Galera

Galera
A maior parte dos seres humanos, por preguiça e comodidade, segue o exemplo da maioria. Pertencer à minoria é tornar-se vulnerável, expor-se à critica. Tomar consciência da normose e de suas causa constitui a verdadeira terapia contemporânea. Trata-se, também, do encontro com a liberdade. Seguir cegamente as normas é tornar-se escravo. Roberto Crema

Esse é nosso lema!!

Esse é nosso lema!!
ESSE É NOSSO LEMA!!!! "A amizade é uma alma que habita vários corpos. Um coração que habita várias almas" Aristóteles

BOAS VINDAS!

Querer mudar o mundo é um desejo saudável e totalmente necessário. " Para ser feliz, o ser humano precisa somente de duas coisas: cultivar sementes de paz em seu coração e ter bons amigos. " - Buddha

Espaço da Galera!!!!!!!!!!!!!!!!!!

As coisas mais simples são os melhores presentes.

Leveza pra conduzir a vida; Beleza, que vai muito além da estética;

Determinação, porque sem ela nada acontece, nada;

Harmonia, paz e alegria sempre.

Silvana Mara dias Souza

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

SIMPLICIDADE COMO SOFISTICAÇÃO!

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“Parece que nascemos apenas para consumir e consumir e, quando não podemos, nos enchemos de frustração, pobreza e até autoexclusão.” As palavras pinçadas do discurso feito há pouco mais de um mês pelo presidente uruguaio José Mujica na 68.º Assembleia Geral da ONU, em Nova York, caracterizam, sem querer, um estilo de vida “do contra”.  Seja por ideologia política ou até mesmo para simplificar a vida, há pessoas  que passam longe de shopping centers, consertam o que estraga em vez de substituir por um novo e só compram o que precisam.

Estilo de vida é para quem pode
Quem opta por ser menos consumista não faz voto de pobreza, muito menos poderia fazer escolha sendo pobre. Essa é a opinião do filósofo Jelson Oliveira, autor de “Simplicidade” – livro final de uma trilogia sobre valores publicada pela Editora Champagnat. O professor da PUCPR avalia que comprar menos, por exemplo, só faz sentido para as classes sociais que podem fazer escolhas.
“O problema é o excesso. Pobreza é não ter condições básicas para sobreviver. Já ser simples é usar de forma mais saudável o que é preciso para sobreviver”, argumenta. Essa versão brasileira do anticonsumismo ainda aparece pouco, em movimento como o freeganismo. Comum na Europa e nos EUA, a ideologia é adotada por ativistas contrários ao desperdício de alimentos considerado típico do capitalismo – o objetivo, então, é viver do que vai para o lixo, por exemplo.
Um fator que alavanca as iniciativas anticonsumo, lembra Oliveira, é a preocupação com a preservação do meio ambiente. Para o economista do IBRE/FGV Aloísio Campelo, é injusto hoje exigir das classes mais baixas participação no consumo de produtos verdes, por exemplo. “Os países com mais renda em geral têm mais escolaridade e mostram preocupação com os alimentos que consomem. Para quem está no dia a dia, correndo atrás de renda, o verde é caro. Enquanto não for para todos, acaba sendo uma escolha de quem tem poder aquisitivo para isso”.
 Dicas
 Saiba como começar a reduzir o consumo no dia a dia:
• Esqueça o conceito de “casa ideal”, adapte onde você vive a você. Exemplo: se não faz bolos, não precisa de batedeira; se não se importa em esquentar comida no fogão, não há necessidade de micro-ondas.
• Compre o que tem certeza de que usará muito. Se um dia precisar de algo incomum, você pode pedir emprestado ou alugar.
• Se não pretende viajar para o exterior tão cedo, talvez não precise ter cartão de crédito. Hoje, boletos bancários são aceitos até por lojas virtuais internacionais.
• Reflita sempre: se tivesse que se mudar agora, quanto tempo passaria encaixotando coisas? Se a resposta é ‘uma semana’, pode ser a hora de se desfazer do que é inútil.
• Busque consertar ao invés de comprar um novo. Informe-se antes de comprar eletros, carros e eletrônicos.
• A publicidade voltada a crianças é uma das mais agressivas que existem. Para deixar seu filho menos vulnerável a ela, apresente a ele o prazer de doar e trocar brinquedos. O ideal é mostrar que a convivência importa mais do que posses.
Fonte: Gazeta do Povo

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

FELICIDADE REALISTA!

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A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.
Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.
E quanto ao amor? Ah, o amor… não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar a luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão.
Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno.
Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente.
A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.

Mario Quintana

sábado, 9 de novembro de 2013

O que estamos fazendo com nosso tempo?


