Galera

Galera
A maior parte dos seres humanos, por preguiça e comodidade, segue o exemplo da maioria. Pertencer à minoria é tornar-se vulnerável, expor-se à critica. Tomar consciência da normose e de suas causa constitui a verdadeira terapia contemporânea. Trata-se, também, do encontro com a liberdade. Seguir cegamente as normas é tornar-se escravo. Roberto Crema

Esse é nosso lema!!

Esse é nosso lema!!
ESSE É NOSSO LEMA!!!! "A amizade é uma alma que habita vários corpos. Um coração que habita várias almas" Aristóteles

BOAS VINDAS!

Querer mudar o mundo é um desejo saudável e totalmente necessário. " Para ser feliz, o ser humano precisa somente de duas coisas: cultivar sementes de paz em seu coração e ter bons amigos. " - Buddha

Espaço da Galera!!!!!!!!!!!!!!!!!!

As coisas mais simples são os melhores presentes.

Leveza pra conduzir a vida; Beleza, que vai muito além da estética;

Determinação, porque sem ela nada acontece, nada;

Harmonia, paz e alegria sempre.

Silvana Mara dias Souza

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

ONU lança campanha e pede opinião de todas as pessoas sobre o que é necessário para um mundo melhor.


As Nações Unidas, em parceria com a Fundação World Wide Web, e o Instituto de Desenvolvimento Internacional, com o apoio de parceiros em todo o planeta, está realizando uma pesquisa com todas as pessoas para saber quais são suas prioridades na construção de um mundo melhor.  Os resultados desta pesquisa serão compartilhados com os líderes mundiais que definirão a agenda de desenvolvimento global pós-2015, que vai ampliar os resultados dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, enfrentar as desigualdades que ainda persistirem e os novos desafios que afetam o planeta.
A ONU quer que esta nova agenda resulte de um processo realmente aberto e inclusivo, que envolva pessoas de todas as partes do mundo e de todos os grupos sociais e, por isso, está realizando uma pesquisa mundial batizada de “Meu Mundo”, criada como uma ferramenta para incluir a voz de todos neste diálogo global.
“Meu Mundo” é uma pesquisa de múltipla escolha que permite a todos dizer às Nações Unidas, e aos líderes globais – e, em particular, ao Painel de Alto Nível do Secretário-Geral – quais devem ser os principais assuntos a serem tratados pela agenda pós-2015. “Meu Mundo” pergunta a cada pessoa quais são os seis temas, de um total de 16, que considera mais importante para que a vida de todos seja melhor.
Não perca a chance de participar e dar sua opinião para a construção de um mundo melhor. Clique aqui e opine.


A ONU quer ouvir a sua voz. Acabo de definir minhas prioridades para um mundo melhor. Vote você também! http://www.myworld2015.org/?ballot=51018e69589aca0200000096 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

“A felicidade não é um direito”


Andréa Pachá:

