Talvez um dia, para além dos dias,
Encontres o que queres porque o queres.
... Então, livre de falsas nostalgias,
Atingirás a perfeição de seres.
Mas pobre sonho o que só quer não tê-lo!
Pobre esperança a de existir somente!
Como quem passa a mão pelo cabelo
E em si mesmo se sente diferente,
Como faz mal ao sonho o concebê-lo!

Sossega, coração, contudo! Dorme!
O sossego não quer razão nem causa.
Quer só a noite plácida e enorme,
A grande, universal, solente pausa
Antes que tudo em tudo se transforme."

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Bom dia com muito amor!

Eu precisei percorrer muito caminho para entender que um dos maiores tesouros da vida humana, talvez o mais precioso, é a capacidade essencial de sentir amor e saber expressá-lo. E que boa parte das confusões, das discórdias, das invejas, das doenças, das armadilhas, surge da profunda dor que causa a temporária incapacidade de descobrir onde ele está. Ana Jácomo

terça-feira, 11 de junho de 2013

Bom Diaaaaaaaaa.............!


Aproveite suas vontades e sonhos e arrisque tentando transformá-las em realidade. Aproveite o dia presente, pois ele é tudo o que é dado para que possamos usufruir. Ontem? Isso faz tempo. Amanhã? Não nos cabe saber. Passado é história, água corrida que não volta. Futuro é hipótese, probabilidade apenas, incerteza demais para ser levada tão a sério. Só hoje é definitivo, portanto Aproveite o dia, sempre!

Viver é já! Existir é hoje!
... Namastê

Que seu dia seja Iluminado pela Luz Divina......