:: Rosemeire Zago :: 
Nossa!!! Como o tempo passa... e rápido! Isso todos nós já estamos habituados a falar e ouvir, mas estive pensando a respeito quando me deparei com o tempo em que estive distante do STUM. Não bem distante... apenas não estava escrevendo os artigos, pois de uma forma ou de outra, estamos sempre interligados e assim nos mantemos perto. Mas neste tempo que se passou muitas coisas aconteceram, mudanças de casa, consultório, pessoas faleceram em minha família, e tudo isso me fez refletir: como avaliamos o que é prioridade em nossa vida? Prioridade é pagar nossas contas? Claro! É trabalharmos pelo dinheiro, para que este possa nos trazer conforto e conquistas? Também, mas será só isso?

Por que deixamos que a rotina diária, os afazeres domésticos, os compromissos profissionais, sociais, serem mais importantes do que estarmos ao lado de quem amamos? Por que ainda carregamos orgulho, vaidade, culpa, remorso, mágoas, diante de tantos valores mais nobres como amizade, verdade, amor? O que é a vida diante de tanta pequenez com a qual vivemos? Por que, ainda, negligenciamos os sinais que o Universo, com sua maestria e sabedoria nos contempla?

Como é viver sob os seus valores? Será que você tem essa resposta? Quantas decisões não são tomadas apenas para agradar a outras pessoas? Ou para evitar desagradá-las? São os outros que nos impedem de viver de acordo com o que acreditamos, ou somos nós mesmos que nos aprisionamos com verdadeiros grilhões, os quais podemos chamar de carência, dependência, vergonha, culpa, medo, entre outros?

O que você faria se alguém que você ama ligasse neste momento pedindo sua ajuda, seu colo? Ou se fosse para te contar algo muito bom que lhe aconteceu, qual seria sua reação? Você poderia largar o que está fazendo, inclusive deixar de ler este artigo, e ir ao seu encontro? Ou você diria que tem muito a fazer, mas quem sabe outro dia, outro horário, outro momento? Provavelmente, seria essa sua resposta, e a minha também, afinal aquilo que estamos fazendo sempre é mais importante.
É evidente que não podemos largar nosso trabalho a toda e qualquer solicitação. Mas e se fosse um telefonema avisando que a pessoa citada acima está na UTI ou que acabara de falecer, qual seria sua atitude? Eu, você, todos nós, largaríamos tudo e iríamos até lá. O que faz com que tenhamos reações tão extremas?
Pensei sobre isso quando estava no velório de um tio... era uma quarta-feira, 10hs da manhã, e todos estavam lá reunidos, pessoas que não se viam há anos, pois até então não tiveram tempo para ser ver... mas neste dia, todos haviam deixado tudo que estavam fazendo para estarem presentes naquele momento. Por que em geral, só em situações extremas podemos nos fazer presentes? Por que não conseguimos o mesmo tempo disponível em outros momentos para ver aqueles que nos são caros? Por que somos tão egoístas em privarmos aqueles a quem amamos de nossa presença e de nossa demonstração constante de amor, e fazemos isso com tanta facilidade? Pare por alguns segundos e pense nas pessoas que marcaram positivamente de alguma maneira sua vida. Não importa quantas sejam. Uma, duas, dez? Para quantas você verbalizou o quanto eram, ou lhe são, importantes? Você demonstra seu amor para todos a quem você ama? Se não, o que acha de começar hoje?

O que temos de mais valioso na vida? A casa que compramos, roupas, o carro, o sucesso profissional? Creio que não. Com certeza nosso maior tesouro está guardado bem dentro de nós, são nossos sentimentos, nossos amores eternos, e só podemos doar, dividir, perante nossas atitudes, palavras e, principalmente, nossa presença. É importante sempre nos lembrarmos que aquilo que o dinheiro pode comprar, qualquer pessoa que o tenha poderá nos dar; mas o amor, este sentimento tão nobre e valioso, só pessoas especiais podem nos oferecê-lo e isso, penso eu, é o que deveria fazer toda a diferença! E nem sempre faz. Deixamos sim, e com muita freqüência, de estarmos juntos de quem nos é importante, seja para rir, chorar, apoiar, trocar, e lamentavelmente, nos aproximamos em momentos de extrema urgência. Não que nestes momentos nossa presença não seja necessária, longe disso, mas que tal dedicarmos um pouco mais do nosso tempo para estarmos ao lado de quem amamos e que verdadeiramente nos ama? E você, o que está fazendo com seu tempo?...

Tem uma frase de Buda que representa um pouco isso que estou dizendo, da qual gosto muito e deixo para sua reflexão:
O que mais me surpreende na natureza humana é o homem que perde
a saúde em busca de riqueza material e depois
gasta toda a riqueza material para recuperar a saúde.
Vive uma vida como se nunca fosse morrer e morre como se nunca tivesse vivido.
Buda


Não viva como se fosse imortal, nenhum de nós o é, por isso, valorize e, acima de tudo, conviva com aqueles que lhes são caros, eles podem não estar amanhã para receber sua visita!
Até o próximo artigo!

terça-feira, 22 de outubro de 2013

O que é mais importante: SER ou TER?