Em livro, juíza reúne dramas das famílias brasileiras  MAURÍCIO MEIRELES

 "Viver na corda bamba é da condição humana", diz a juíza Andréa Pachá (Foto: Divulgação)
As famílias mudam, o amor acaba, os filhos sofrem. Às vezes o fim é tão tempestuoso que parece roteiro de cinema. A juíza titular da 4ª Vara de Órfãos e Sucessões do Rio de Janeiro, Andréa Pachá percebeu isso. Depois de 15 anos trabalhando em varas de família, a ex-conselheira do Conselho Nacional de Justiça viu histórias de casais sofrendo ao deparar com o fim do amor. Também assistiu de sua cadeira as mudanças na família brasileira. Um dia, resolveu contar no seu Facebook – preservando as identidades – as histórias mais comoventes, engraçadas ou revoltantes. Foi um sucesso. Apareceram mensagens do Brasil inteiro de pessoas identificadas com os dramas. Agora essas histórias foram reunidas no livro A vida não é justa (Agir, 190 páginas, R$ 29,90), no momento sendo adaptado para uma série de TV ainda sem previsão de lançamento. Entre os casos, estão o casal que procurou a Justiça para decidir a escola do filho, o amigo que virou pai na prática lutando para não perder a guarda do menino e a mãe que se livrou da depressão tentando reaver as três crianças. Testemunha privilegiada de pelo menos 18 mil audiências sobre questões familiares, Andréa Pachá conseguiu selecionar para o livro 33 casos, num resumo bem contado de cenas dramáticas e, ao mesmo tempo, universais. "Viver na corda bamba é da condição humana, e isso a Justiça não pode resolver", disse, durante a entrevista que você confere abaixo. 
ÉPOCA – Por que a senhora resolveu compartilhar essas histórias? 
Andréa Pachá –
 Comecei a trabalhar em varas de família há 18 anos e sempre achei que aquelas histórias precisavam ser contadas. Acompanhava as audiências lamentando não poder registrar aquilo com uma câmera, já que tudo corre em segredo de Justiça. Elas eram tão densas, que no começo jamais pensei que a escrita pudesse dar conta da dimensão delas. Com todo esse tempo de carreira, comecei a notar uma repetição dos dramas porque é o jeito como as pessoas reagem ao deparar com o fim do amor. O legal dessas histórias é ver que a angústia não é só sua. Vivemos a dor individualmente, mas ela não é nossa exclusividade. Muitos dos personagens usam a audiência para dividir seu momento de dor. 
ÉPOCA – Ao se posicionar sobre algumas histórias, a senhora não ia além do papel de um juiz?
Pachá – Não sei exatamente. Eu sei que a função do juiz é solucionar conflitos. Minha experiência na Vara de Família mostra o Estado tentando devolver às partes a capacidade de resolver seus problemas. Não acho correto o Estado interferir na esfera privada se as pessoas têm capacidade para isso. Mas ocorre muitas vezes o contrário, uma terceirização de responsabilidades pessoais, como o caso dos pais que procuraram a Justiça para escolher a escola do filho. Outro ponto, na Vara de Família, são as pessoas que chegam com a angústia do fim do amor. Elas sempre saem da audiência com a sensação de que não foi feita justiça, o que faz sentido porque a solução desses problemas não é judicial. Não há juiz no mundo que possa arbitrar sobre o fim do amor. Este é um conflito que, com o tempo, o casal vai resolver. Por isso o título do livro: A vida não é justa. Não é justa mesmo. A expectativa de que um juiz vai reparar a dor que você sente no fim de uma relação é uma mentira.
ÉPOCA — Nas histórias do livro, a impressão é que muitos casais usam o conflito judicial para continuar perto um do outro.
Pachá – 
Exato. É como se o conflito fosse a única possibilidade de encontro. Isso acontece muito. Vários casais recusam uma solução consensual para o divórcio por achar que, na Vara de Família, o amor vai voltar. Como desculpa para a briga, entram o patrimônio, os filhos. Engraçado como esses dramas dialogam com o leitor. Quando comecei a publicar no Facebook, os textos se espalharam. Comecei a receber emails de outros Estados. Pessoas dizendo que a história que eu havia escrito era a história do seu divórcio. Natural. Os enredos se repetem. Mesmo assim, foi uma surpresa ver que extrapolaram o mundo do Direito.
ÉPOCA – O que mudou nas relações familiares no Brasil?
Pachá –
 Assim que virei juíza, em 1994, a Constituição era muito recente. Foi uma avalanche de pedidos de reconhecimento de paternidade porque antes um pai não podia registrar um filho fora do casamento. O Estado parou de proteger o casamento fechado, vertical, machista. E passou a defender a dignidade. Hoje as relações homoafetivas são um fato. A paternidade socioafetiva – quando a Justiça reconhece a paternidade de alguém que não é o pai biológico – também é cada vez mais comum. Mas também tenho a impressão de que os adolescentes engravidam de uma maneira muito maior do que eu percebia antes. Como eles não costumam estar preparados, são os avós ou pais que assumem a responsabilidade. O amadurecimento vem cada dia mais tarde. Minha impressão é que, enquanto a liberdade avançou, mais pessoas perderam a capacidade de andar com as próprias pernas. Não é à toa que muitos jovens vivem na casa dos pais até bem tarde. O juiz hoje precisa se adaptar e olhar sem preconceito para essas novas composições.
ÉPOCA – O que mais fragiliza as relações familiares?
Pachá –
 Vivemos em um momento de massificação e consumo tão exagerados que as próprias relações viraram objeto de consumo. É como se o outro não fosse igual a você na hora de criar um vínculo e ter um projeto de vida em comum – o que era um princípio do casamento, em tese pautado pelo amor. O outro virou um mero objeto de satisfação. As separações aumentam. Claro que foi bom desburocratizar o divórcio, eu comemorei. Mas há ocasiões em que o tempo é o melhor conselheiro para os conflitos. Não é na primeira intransigência que você vai ao cartório e se divorcia. Hoje há um divórcio fast-food para uma sociedade fast-food. Acredito que é preciso reencontrar em nossa vida os valores humanos. Por que vivemos juntos, em sociedade? É impossível viver junto sem tolerância e compreensão. E estamos desaprendendo a viver assim. Quando você estabelece que seu objetivo de vida é o seu prazer, você perde o olhar para quem está perto. Aí fica impossível viver junto. Não podemos nos ocupar só do nosso desejo.
ÉPOCA – Como ficam os filhos em meio às relações complicadas?
Pachá – 
Essa é a grande preocupação do Judiciário. Os filhos também viraram um projeto de consumo. Uma vez falei para um casal jovem: “Vocês achavam que ter filho era igual às revistas?” O padrão imposto pelo consumo mostra todo mundo saindo da sala de parto sorridente e maquiado. Esses casais jovens querem brincar de casinha. Idealizam o relacionamento como se acordassem todo dia com trilha sonora. Criança só aprende se alguém ensinar limites e valores construídos pela civilização. Como criar um adulto autônomo sem essas referências? É muito triste quando uma criança passa a infância na Justiça por imaturidade dos pais, que a disputam como um objeto. Quando se vê, ela chegou aos 18 anos e o tempo da infância e da adolescência se foi. Nenhuma reparação pode ser feita, embora alguns filhos tentem.
ÉPOCA – Os filhos também vão à Justiça em busca de reparação dessa relação interrompida?
Pachá –
 Sim, acontece. Mas as reclamações sempre envolvem o patrimônio, porque é isso que os filhos aprendem em casa. É como se o afeto pudesse ser compensado com dinheiro. Eu não alimento esse tipo de decisão judicial, porque afeto não se remunera. Acredito que alguns desamparos são estruturantes na nossa formação. Todo ser humano é sozinho. Não é culpa de ninguém que você se sinta abandonado. Você precisa lidar com isso. É uma forma de crescer como adulto que sabe seus limites e ansiedades. Viver na corda bamba é da condição humana. A felicidade não é um direito, muito menos uma obrigação. Compreender nossa humanidade nos faz mais responsáveis pelo nosso destino. Essas indenizações por abandono não reparam nada. Acho que elas alimentam a percepção de que com dinheiro tudo pode ser resolvido. As pessoas acham, como Nelson Rodrigues, que dinheiro compra tudo – até amor verdadeiro.
ÉPOCA – É verdade que a maior parte das separações não consensuais é feita pelas mulheres?
Pachá –
 Em uma das histórias eu trato desse assunto. Quando a mulher deixa de amar, ela pede a separação. É muito difícil ela empurrar um casamento com a barriga. Poucas vezes vi um homem terminar porque deixou de amar. Ele, normalmente, se separa para viver com outra. Ou porque a mulher não o agüenta mais. Isso faz parte da cultura do amor romântico. A mulher não consegue viver um relacionamento sem amor. Para o homem, é diferente. O casamento é uma questão prática.
ÉPOCA – É mais difícil então para a mulher viver o fim do amor?
Pachá –
 Sim. Quando ela deixa de ser amada, sofre muito. Já vi uma mulher se humilhar por ciúmes em uma audiência. Até um texto do Roland Barthes [intelectual francês] eu li para ela, sobre o assunto. Mas é interessante ver esses conflitos tão em carne viva. Nesses anos todos, não houve um dia em que eu tenha saído desanimada de casa.
ÉPOCA – Há algo em comum nessas histórias?
Pachá –
 Muito. Quem ainda ama costuma achar que é possível manter a relação com o amor que só ela sente. É como se a pessoa tivesse condições de amar pelos dois. Só que não tem jeito. Quem não ama não ama. É duro lidar com isso, porque não depende de você. Ninguém escolhe o momento em que o amor acabar e, culturalmente, não nos preparamos para quando o fim chega. Nossa cultura é a do amor romântico, em que só a morte é o ponto final. Por isso, quando o amor acaba há uma dose de culpa, medo de ter errado. Depois vem a angústia de tentar manter a relação. Todas essas histórias com finais tristes tiveram começos felizes. Se você pergunta para um casal quando eles se apaixonaram, os dois se lembram do coração pulando. Mas nenhum consegue ver quando chega o fim. Não há algo como “Meio dia, do dia 10 de janeiro, eu deixei de amar.”
ÉPOCA – A senhora é casada? Depois de ver todas essas histórias, ainda consegue acreditar no casamento?
Pachá –
 Sou casada há quase 20 anos! (risos) Tenho dois filhos. Sou otimista em relação ao ser humano. As relações que vivemos, mesmo quando acabam, são verdadeiras. Quanto menos se idealiza um relacionamento, mais feliz se consegue ser. Penso que o bom do casamento é aquele amor pedestre, compreensivo. Não tem trilha sonora ou café na cama. Às vezes, as pessoas acordam de mau humor ou a casa fica desarrumada. Os conflitos existem. Se por um lado os divórcios cresceram, por outro também aumentou o número de casamentos – formais e informais. Faz parte da nossa condição buscar alguém para compartilhar a vida.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Focalize o Essencial.