  

Postado por: Solange Quintanilha | Em: Diversos
Imagem: ShutterstockImagem: Shutterstock
 Num primeiro momento, todos concordariam que é o SER. Na prática, porém, num mundo cada vez mais capitalista e competitivo, o sistema nos empurra para valorizarmos bastante o aspecto material. Os meios de comunicação em massa estimulam absurdamente o consumo, com imagens e propagandas a cada segundo. Os valores estão sendo invertidos, e o TER tem cada vez mais sido prioridade para a população.
Ter uma vida confortável e sem preocupações financeiras é um desejo quase universal. É claro que é necessário ter dinheiro para sustentar as necessidades essenciais da vida e ter uma qualidade de vida como: acesso à moradia, saúde, alimento, estudos, conforto, segurança, bons meios de transporte, possibilidades de acesso a cursos de aprimoramento, diversões… Uma das causas, porém, do consumismo desenfreado é a nossa necessidade de ganhar mais, de ter mais posses, mais bens materiais do que os vizinhos ou amigos, numa competição nada saudável. É como se o nosso valor estivesse totalmente atrelado ao que possuímos, à fama, ao que ostentamos… Essa busca costuma trazer muita ansiedade, estresse, problemas sociais, dificuldades de relacionamentos familiares e amorosos, pois vivemos na correria para adquirir cada vez mais, atropelando muitas vezes os que estão à nossa frente.
Aquilo que fazemos para ganhar a vida é diferente daquilo que fazemos para ter uma vida. Trabalhamos pelo sustento, porém para ter uma vida com qualidade, devemos amar, nos conectar, servir a um propósito e encontrar um real significado.
Na verdade, dinheiro algum será capaz de fazer recuperar o tempo perdido e mal utilizado por nós. Quando o dinheiro vira sinônimo de amor, a vida torna-se uma grande confusão. Ele seduz porque alimenta a ilusão de suprir as faltas e as necessidades emocionais, de estar a salvo de contratempos da vida , de ser possível aumentar de verdade a nossa autoestima e de tentar cobrir um grande vazio afetivo. Sabemos, porém, que nada substitui o afeto.
A maneira de dar, receber, gastar ou acumular dinheiro revela frustrações emocionais que se arrastam desde a nossa infância. O dinheiro assume uma função de expressão de força, de poder, para compensar a nossa fragilidade interna e nossas inseguranças. Precisamos valorizar tudo aquilo que possuímos, e não só os bens materiais.
Na realidade, precisamos descobrir outros valores, que de verdade tragam mais autoconfiança, segurança e satisfação interna. É com a nossa saúde psíquica e física, bons relacionamentos familiares e sociais, qualidade de trabalho, uma tranquilidade financeira ( sem necessidade de luxo e riqueza ), que podemos conquistar uma vida mais plena e mais feliz. Vamos administrar melhor o nosso tempo, procurando utilizá-lo da forma mais saudável sem esquecer as nossas reais prioridades, visando uma boa qualidade de vida e uma vida mais prazerosa.
Quando somos, ficamos mais felizes do que quando temos, além de que o SER não se acaba com o tempo, é eterno, mas o TER pode terminar a qualquer momento. Vamos correr atrás do SER: ser gente, ser íntegro, ser amigo, amar e ser amado, ser solidário…, pois assim teremos mais paz e felicidade.
Texto de Solange Quintaniha

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Viver melhor!

Convém buscar todos os recursos disponíveis para quem quer viver com menos stress: quando possível, evitar as situações em que ele surgiria.

Quem consegue "domesticar", ainda que parcialmente, sua mente passa a pensar menos no futuro e para de sofrer pelo que ainda não aconteceu.

As atividades físicas, a dança, música, os filmes, leituras... Tudo o que prende nossa atenção nos afasta dos pensamentos que geram stress.

Ter controle sobre os próprios pensamentos e dirigi-los apenas ao que é útil e produtivo deveria ser um dos maiores objetivos de todos nós.

Um modo de pensar que pode nos afastar do stress foi sugerido por Epíteto (há 2000 anos): deveríamos nos ocupar apenas do que depende de nós.

A meditação transcendental, estratégia oriental que ensina a controlar a mente, também é um bom recurso a ser usado para a redução do stress.

Sofremos com os perigos externos e esses nos pedem docilidade (ou fé). Cabe a nós minimizar os sofrimentos gerados por nossa própria mente.


Flávio Gikovate

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Alimentação e os costumes dos povos mediterrâneos - "Comer e partilhar são atos inseparáveis"


Mesa saudável, farta e diversa, boa companhia e tempo para poder desfrutar. Assim se vive mais no Mediterrâneo

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

A amizade!

Na amizade existe enorme prazer que se renova a cada encontro. Porém, não existe a dor forte da saudade tão típica das relações sentimentais.

Entre amigos existe um enorme cuidado em não criticar a não ser quando se é solicitado a isso: os que se amam deveriam aprender essa lição!

O amor determina um tipo de prazer que chamo de negativo: a alegria derivada do fim da dor do desamparo próprio do que corresponde à solidão....

O amor corresponde a uma espécie de "remédio" que preenche um vazio e atenua o sofrimento que costumamos sentir quando estamos sozinhos.

O prazer da amizade não depende da existência de sofrimento prévio: estamos bem e ficamos melhor ainda quando cruzamos com um amigo querido!

As amizades não são exclusivas e nem possessivas demais: quase todos nós temos um "melhor amigo" e alguns amigos muito queridos e íntimos.

Pessoas mais autossuficientes tendem a ter com seu parceiro sentimental uma relação mais próxima da amizade, na qual a dependência é menor.

Como as diferenças culturais entre homens e mulheres vêm diminuindo muito, é mais fácil encontrar cônjuges que sejam seus melhores amigos!
Flávio Gikovate
 

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Você sabe o que é simplicidade voluntária?


Conheça a simplicidade voluntária, um estilo de vida que perverte velhos conceitos, e descubra de uma vez por todas como simplificar sua vida

sábado, 12 de outubro de 2013

A crise moral contemporânea.


 Clóvis de Barros Filho no café filosófico faz um apanhado histórico da ética nas civilizações grega, medieval e moderna. Em que lugar estamos?


http://youtu.be/RBWH9_xZLlI

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Dez atitudes que devemos aprender com as crianças!