Quanta energia gastamos com coisas que não teriam importância se enxergássemos o cenário completo e não apenas parte do todo? Quantos relacionamentos já destruímos devido a coisas realmente pequenas?

Antes de reagir hoje, pergunte a si mesmo (a) se o problema que está enfrentando terá importância daqui a cinco anos. Se a resposta for não, isso significa que ele não tem importância agora. Portanto, deixe passar. Se a resposta for sim, entre em ação e proceda com cautela. Sri Sri Ravi Shankar

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Rede de inovação social


Artigo publicado no Diário Catarinense no dia 15/01/2013
Estamos vivendo um momento histórico muito interessante. Graças ao uso das tecnologias e mídias sociais, ideias, críticas e contribuições consistentes ganham o poder de gerar um movimento de enorme impacto social.  Essa nova relação entre o indivíduo e a multidão foi a tônica do Social Good Brasil, que confirmou mais uma vez, em sua recente edição, o interesse de milhares de usuários do Brasil e exterior em participar de ações em defesa de um mundo melhor e mais justo.
Detectamos oportunidades inéditas de acessar informações sobre a gestão de nossas cidades, estados e do País e, principalmente, de contribuir para a qualidade do trabalho dos governos de forma inovadora. A sociedade está se dando conta disso. Porém, como tudo é muito novo, estamos testando práticas e aprendendo com as ferramentas que nos permitem influenciar e ser influenciados.
As empresas têm um papel fundamental neste processo. São agentes do investimento social privado no Brasil e gradualmente vêm utilizando os recursos das mídias sociais para se relacionar com seus públicos. Isso garante o envolvimento mútuo em causas sócio-ambientais da organização, do consumidor ou fornecedor.
O ICom tem sido um facilitador para as empresas ao lhes oferecer informações e possibilidades de apoiar organizações que lidam com causas sociais e comunitárias. O Fundo Comunitário para o Desenvolvimento Institucional, lançado no Social Good, é uma das primeiras iniciativas concretas neste sentido e seus investimentos visam fortalecer a gestão e impacto dessas organizações.
O grande desafio agora é assegurar que as discussões sobre inovação social, tendências tecnológicas, novas mídias e pensamento inovador reflitam-se em práticas nas empresas e nas comunidades.
Anderson Giovani da Silva
Gerente Executivo do ICom- Instituto Comunitário Grande Florianópolis

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Não há um só jeito de amar, e nem uma única pessoa - IVAN MARTINS




Não é preciso ser moderno para perceber que a nossa vida comporta amores simultâneos. Podem ser paixões dilacerantes e sombrias, como nos filmes, ou pode ser algo mais suave – um sentimento de atração que, mesmo não consumado, faz da vida um lugar melhor para os envolvidos.
Todos conhecem esse tipo de sentimento.

Há gente que nós temos vontade de ver todos os dias, cuja presença nos deixa naturalmente mais alegres. Temos prazer enorme em abraçar gente assim e a conversa com elas é mais íntima, mais fácil, mais interessante. Uma alma destituída de malícia diria que isso é amizade, mas eu tenho certeza que se trata de uma forma de erotismo – sem posse, sem dor, sem pressa, mas é desejo que resiste ao tempo. Essa não é uma forma de definir o amor?

A principal qualidade dessa sensação é ser plural.
Não nos sentimos enamorados de todo mundo, mas tampouco temos esse tipo de apego por uma única pessoa. São várias. Pode ser a ex-namorada do colégio, a amiga da faculdade, a prima. Pode ser a garota da livraria ou a moça do bandejão que virou sua amiga. A lista não será grande, mas é uma pena, porque se trata de um sentimento bom. Não é gostoso ficar feliz quando toca o telefone?

Você não sai transando com essas pessoas, embora pudesse fazê-lo. Você não sofre por essas pessoas, embora possa ter acontecido. Essa relação navega entre o encantamento e a amizade, tem um pouco das duas, e fica a centímetros de se tornar inteiramente uma delas. Movemo-nos entre sutilezas. 

O que você faz com alguém que ama difusamente é ter momentos de troca e carinho, que carregam uma ponta secreta de expectativa. Se um dia você bebe demais e diz sinceridades comovidas, ela pode rir, beijar você ou ficar brava e mandar que se comporte – mas tudo seguirá como antes. Nessa relação há espaço para ser você mesmo.
Os amores difusos fazem parte da esfera de sentimentos que começa na pessoa que você escolheu e vai se expandindo num círculo para incluir outras pessoas de quem você precisa. Família, amigos, amores. Nenhum casal é uma ilha. Ao redor do compromisso que mantém duas pessoas ligadas há uma vasta teia de ligações, com diferentes graus de densidade, que vinculam o casal ao mundo. Os amores difusos são uma parte especialmente delicada dessa teia.
Isso nada tem a ver com relações abertas, porém.

Admitir a existência de carinho e desejo fora da sua relação amorosa é apenas uma manifestação de sanidade. Tentar viver todas essas sensações é uma besteira. Criar arranjos matrimoniais que acomodem esses múltiplos sentimentos é ainda mais fútil. A melhor solução para quem deseja correr atrás de todos os seus desejos não é um namoro ou um casamento aberto. É estar sozinho. Assim se conquista total liberdade, sem culpas ou constrangimentos.
Ando convencido que a nossa vida afetiva tem uma espécie de centro e que nele só cabe uma pessoa de cada vez. As nossas grandes aventura emocionais, a nossa verdadeira história íntima, são escritas ao redor dessa exclusividade. Pode ser uma paixão que não deu certo ou um casamento fabuloso de 20 anos, mas continua sendo uma narrativa entre duas pessoas. O resto é tumulto.

Os amores difusos pertencem a outra esfera, e por isso não colidem.

Eles são menos viscerais, mais leves, nos lembram que podemos experimentar diferentes alegrias na mesma existência. Sugerem que o grande amor romântico – esse que nos devora vivos, ou nos envolve suave como um lençol de linho – é apenas uma das experiências do afeto. Há outras, essenciais. Elas preenchem a existência com outra espécie de luz, igualmente necessária para mostrar nosso caminho.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Pra Refletir

Que eu me permita olhar, escutar e sonhar mais. 

Falar menos, chorar menos. 

Escutar com meus ouvidos atentos e minha boca estática as palavras que se fazem gestos e os gestos que se fazem palavras. 