“Você não é mais criança para isso!”, diziam nossos pais quando fazíamos alguma malcriação fora de época. Se por um lado esses bem vindos puxões de orelha nos prepararam para o mundo dos adultos, por outro, esses padrões sociais levaram da gente algumas atitudes típicas da nossa infância e que hoje fazem muita falta - para a gente e para o planeta.
crianca.jpg
Clarinha versão rata de praia, detentora de metade das pocinhas da orla de Salvador e futura veterinária de cachorro de rua
Relembre alguns desses hábitos e veja quantas coisas especiais podem fazer parte da nossa vida em qualquer idade:
1 - Ande mais de bicicleta
Poucas coisas remetem tanto à infância quanto andar de bicicleta. Andar “sem rodinhas” é uma das nossas primeiras grandes conquistas e suas histórias ficam gravadas na memória e algumas vezes também na pele! Voltar a andar de bike, além de contribuir com o ar e com o trânsito de nossas cidades, também pode proporcionar a alegria e o bem estar que sentíamos quando éramos criança. E o melhor: emagrece, é de graça e dizem por aí que quem aprende a andar de bicicleta, nunca mais esquece. ;)
2 - Aprenda a desmontar e consertar suas coisas
Toda criança tem uma curiosidade nata. Tanto que é comum encontrar brinquedos totalmente desmontados simplesmente porque o pequeno queria saber como ele era por dentro. O resultado (além de alguns brinquedos permanentemente inutilizados, claro) é o conhecimento de como as coisas funcionam e do que é preciso para consertá-los. No mundo de hoje, onde tudo é descartável e com toneladas de lixo sendo despejadas em aterros todos os dias, fuçar e consertar alguns objetos quebrados pode ser a sua chance de deixar a criança que existe em você salvar o planeta de mais um pedaço de lixo.
3 - Raspe o prato
“Só sai da mesa quando raspar o prato”, insistiam nossas mães. Apesar de soar com tortura naquela época, nossas mães estavam na verdade nos dando uma grande lição: jogar comida fora tem um impacto gigantesco no planeta! A frase “tem tanta criança passando fome na África e você aí querendo desperdiçar comida” continua sendo mais atual do que nunca, já que 30% de todos os alimentos produzidos no mundo viram lixo, enquanto um bilhão de pessoas passam fome diariamente. Por isso, na hora de fazer o seu prato, coloque apenas o que vai comer, e nada de jogar comida fora!
4 - Visite museus, zoológicos e parques
Programação típica de criança, visitar museus, zoológicos e parques costuma deixar de fazer parte da nossa rotina conforme a gente vai crescendo - o que é uma pena. Esse universo cheio de cultura, contato com a natureza e atividades físicas é um grande aliado de um estilo de vida mais saudável e rico. Portanto, no próximo fim de semana, escolha um museu que nunca foi ou um parque onde já não vai há alguns anos e faça uma visita - o melhor, a maioria deles são gratuitos!
5 - Aprenda com os bons exemplos
Quando somos crianças, os adultos que nos rodeiam são os principais exemplos das atitudes que reproduzimos - tanto as boas quanto as ruins. As crianças têm uma enorme capacidade de aprender com os outros e de imitar o que está sendo feito. Apesar de algumas das atitudes que presenciamos ao nosso redor não serem dignas de cópia, muitas outras merecem ser repetidas muitas e muitas vezes. Por isso, quando ver alguém fazendo alguma coisa boa, aprenda e siga aquele exemplo - certamente outras crianças estarão te observando e fazendo igual.
6 - Doe as coisas que você não usa mais
O sapato já não cabe no pé? O brinquedo já deixou de ter graça? O livro do ano passado não vai servir para a próxima série? "Vamos doar tudo para alguém que precise!" Uma prática tão simples, bonita e eficaz não pode ser esquecida depois de adulto. Você pode fazer o mesmo hoje com as roupas que já não usa, os livros que já leu ou os objetos que já não cabem em casa.
7 - Aja com o coração
Quando uma criança vê um cachorrinho abandonado na rua ou um mendigo passando fome, ela instantaneamente se sensibiliza com aquela situação. O coração de uma criança está à prova de qualquer medo ou preconceito enraizados na nossa sociedade e ela está sempre disposta a ajudar e a fazer o que, no fundo, sabe que é o certo. Portanto, da próxima vez que ver alguém precisando de amparo ou não souber que atitude tomar diante de outra pessoa, deixe a criança que existe em você falar mais alto - ela provavelmente já sabe o que fazer.
8 - Questione sempre
Todo mundo já teve a fase do “mas, por quê?”. A curiosidade típica da infância nos faz questionar tudo ao nosso redor em uma busca incessante por compreender o mundo ao nosso redor. Com o passar dos anos, seja por comodismo ou por receio do que os outros irão pensar, deixamos os “porquês” de lado e simplesmente aceitamos as coisas “como elas são”. Mas por que tem que ser assim? Como já dizia minha professora, perguntar não tira pedaço e questionar o porquê de certas coisas serem do jeito que são pode ser o primeiro passo para transformar uma realidade.
9 - Tenha a mente aberta para o novo
Uma criança é como um papel em branco que vai sendo preenchido com as referências e experiências que ela adquire ao longo da vida. Em certo ponto, porém, nos tornamos céticos e definimos nossas verdades como únicas, bloqueando qualquer tipo de novo ponto de vista ou forma de pensar. Apesar da aparente segurança, essa atitude nos cega, nos para no tempo e impede que a gente evolua. Não deixe isso acontecer com você! Abra sua mente e deixe seu papel em branco se transformar em um quadro rico, cheio de cores e desenhos diferentes!
10 - Acredite em um futuro melhor
Ahh, a inocência das crianças... Elas acreditam que podem voar, criar raios com a energia das águas e salvar o mundo. Quando viram adultos, algumas esquecem essas “maluquices”, e outras criam aviões, sistemas de energias renováveis e pactos globais pelo fim do aquecimento global. Acreditem amigos, aqueles sonhos de criança ainda podem virar realidade, o poder é de vocês. “Vai Planetaaa!!” :p

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

A Alma é Erótica!


"Querendo ou não, iremos todos envelhecer.
As pernas irão pesar, a coluna doer, o colesterol aumentar.
A imagem no espelho irá se alterar gradativamente e perderemos estatura, lábios e cabelos. ...
A boa notícia é que a alma pode permanecer com o humor dos dez, o viço dos vinte e o erotismo dos trinta anos.
Erótica é a alma que se diverte, que se perdoa, que ri de si mesma e faz as pazes com sua história.
Que usa a espontaneidade pra ser sensual, que se despe de preconceitos, intolerâncias, desafetos.
Erótica é a alma que aceita a passagem do tempo com leveza e conserva o bom humor apesar dos vincos em torno dos olhos e o código de barras acima dos lábios;
Erótica é a alma que não esconde seus defeitos, que não se culpa pela passagem do tempo.
Erótica é a alma que aceita suas dores, atravessa seu deserto e ama sem pudores."

Fabíola Simões

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Prosear!

Prosear é um jeito de falar. Fala sem objetivo definido, como o voo dos urubus - indo ao sabor do vento. Palavras fluindo. Um jeito taoista de ser. Para prosa não existe 'ordem do dia', não há conclusões, não há decisões. A prosa não quer chegar a nenhum lugar. A prosa encontra sua felicidade em prosear. Como andar de barco a vela em que o bom não é chegar mas o 'estar indo'. 'A coisa não está nem na partida nem na chegada, mas na travessia', Guimarães Rosa. Prosear é brincar com as palavras. Saber prosear, jogar conversa fora, é o segredo das relações amorosas. Nessa sala estaremos proseando. Falar sobre o que der na telha. Pensamentos avulsos. Dicas. Informações sobre as coisas novas. Apareça sempre para prosear!


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Bem assim mesmo!

“Uma vez, um turista viajou para conhecer um grande sábio. Quando chegou, disse a ele que queria conhecer seus móveis. O sábio, muito tranquilo, mostrou que só tinha uma cama e uma cadeira e o convidou a entrar. O homem não aceitou, disse estar só de passagem. O sábio respondeu: ‘Eu também’.”

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Estatuto do homem

Artigo 1
Fica decretado que agora vale a verdade, agora vale a vida e de mãos dadas marcharemos todos pela vida verdadeira;

Artigo 2
Fica decretado que todos os dias da semana, inclusive as terças-feiras mais cinzentas, tem direito a converter-se em manhãs de domingo;

Artigo 3
Fica decretado que a partir deste instante, haverá girassóis em todas as janelas, que os girassóis terão direito a abrir-se dentro da sombra e que as janelas devem permanecer o dia inteiro abertas para o verde onde cresce a esperança;

Artigo 4
Fica decretado que o homem não precisará nunca mais duvidar do homem, que o homem confiará no homem como a palmeira confia no vento, como o vento confia no ar, como o ar confia no campo azul do céu; parágrafo único, o homem confiará no homem como um menino confia em outro menino;

Artigo 5
Fica decretado que os homens estão livres do julgo da mentira, nunca mais será preciso usar a couraça do silêncio nem armadura de palavras, o homem se sentará a mesa com seu olhar limpo porque a verdade passará a ser servida antes da sobremesa;

Artigo 6
Fica estabelecida durante dez séculos a pratica sonhada por Isaías que o lobo e o cordeiro pastarão juntos e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora;

Artigo 7
Decreta e revogada, fica estabelecido o reinado permanente da justiça e da claridade, e a alegria será uma bandeira generosa para sempre defraudada da alma do povo;

Artigo 8
Fica decretado que a maior dor sempre foi e será sempre não poder dar-se amor a quem se ama e saber que é a água que dá a planta o milagre da flor;

Artigo 9
Fica permitido que o pão de cada dia que é do homem o sinal de seu suor, mas que sobretudo tenha sempre o quente sabor da ternura;

Artigo 10
Fica permitido a qualquer pessoa, qualquer hora da vida o urro do trai branco;

Artigo 11
Fica decretado por definição que o homem é o animal que ama, e que por isso é belo, muito mais belo que a estrela da manhã;

Artigo 12
Decreta-se que nada será obrigado nem proibido, tudo será permitido, inclusive brincar com os rinocerontes e caminhar pelas tardes com imensa begônia na lapela; parágrafo único, só uma coisa fica proibida, amar sem amor;

Artigo 13
Fica decretado que o dinheiro não poderá nunca mais comprar um sol das manhãs de todas, expulso do grande baú do medo, o dinheiro se transformará em uma espada fraternal para defender o direito de tentar e a festa do dia que chegou;

Artigo Final
Fica proibido o uso da palavra liberdade, a qual será suprimida dos dicionários e do pântano enganoso da dor, a partir deste instante, a liberdade será algo vivo e transparente como um fogo ou um rio, e a sua morada será sempre o coração do homem.
Thiago de Mello

sábado, 5 de outubro de 2013

O encantamento com o fundamental.


"Agora há pouco, peguei uma fruta na cozinha. Uma ameixa. De tão suculenta, em segundos me vi apenas com o caroço na boca. E percebi, por acaso, que ele estava rachado. Abri o caroço com os dentes e me deparei com outro caroço dentro, o caroço do caroço.
Isso me fez pensar: a gente chega na essência das coisas por acaso?
Como saber se a gente esbarrou naquilo que há de mais fundamental?
Certos períodos da vida nos deixam assim, como que esbarrando nos caroços do mundo. Estou agora num desses instantes, muito permeável ao que acontece à minha volta.
Agora, mordendo o caroço dentro do caroço da ameixa, me deparei com um gosto difícil de descrever, o mesmo gosto que senti visitando os novos amigos, Mari e Dani – o gosto do encantamento com a realidade.
Quando valorizamos os encontros com as pessoas e, mais, com o mundo, um encantamento quase sublime nos arrebata, respingam sorrisos na boca, saltam arrepios na pele, espantos doces faíscam.
E do que é feita a educação senão da matéria dos encontros?
Ontem, relendo um livro do Paulo Freire, encontrei uma frase bem emblemática: Se a educação não pode tudo, alguma coisa fundamental a educação pode.