Permitir sempre escutar aquilo que eu não tenho me permitido escutar. Saber realizar os sonhos que nascem em mim e por mim e comigo morrem por eu não os saber sonhos.

Então que eu possa viver os sonhos possíveis e impossíveis; aqueles que morrem e ressuscitam a cada novo tempo, a cada nova flor, a cada novo calor, a cada nova geada, a cada novo dia.

Que eu possa sonhar o ar, sonhar o mar, sonhar o amar, sonhar o amalgamar.

Que eu me permita o silêncio das formas, dos movimentos, do impossível, da imensidão de toda a profundeza.

Que eu possa substituir minhas palavras pelo toque, pelo sentir, pelo compreender, pelo segredo da coisas mais raras, pela oração mental (aquela que a alma cria e que só ela, alma, ouve e só ela, alma, responde).

Que eu saiba dimensionar o calor, experimentar a forma, vislumbrar as curvas, desenhar as retas, e aprender o saber da exuberância que se mostra nas pequenas manifestações da vida.

Que eu saiba reproduzir na alma a imagem que entra pelos meus olhos fazendo-me parte suprema da natureza, criando-me e recriando-me a cada instante.

Que eu possa chorar menos de tristeza e mais de contentamentos.

Que meu choro não seja em vão, que em vão não sejam minhas dúvidas.

Que eu saiba perder meus caminhos, mas saiba recuperar meus destinos com dignidade.

Que eu não tenha medo de nada, principalmente de mim mesmo:- Que eu não tenha medo dos meus medos!

Que eu adormeça toda vez que for derramar lágrimas inúteis, e desperte com o coração cheio de esperanças.

Permita-me ensinar o pouco que sei e aprender o muito que não sei, traduzir o que os mestres ensinaram, e compreender a alegria com que os simples traduzem suas experiências; respeitar incondicionalmente o ser; o ser por si só, por mais nada que possa ter além de sua essência, auxiliar a solidão de quem chegou, render-me ao motivo de quem partiu e aceitar a saudade de quem ficou.

Que eu possa amar e ser amado. Que eu possa amar mesmo sem ser amado; fazer gentilezas a quem me dá carinhos; fazer carinhos mesmo sem receber gentilezas.

Que eu jamais fique só, mesmo querendo ficar só.

E que assim SEJA!

(Oswaldo Antonio Begiato)

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

MUDA!


Todos nós imaginamos uma vida diferente da que vivemos. TODOS NÓS SONHAMOS. Nos deixamos levar por pensamentos livres, ideias que as vezes, na falta de contexto com o dia a dia, PARECEM DISTANTES E PERFEITAS DEMAIS.
Mas, muitas vezes, temos ideias para aliviar a nossa realidade. SONHOS POSSÍVEIS. Pequenas mudanças que podem acontecer. Sonhos mais parecidos com desafios que, SE VOCÊ OLHAR BEM, BATER DE FRENTE E BOTAR FÉ, TÊM TUDO PARA ACONTECER.
Foi porque um dia alguém sonhou em vencer as diferenças que o mundo passou a ser IMPORTANTE PARA TODOS. Foi porque um dia alguém lutou por um ideal que nós aprendemos que não adianta prender as pessoas, O DESEJO POR LIBERDADE NÃO MORRERÁ. 
Foi porque um dia alguém decidiu seguir em frente que acreditamos que NOSSO CAMINHO TAMBÉM É POSSÍVEL. Foi porque alguém viu que dava e tomou uma iniciativa que ruas, praças, feiras, pessoas, comunidades inteiras mudaram.
Você pode achar que sua vida está ótima e tem tudo para dar certo. Que nada te incomoda a ponto de exigir uma postura radical.
SE VOCE PREFERIR UMA VIDA TRANQUILA, NÓS CONCORDAMOS! NÃO É PORQUE VOCÊ TEM VOZ QUE PRECISA PALPITAR EM TUDO.
Mas, veja bem, NÃO ESTAMOS FALANDO DE CONFORMISMO. Achamos que chegou a hora de mexer alguns pauzinhos na História e assumir a nossa responsabilidade.
Querem fazer dos nossos olhos uma vitrine. Na era da livre informação e do conhecimento, REAGIR À INÉRCIA NOS FAZ SENTIR MAIS VIVOS.
Diante de uma realidade escancarada, nós queremos mudar.
E, de preferência, deixar tudo isso claro. ESTAMPADO. Para todo mundo ver e entender.
Sabemos que as coisas estão erradas, por isso NÓS TE CONVIDAMOS PARA FAZER DIFERENTE.
Existe toda uma nova realidade para quem acredita e faz o bem. PARA QUEM MUDA.

"MUDE E FAÇA O BEM!"

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Mudanças

As estações mudam.
Às vezes é inverno, às vezes é verão.
Se você permanecer sempre no mesmo clima,
você se sentirá estagnado.
Você precisa aprender a gostar daquilo que está acontecendo.
... Chamo a isso de maturidade.
Você precisa gostar daquilo que já está presente.
A imaturidade é ficar vivendo nos "poderias" e nos "deverias"
e nunca vivendo naquilo que "é" - aquilo que "é" é o caso, e o "deveria" é apenas um sonho.
Tudo o que for o caso, é bom.
Ame isso, goste disso e relaxe nisso.
Quando algumas vezes vier a intensidade, ame-a.
Quando ela for embora, despeça-se dela.
As coisas mudam...
A vida é um fluxo.
Nada permanece o mesmo; às vezes há grandes espaços e às vezes não há para onde se mover.
Mas as duas coisas são boas, ambas são dádivas da existência.
Você deveria ser grato, reconhecido por tudo o que acontece. Desfrute o que for.
É isso que está acontecendo agora.
Amanhã poderá mudar, então desfrute aquilo.
Depois de amanhã algo mais poderá acontecer.
Desfrute-o.
Não compare o passado com as fúteis fantasias futuras.
Viva o momento.
Às vezes é quente, às vezes é muito frio,
mas ambos são necessários; de outro modo, a vida desapareceria. Ela existe nas polaridades.

(Osho)
As estações mudam.
Às vezes é inverno, às vezes é verão.
Se você permanecer sempre no mesmo clima,
você se sentirá estagnado.
Você precisa aprender a gostar daquilo que está acontecendo.
... Chamo a isso de maturidade.
Você precisa gostar daquilo que já está presente.
A imaturidade é ficar vivendo nos "poderias" e nos "deverias"
e nunca vivendo naquilo que "é" - aquilo que "é" é o caso, e o "deveria" é apenas um sonho.
Tudo o que for o caso, é bom.
Ame isso, goste disso e relaxe nisso.
Quando algumas vezes vier a intensidade, ame-a.
Quando ela for embora, despeça-se dela.
As coisas mudam...
A vida é um fluxo.
Nada permanece o mesmo; às vezes há grandes espaços e às vezes não há para onde se mover.
Mas as duas coisas são boas, ambas são dádivas da existência.
Você deveria ser grato, reconhecido por tudo o que acontece. Desfrute o que for.
É isso que está acontecendo agora.
Amanhã poderá mudar, então desfrute aquilo.
Depois de amanhã algo mais poderá acontecer.
Desfrute-o.
Não compare o passado com as fúteis fantasias futuras.
Viva o momento.
Às vezes é quente, às vezes é muito frio,
mas ambos são necessários; de outro modo, a vida desapareceria. Ela existe nas polaridades.