Retomar o espanto e a contemplação atenta diante dos caroços dos caroços. E o encantamento não é deslumbre, vai além do verniz das coisas. Um encantamento genuíno não é ingênuo, é poético.
Como diz uma educadora que encontramos na jornada, a dona Maria Vilani, “meu maior objetivo é escrever um verso em cada vida que passa por mim”. Escrevendo versos uns nos outros, nos encantamos mutuamente, nos educamos interdependentemente.
Como não canso de repetir, obrigado a todos que compartilham essa jornada. Nesse caso, aliás, a palavra obrigado é eufemismo. Por isso, criei uma palavra nova para apreender melhor essa minha gratidão, à la Guimarães Rosa: obrigadimenso."

Adaptação do texto do Coletivo Educ-Ação.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

EU SEI, MAS NÃO DEVIA” [trecho]

Por Marina Colassanti
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

sábado, 28 de setembro de 2013

O CONVITE


Não me interessa o que você faz pra viver. Quero saber o que você deseja ardentemente, e se você se atreve a sonhar em encontrar os desejos do seu coração.
Não me interessa quantos anos você tem. Quero saber se você se arriscaria parecer que é um tolo por amor, por seus sonhos, pela aventura de estar vivo. Não me interessa que planetas estão em quadratura com a sua lua. Quero saber se você tocou o centro de sua própria tristeza, se você se tornou mais aberto por causa das traições da vida, ou se tornou murcho e fechado por medo das futuras mágoas.
Quero saber se você pode sentar-se com a dor, minha ou sua, sem se mexer para escondê-la, tentar diminuí-la ou tratá-la. Quero saber se você pode conviver com a alegria, minha ou sua, se você pode dançar loucamente e deixar que o êxtase tome conta de você dos pés à cabeça, sem a cautela de ser cuidadoso, de ser realista ou de lembrar das limitações de ser humano.
Não me interessa se a história que você está contando é verdadeira. Quero saber se você pode desapontar alguém para ser verdadeiro consigo mesmo; se você pode suportar acusações de traição e não trair sua própria alma. Quero saber se você pode ser leal, e portanto, confiável.
Quero saber se você pode ver a beleza mesmo quando o que vê não é bonito, todos os dias, e se você pode buscar a fonte de sua vida em sua presença. Quero saber se você pode conviver com o fracasso, seu e meu, e ainda postar-se à beira de um lago e gritar à lua cheia prateada: “Sim!”.
Não me interessa saber onde mora e quanto dinheiro você tem. Quero saber se você pode levantar depois de uma noite de tristeza e desespero, cansado e machucado até os ossos e fazer o que tem que ser feito para as crianças.
Não me interessa quem você é, como chegou até aqui. Quero saber se você vai se postar no meio do fogo comigo e não vai se encolher.
Não me interessa onde ou o que ou com quem você estudou. Quero saber o que o segura por dentro quando tudo o mais fracassa. Quero saber se você pode ficar só consigo mesmo e se você verdadeiramente gosta da companhia que tem nos momentos vazios.
Por: Oriah Mountain Dreamer

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

NOVOS DIAS


“Este ano vai ser pior...
Pior para quem estiver no nosso caminho."
...
Então que venham os dias.
Um sorriso no rosto e os punhos cerrados que a luta não para.
Um brilho nos olhos que é para rastrear os inimigos (mesmo com medo, enfrente-os!).
É necessário o coração em chamas para manter os sonhos aquecidos. Acenda fogueiras.
Não aceite nada de graça, nada. Até o beijo só é bom quando conquistado.
Escreva poemas, mas se te insultarem, recite palavrões.
Cuidado, o acaso é traiçoeiro e o tempo é cruel, tome as rédeas do teu próprio destino.
Outra coisa, pior que a arrogância é a falsa humildade.
As pessoas boazinhas também são perigosas, sugam energia e não dão nada em troca.
Fique esperto, amar o próximo não é abandonar a si mesmo.
Para alcançar utopias é preciso enfrentar a realidade.
Quer saber quem são os outros? Pergunte quem é você.
Se não ama a tua causa, não alimente o ódio.
Por favor, gentileza gera gentileza. Obrigado!
Os Erros são teus, assuma-os. Os Acertos Também são teus, divida-os.
Ser forte não é apanhar todo dia, nem bater de vez em quando, é perdoar e pedir perdão, sempre.
Tenho más notícias: quando o bicho pegar, você vai estar sozinho. Não cultive multidões.
Qual a tua verdade ? Qual a tua mentira? Teu travesseiro vai te dizer. Prepare-se!
Se quiser realmente saber se está bonito ou bonita, pergunte aos teus inimigos, nesta hora eles serão honestos.
Quando estiver fazendo planos, não esqueça de avisar aos teus pés, são eles que caminham.
Se vai pular sete ondinhas, recomendo que mergulhe de cabeça.
Muito amor, mas raiva é fundamental.
Quando não tiver palavras belas, improvise. Diga a verdade.
As Manhãs de sol são lindas, mas é preciso trabalhar também nos dias de chuva.
Abra os braços. Segure na mão de quem está na frente e puxe a mão de quem estiver atrás.
Não confunda briga com luta. Briga tem hora para acabar, a luta é para uma vida inteira.
O Ano novo tem cara de gente boa, mas não acredite nele. Acredite em você.
Feliz todo dia!