(Osho)

domingo, 30 de dezembro de 2012

Se Ano novo representa Vida Nova...........

Ana Luiza Brasil
Se o Ano Novo representa Vida Nova, é importante fazê-la REALMENTE nova. Pra começar, é preciso verificar se a nossa rede de captação de ENERGIA CÓSMICA está funcionando fluidamente. Para facilitar a tarefa, vamos descartar do nosso convívio tudo que é inútil: roupas, sapatos e acessórios em desuso, objetos quebrados, caixas e mais caixas de guardados, aparelhos que não funcionam, porque tudo isso, além de ocupar o espaço físico, impede o fluxo de energia vital circular livremente em nossa vida. Se qualquer coisa for muito importante pra você porque lhe traz alegria, traga-a para o USO. Faça-a interagir com você, como uma caneca colada virando porta-caneta, um vestido de infância pendurado junto com as roupas atuais, uma série de bilhetes e desenhos virando álbum, algum objeto antigo virando decoração ao lado dos novos. E USE tudo de lindo que você tenha não só no Natal ou Ano Novo, mas também numa baita segunda-feira comum, sem "nada" para comemorar, a não ser a VIDA em mais um dia de VIVER...Ah, e não se esqueça de romper prisões, arejar porões, livrar-se de valores ultrapassados, quebrar tabus, vencer culpas e medos, permitir a gargalhada e ousar SER FELIZ.
Ana Luiza Brasil

Assim são meus amigos de Quinta!

.."Já não tenho tempo para lidar com mediocridades...
Inquieto-me com os invejosos tentando destruir quem eles admiram.
Cobiçando seus lugares, talento e sorte.....
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas
As pessoas não debatem conteúdo, apenas rótulos...
... Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos...
Quero a essência....
Minha alma tem pressa....
Sem muitas jabuticabas na bacia
Quero viver ao lado de gente humana...muito humana...
Que não foge de sua mortalidade.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade"...

Rubem Alves
Excelente 2013 para todos nós!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Feliz Natal Família de quinta!

"Eu tenho uma espécie de dever, dever de sonhar, de sonhar sempre,
pois sendo mais do que um espetáculo de mim mesmo,
eu tenho que ter o melhor espetáculo que posso.
E, assim, me construo a ouro e sedas, em salas
supostas, invento palco, cenário para viver o meu sonho
... entre luzes brandas e músicas invisíveis."

(Fernando Pessoa)

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Revelação!


"Eu sou inteira entre aspas, porque, tudo que eu escrevo, tudo que eu sei, tudo que eu falo, veio de alguém, de um livro, de uma cena, de uma lágrima, de uma risada, de uma música, de um bicho, de uma flor, do AMOR."
Ana Luiza Brasil

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Quinta Feliz!

"Que eu possa respeitar opiniões diferentes da minha.
Que eu possa me desculpar antes do ódio.
Que eu possa escrever cartas de amor de repente.
Que eu possa viajar para adorar a distância.
Que eu possa voltar para dizer o que não tive coragem.
...
Que eu pense em meu amor ao atravessar a rua.
Que eu pense na rua ao atravessar o amor.
Que eu dê conselhos sem condenar.
Que eu possa tomar banho de cachoeira.
Que eu seja a vontade de rir.
Que eu possa chorar ao assistir filmes.
Que eu não seduza para confundir.
Que eu seduza para iluminar.
Que eu não sacrifique a confiança pela covardia.
Que eu tenha dúvidas, melhor do que certezas e falir com elas. Que eu faça amizades falando do tempo.
Que eu possa amar mais sem contar as horas.
Que eu use somente as palavras que tenham sentido.
Que eu prove a comida nas panelas.
Que transforme a raiva em vontade de me entender.
Que eu possa soltar os vaga-lumes que prendi em potes.
Que eu me lembre de ser feliz enquanto ainda estou vivo."

Fabrício Carpinejar

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Não canse quem te quer bem – Martha Medeiros


Não canse quem te quer bem. Ah, se conseguíssemos manter sob controle nosso ímpeto de apoquentar. Mas não. Uns mais, outros menos, todos passam do limite na arte de encher os tubos. Ou contando uma história que não acaba nunca, ou pior: contando uma história que não acaba nunca cujos protagonistas ninguém jamais ouviu falar. Deveria ser crime inafiançável ficar contando longos casos sobre gente que não conhecemos e por quem não temos o menor interesse. Se for história de doença, então, cadeira elétrica.

Não canse quem te quer bem. Evite repetir sempre a mesma queixa. Desabafar com amigos, ok. Pedir conselho, ok também, é uma demonstração de carinho e confiança. Agora, ficar anos alugando os ouvidos alheios com as mesmas reclamações, dá licença. Troque o disco. Seus amigos gostam tanto de você, merecem saber que você é capaz de diversificar suas lamúrias.

Não canse quem te quer bem. Garçons foram treinados para te querer bem. Então não peça para trocar todos os ingredientes do risoto que você solicitou – escolha uma pizza e fim.

Seu namorado te quer muito bem. Não o obrigue a esperar pelos 20 vestidos que você vai experimentar antes de sair – pense antes no que vai usar. E discutir a relação, só uma vez por ano, se não houver outra saída.

Sua namorada também te quer muito bem. Não a amole pedindo para ela explicar de onde conhece aquele rapaz que cumprimentou na saída do cinema. Ciúme toda hora, por qualquer bobagem, é esgotante.

Não canse quem te quer bem. Não peça dinheiro emprestado pra quem vai ficar constrangido em negar. Não exija uma dedicatória especial só porque você é parente do autor do livro. 

Implicâncias quase sempre são demonstrações de afeto. Você não implica com quem te esnoba, apenas com quem possui laços fraternos. Se um amigo é barrigudo, será sobre a barriga dele que faremos piada. Se temos uma amiga que sempre chega atrasada, o atraso dela será brindado com sarcasmo. Se nosso filho é cabeludo, “quando é que tu vai cortar esse cabelo, garoto?” será a pergunta que faremos de segunda a domingo. Implicar é uma maneira de confirmar a intimidade. Mas os íntimos poderiam se elogiar, pra variar.

Não canse quem te quer bem. Se não consegue resistir a dar uma chateada, seja mala com pessoas que não te conhecem. Só esses poderão se afastar, cortar o assunto, te dar um chega pra lá. Quem te quer bem vai te ouvir até o fim e ainda vai fazer de conta que está se divertindo. Coitado. Prive-o desse infortúnio. Ele não tem culpa de gostar de você.”

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

A Realidade e o Espelho da Mentira

Jornal Diário Catarinense, 05/12/2012

Artigo - Por Affonso Ghizzo Neto

A Realidade e o Espelho da Mentira

É preciso saber que a tentativa não pode ocorrer sem uma constante busca, sem fórmulas mágicas, sem acertos certeiros, sem verdades incontestáveis. Torna-se imperioso, frente a tantas aberrações banalizadas, ter a capacidade de sonhar e reinventar nossos caminhos.

O sonho e a utopia diante dos absurdos da vida – da violência proveniente do sistema prisional; da insegurança pública instalada; da corrupção governamental e daquela proveniente da iniciativa privada; da ditadura do consumo (des)necessário; do domínio dos automóveis que usurpam o espaço humano; da publicidade criminosa como instrumento de criação de verdades mentirosas; do racismo, da discriminação e do machismo nacionalmente dominantes; da impunidade dos donos das cidades que, a pretexto do progresso, comem a natureza em busca de lucros sempre gananciosos; do cinismo da ideologia fatalista de que tudo é assim mesmo e sempre será; enfim, do egoísmo humano –, não podem jamais recusar a tentativa de interferência e de modificação da realidade.

Como a experiência da vida é uma tentativa constante, torna-se eficiente e produtivo edificar o que ainda irá acontecer. A aceitação ranzinza e passiva da fatalidade do passado sempre presente e imodificável, só reproduz a indesejável continuidade do inevitável.

A realidade – é preciso advertir – tem mais imaginação do que os nossos sonhos e pesadelos. Quem poderia imaginar nos anos 80, por exemplo, que a Guerra Fria entre o EUA e a antiga União Soviética, da noite para o dia, simplesmente terminaria? Aliás, por interesses inconfessáveis, hoje Estados Unidos e Rússia estão juntos. Recusemos, pois, a escravidão de uma história terminada. Vamos conseguir? É incerto. Mas, como sujeitos de nossa própria história, não podemos ignorar a possibilidade. Tentemos!

Idealizador do Projeto “O QUE VOCÊ TEM A VER COM A CORRUPÇÃO?”

sábado, 1 de dezembro de 2012

A DIFERENÇA ENTRE FORÇA E CORAGEM



É preciso ter força para ser firme, mas é preciso coragem para ser gentil.

É preciso ter força para se defender, mas é preciso coragem para baixar a guarda.
...


É preciso ter força para ganhar uma guerra, mas é preciso coragem para se render.

É preciso ter força para estar certo, mas é preciso coragem para ter dúvida.

É preciso ter força para manter-se em forma, mas é preciso coragem para ficar de pé.

É preciso ter força para sentir a dor de um amigo, mas é preciso coragem para sentir as próprias dores.

É preciso ter força para esconder os próprios males, mas é preciso coragem para demonstrá-los.

É preciso ter força para suportar o abuso, mas é preciso coragem para fazê-lo parar.

É preciso ter força para ficar sozinho, mas é preciso coragem para pedir apoio.

É preciso ter força para amar, mas é preciso coragem para ser amado.

É preciso ter força para sobreviver, mas é preciso coragem para viver.

Rosângela Aliberti

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Sigo Praticando!

"Quando você descobre que tudo o que precisa está dentro de você mesmo, deixa de esperar impacientemente por algo que deseja e passa a doar o que tem.
A partir daí, cada momento é visto como uma oportunidade de ser doador; não como uma obrigação, mas como um presente. Tempo, atenção, orientação, afeto, aceitação, respeito; enfim, todas essas formas de doação, e muitas outras, tornam-se presentes verdadeiros que não precisam de despesa nem embalagem.
Doe-se."

[Brahma Kumaris]

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

FELICIDADE REALISTA


Por Mário Quintana

A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.
...
Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.
Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.
E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta temos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isto é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de vela de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.
É o que dá ver tanta televisão.
Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista.

Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade.
Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se agente tem um pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceita o improvável.

Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar estrelato, amar sem almejar o eterno.
Olhe para o relógio: hora de acordar.
É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade.
Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo.
Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber a sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta a provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade....

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Feliz Aniversário Mery!


Essa é uma singela homenagem a essa grande mulher : Mery Costa Neves Souza

Canção na plenitude

Não tenho mais os olhos de menina
nem corpo adolescente, e a pele
translúcida há muito se manchou.
Há rugas onde havia sedas, sou uma estrutura
agrandada pelos anos e o peso dos fardos
bons ou ruins.
(Carreguei muitos com gosto e alguns com rebeldia.)

O que te posso dar é mais que tudo
o que perdi: dou-te os meus ganhos.
A maturidade que consegue rir
quando em outros tempos choraria,
busca te agradar
quando antigamente quereria
apenas ser amada.
Posso dar-te muito mais do que beleza
e juventude agora: esses dourados anos
me ensinaram a amar melhor, com mais paciência
e não menos ardor, a entender-te
se precisas, a aguardar-te quando vais,
a dar-te regaço de amante e colo de amiga,
e sobretudo força — que vem do aprendizado.
Isso posso te dar: um mar antigo e confiável
cujas marés — mesmo se fogem — retornam,
cujas correntes ocultas não levam destroços
mas o sonho interminável das sereias.

O texto acima foi extraído do livro "Secreta Mirada", Editora Mandarim - São Paulo, 1997, pág. 151.
Lya Luft

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Vamos aprendendo!

"Então a gente aprende.
Que um tombo pode significar um belo recomeço.
Que nada dói pra sempre. Que a fé é o melhor remédio, aliada ao tempo.
Que o sol sempre vai brilhar e sempre teremos um ceu azul e uma noite estrelada para lembrarmos como a vida pode ser bonita...
Que por pior que seja a noite, o dia sempre chega.
...
E a cada dia, a tristeza diminui.
Felicidade pode não ser eterna, mas o sofrimento também não é.
E aprendemos que muitas coisas poderiam ser evitadas, se encarássemos a vida com um pouco mais de otimismo.
Aprendemos que o amor próprio é essencial pra nossa felicidade, e que quem não nos dá valor não merece estar ao nosso lado. Com o tempo a gente aprende que a vida não é feita de uma pessoa, um sonho e um momento bom.
Ela é feita de uma sucessão de momentos, de uma multidão de pessoas, e de força de vontade pra realizar nossos sonhos.
Pessoas vão, pessoas ficam. E nós vamos seguindo, hora com vontade de desistir, hora com vontade de ganhar o mundo.
E aprendendo sempre. E melhorando, se soubermos usar esse aprendizado. E chorando, e nos reerguendo, e buscando a tal felicidade, que é tão passageira se a buscarmos nos outros, e pode ser permanente, se a encontramos em nós...
Aprende menina, chorar não muda nada, e sorrir, mesmo nos piores momentos, atrai as melhores energias e colore seu dia.
E é de dias coloridos que a felicidade é feita."

(Karla Tabalipa)

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Eu desejo!

‎..."Que as pessoas não sejam apenas de carne e osso, mas que sejam de alma e coração, que façam a diferença, nem que seja por um momento, mas que seja.´
Que o carinho seja muito mais que um simples tocar, mas seja um sentir. 
Que a compreensão venha junto com a paciência de aceitar o outro como ele é. 
Que julgamentos sejam apenas julgamentos de pessoas precipitadas que não enxergam o sentido de um ser humano, e que elas se corrijam, pelo menos. 
Que todos consigam alcançar a felicidade, e que ela seja partilhada, desperdiçando sorrisos e esbanjando alegrias. 
Que tenhamos forças para aguentar as nossas fraquezas e coragem para assumi-las.
Que a nossa vida tenha o sobrenome de viver, de verdade"...

(M.C.)

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A Elegância do Comportamento


ELEGÂNCIA

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.
É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado.
É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.
É uma elegância desobrigada.
É possível detecta-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam, nas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.
É possível detecta-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas, nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.
É possível detecta-la em pessoas pontuais.
Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.
Oferecer flores é sempre elegante.
É elegante você fazer algo por alguém e este alguém jamais saber disso...
É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro.
É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.
É elegante o silêncio, diante de uma rejeição.
Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.
Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo.
É elegante a gentileza...
Atitudes gentis, falam mais que mil imagens.
Abrir a porta para alguém... é muito elegante.
Dar o lugar para alguém sentar... é muito elegante.
Sorrir sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma...
Olhar nos olhos ao conversar é essencialmente elegante.
Pode-se tentar capturar esta delicadeza pela observação,
Mas tentar imita-la é improdutiva.
A saída é desenvolver a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que “com amigo não tem que ter estas frescuras”.
Educação enferruja por falta de uso.
E, detalhe: não é frescura.
Martha Medeiros

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Há Metafísica Bastante em Não Pensar em Nada - por Alberto Caeiro


  • Há metafísica bastante em não pensar em nada.

    O que penso eu do mundo?
    Sei lá o que penso do mundo!
    Se eu adoecesse pensaria nisso

    Que ideia tenho eu das cousas?
    Que opinião tenho sobre Deus e a alma
    E sobre a criação do mundo?
    Não sei. Para mim pensar nisso é fechar os olhos
    E não pensar. É correr as cortinas
    Da minha janela (mas ela não tem cortinas).

    O mistério das cousas? Sei lá o que é mistério!
    O único mistério é haver quem pense no mistério.
    Quem está ao sol e fecha os olhos,
    Começa a não saber o que é o sol
    E a pensar muitas cousas cheias de calor.
    Mas abre os olhos e vê o sol,
    E já não pode pensar em nada,
    Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos
    De todos os filósofos e de todos os poetas.
    A luz do sol não sabe o que faz
    E por isso não erra e é comum e boa.

    Metafísica? Que metafísica têm aquelas árvores?
    A de serem verdes e copadas e de terem ramos
    E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar,
    A nós, que não sabemos dar por elas.
    Mas que melhor metafísica que a delas,
    Que é a de não saber para que vivem
    Nem saber que o não sabem?

    "Constituição íntima das cousas"...
    "Sentido íntimo do universo"...
    tudo isto é falso, tudo isto não quer dizer nada.
    É incrível que se possa pensar em cousas dessas.
    É como pensar em razões e fins
    Quando o começo da manhã está raiando, e pelos lados das árvores
    Um vago ouro lustroso vai perdendo a escuridão.

    Pensar no sentido íntimo das cousas
    É acrescentado, é como pensar na saúde
    Ou levar um copo à água das fontes.

    O único sentido íntimo das cousas
    É elas não terem sentido íntimo nenhum.

    Não acredito em Deus porque nunca o vi.
    Se ele quisesse que eu acreditasse nele,
    Sem dúvida que viria falar comigo
    E entraria pela minha porta dentro
    Dizendo-me, Aqui estou!

    (Isto é talvez ridículo aos ouvidos
    De quem, por não saber o que é olhar para as cousas,
    Não compreende quem fala delas
    Com o modo de falar que reparar para elas ensina.)

    Mas se Deus é as flores e as árvores
    E os montes e sol e o luar,
    Então acredito nele,
    Então acredito nele a toda a hora,
    E a minha vida é toda uma oração e uma missa,
    E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.
    Mas se Deus é as árvores e as flores
    E os montes e o luar e o sol,
    Para que lhe chamo eu Deus?
    Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;
    Porque, se ele se fez, para eu o ver,
    Sol e luar e flores e árvores e montes,
    Se ele me aparece como sendo árvores e montes
    E luar e sol e flores,
    É que ele quer que eu o conheça
    Como árvores e montes e flores e luar e sol.

    E por isso eu obedeço-lhe,
    (Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?),
    Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,
    Como quem abre os olhos e vê,
    E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,
    E amo-o sem pensar nele,
    E penso-o vendo e ouvindo,
    E ando com ele a toda a hora.


    Observações:
  • a definição de Deus nesse poema aproxima-se do panteísmo, doutrina filosófica segundo a qual só o mundo é real e Deus é a soma de todas as coisas e nelas se manifesta. Assim, as flores, as árvores, os montes, o sol e o luar são manifestações da própria divindade. Pode-se, assim, falar de uma verdadeira "religião da Natureza". 
  • quinta-feira, 11 de outubro de 2012

    Eu sei, mas não devia!


    O texto acima foi extraído do livro "Eu sei, mas não devia", Editora Rocco - Rio de Janeiro, 1996, pág. 09.
    Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
    A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
    A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
    A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
    A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
    A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
    A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
    A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
    A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
    A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma. ,___
     
    Marina Colasanti nasceu em Asmará, Etiópia, morou 11 anos na Itália e desde então vive no Brasil. Publicou vários livros de contos, crônicas, poemas e histórias infantis. Recebeu o Prêmio Jabuti com Eu sei mas não devia e também por Rota de Colisão. Dentre outros escreveu E por falar em Amor; Contos de Amor Rasgados; Aqui entre nós, Intimidade Pública, Eu Sozinha, Zooilógico, A Morada do Ser, A nova Mulher, Mulher daqui pra Frente e O leopardo é um animal delicado. Escreve, também, para revistas femininas e constantemente é convidada para cursos e palestras em todo o Brasil. É casada com o escritor e poeta Affonso Romano de Sant'Anna.

    Encaminhado pela querida Mery!

    sexta-feira, 5 de outubro de 2012

    Vão-se os dias. Vem-se os anos!

    A velha máxima ''o tempo voa'' nunca fez tanto sentido. O que dizer sobre o tempo? O que passou, foi-se. O que há de vir, nada sei. Resta-me a esperança de que o novo dia será melhor que o anterior. Nesta fragilidade encontro-me seguro. Reconheço a impotência diante de fatos, onde atos não são suficientes para explicar e compreender incertezas.

    Composto por prefácio incompleto, páginas viradas e um livro a ser escrito. A pena está na mão do Escritor, sigo por sua palavra e trilho por seus versos. À passos acelerados e lentos, com tropeços e quedas, o importante é não desistir e seguir.

    Dor pelos que se foram e alegria pelos que virão. A escrita da vida é dessa forma, os que vão deixam um pouco e levam um pouco, os que vêm deixarão e levarão sorrisos e alegria, lágrimas e saudade. Afinal, o que há de melhor para firmar os laços da amizade que os risos e as lágrimas compartilhadas.

    Permanecerei neste caminho vivendo tudo isso que me faz feliz. Daqui há uns anos, no porvir, lembrarei e direi: ''Vivi o que deveria ter vivido''

    Victor Paulo Archanjo de Paiva 

    terça-feira, 2 de outubro de 2012

    Pra Refletir!

    (...)
    Entendi que as pessoas não são o que parecem ser… Tampouco são, o que gostaríamos que elas fossem... Elas são apenas o que são... E é exatamente isso que nos faz únicos! Porque não existe o perfeito ou o imperfeito, o certo ou o errado. O que aproxima duas pessoas, de fato, é o respeito que se interpõe as iniquidades a elas inerentes e afinidade é o encaixe perfeito existente entre o côncavo e o convexo. Estruturas contrárias que ocupam, ao mesmo tempo, espaços iguais e divergentes, unidos pela diversidade de seus formatos... Espaços partilhados, preenchidos, compreendidos. Jamais invadidos...

    Porque na verdade, temos algo em comum... Somos todos diferentes... (Ana Laura Paludo)

    domingo, 23 de setembro de 2012

    Busco por gente!

    .."Busco por gente que empreste o ombro, que não tenha medo de dizer que levou um tombo.
    Busco por gente que assuma que amar traz sofrer, e, com esta certeza, não venham a se esconder.

    Busco por gente que tenha a experiência de sobrevivente de guerra.
    Busco por gente, que de tanto caminhar, não tenha receio de dizer que seus pés ainda têm muito por machucar.
    ...
    Quero gente de coragem para comigo conversar.

    Gente que saiba que máscaras não dão mais para usar, e sendo seu perfil interno, branco ou preto,
    tenha a dignidade de revelar.

    Busco por gente que chore livremente, sem preconceitos pelas lágrimas derramadas.
    Quero gente que saiba exatamente
    para onde está indo e o que deseja encontrar, mesmo que esta busca jamais venha alcançar.

    Busco por gente,"Seres Humanos",
    que saibam se doar, estes, eu anseio por encontrar.

    Gente de decisão,
    sem argumento para esconder, escusas ações.
    Quero gente que é gente, que mostra a cara, vai à luta e dorme contente.

    É desta gente que eu preciso!
    Gente liberta, que me dêem
    um canto em seu colo
    e saibam me acariciar, sem tempo, sem hora e em qualquer lugar"!!!
    (Cora Coralina)

    sábado, 22 de setembro de 2012

    Simples Assim!

    Chega um momento que a gente sente
    que é tão simples ser feliz...
    Que as coisas pequenas
    tem um imenso valor
    e passamos a ver a simplicidade no viver.

    ...

    Viver é gostar de sorrir
    é andar pela praia descalça
    sentir o vento no rosto
    e não pensar em mais nada.

    É Brincar com a criança calada
    e faze-la sorrir.
    É gostar do florir.

    Viver é praticar caridade de coração aberto
    é de ter por perto.
    é admirar o verde
    as águas correntes.
    É gostar de gente.

    Viver é observar a folha que cai lentamente
    é olhar para o céu e ver nas nuvens algodão,
    é sentir-se iluminado ao ver estrelas na escuridão
    é ler um livro,ouvir uma canção
    sonhar, criar, fazer poesia
    estimular frutos da imaginação
    é ter um bichinho de estimação.

    Viver é gostar da chuva, do sol
    do silêncio, do barulho do mar
    é mergulhar, mergulhar...
    é ter luz própria
    é abrir a porta
    é viver para amar.

    Neidinha Borges

    sexta-feira, 21 de setembro de 2012

    Amizade

    "A amizade é como o vinho, se inicia com uma boa safra e se aperfeiçoa com o tempo, tem a cor do rubi e o sabor da perfeição. Quando aberto deve ser degustado com cuidado para identificarmos os aromas da sinceridade e o brilho da lealdade. Ao brindar, selemos um laço que se estende além do tempo e se expande até o infinito, assim é a amizade, assim são os amigos" Ivan Bottion

    quinta-feira, 20 de setembro de 2012

    Que tal um dedinho de prosa?


    "Prosear é um jeito de falar. Fala sem objetivo definido, como o voo dos urubus - indo ao sabor do vento. Palavras fluindo. Um jeito taoista de ser. Para prosa não existe 'ordem do dia', não há conclusões, não há decisões. A prosa não quer chegar a nenhum lugar. A prosa encontra sua felicidade em prosear. Como andar de barco a vela em que o bom não é chegar mas o 'estar indo'. 'A coisa não está nem na partida nem na chegada, mas na travessia', Guimarães Rosa. Prosear é brincar com as palavras. Saber prosear, jogar conversa fora, é o segredo das relações amorosas. Nessa sala estaremos proseando. Falar sobre o que der na telha. Pensamentos avulsos. Dicas. Informações sobre as coisas novas. Apareça sempre para prosear!"

     Por Rubem Alves
                       

    segunda-feira, 27 de agosto de 2012

    Espírito de Quinta Feliz!

    "Eu faço parte de um círculo mágico! Pessoas de todos os tipos, de todas as cores, de modos diferentes de pensar, capazes de amolecer argilas
    endurecidas... cultivar sementes... consertar asas quebradas... desatar nós da garganta, emendar corações partidos, secar fontes de lágrimas, ou ajudar a navegar no oceano turbulento até o porto seguro da aceitação diante do inevitável.

    São pessoas que também riem, choram, cantam, calam, caminham com certezas e dúvidas. São pessoas que escolheram a tarefa de ser testemunhas e facilitadoras do crescimento de alguém ou de muitos."