SERGIO VAZ

*do livro "Literatura, pão e poesia" Global Editora

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Discurso do presidente do Uruguai, José Mujica na Assembleia da ONU.


Amigos todos, soy del sur, vengo del sur. Esquina del Atlántico y del Plata, mi país es una penillanura suave, templada, una historia de puertos, cueros, tasajo, lanas y carne. Tuvo décadas púrpuras, de lanzas y caballos, hasta que por fin al arrancar el siglo XX se puso a ser vanguardia en lo social, en el Estado, en la enseñanza. Diría que la socialdemocracia se inventó en el Uruguay.
Durante casi 50 años el mundo nos vio como una especie de Suiza. En realidad, en lo económico fuimos bastardos del imperio británico y cuando este sucumbió vivimos las amargas mieles de términos de intercambio funestos, y quedamos estancados añorando el pasado.
Casi 50 años recordando el Maracaná, nuestra hazaña deportiva. Hoy hemos resurgido en este mundo globalizado tal vez aprendiendo de nuestro dolor. Mi historia personal, la de un muchacho- porque alguna vez fui muchacho- que como otros quiso cambiar su época, su mundo, el sueño de una sociedad libertaria y sin clases. Mis errores son en parte hijos de mi tiempo. Obviamente los asumo, pero hay veces que medito con nostalgia
Obviamente los asumo, pero hay veces que medito con nostalgia
¡quién tuviera la fuerza de cuando éramos capaces de albergar tanta utopía! Sin embargo no miro hacia atrás porque el hoy real nació en las cenizas fértiles del ayer. Por el contrario no vivo para cobrar cuentas o reverberar recuerdos.
Me angustia, y de qué manera, el porvenir que no veré, y por el que me comprometo. Sí, es posible un mundo con una humanidad mejor, pero tal vez hoy la primera tarea sea cuidar la vida.
Pero soy del sur y vengo del sur, a esta asamblea, cargo inequívocamente con los millones de compatriotas pobres, en las ciudades, en los páramos, en las selvas, en las pampas, en los socavones, de la América Latina patria común que se está haciendo.
Cargo con las culturas originales aplastadas, con los restos del colonialismo en Malvinas, con bloqueos inútiles a ese caimán bajo el sol del Caribe que se llama Cuba. Cargo con las consecuencias de la vigilancia electrónica que no hace otra cosa que sembrar desconfianza. Desconfianza que nos envenena inútilmente. Cargo con una gigantesca deuda social, con la necesidad de defender la Amazonia, los mares, nuestros grandes ríos de América.
Cargo con el deber de luchar por patria para todos.
Para que Colombia pueda encontrar el camino de la paz, y cargo con el deber de luchar por tolerancia, la tolerancia se precisa para con aquellos que son distintos, y con los que tenemos diferencias y discrepamos. No se precisa la tolerancia para los que estamos de acuerdo.
La tolerancia es el fundamento de poder convivir en paz, y entendiendo que en el mundo somos diferentes.
El combate a la economía sucia, al narcotráfico, a la estafa, el fraude y la corrupción, plagas contemporáneas, prohijadas por ese antivalor, ese que sostiene que somos felices si nos enriquecemos sea como sea. Hemos sacrificado los viejos dioses inmateriales. Les ocupamos el templo con el dios mercado, que nos organiza la economía, la política, los hábitos, la vida y hasta nos financia en cuotas y tarjetas, la apariencia de felicidad.
Parecería que hemos nacido solo para consumir y consumir, y cuando no podemos cargamos con la frustración, la pobreza, y hasta la autoexclusión.
Lo cierto hoy es que para gastar y enterrar los detritos en eso que se llama la huella de carbono por la ciencia, si aspiraramos en esta humanidad a consumir como un americano medio promedio, sería imprescindible tres planetas para poder vivir.
Es decir nuestra civilización montó un desafío mentiroso y así como vamos, no es posible para todos colmar ese sentido de despilfarro que se le ha dado a la vida. En los hechos se está masificando como una cultura de nuestra época, siempre dirigida por la acumulación y el mercado.
Prometemos una vida de derroche y despilfarro, y en el fondo constituye una cuenta regresiva contra la naturaleza, contra la humanidad como futuro. Civilización contra la sencillez, contra la sobriedad, contra todos los ciclos naturales.
Lo peor: civilización contra la libertad que supone tener tiempo para vivir las relaciones humanas, lo único trascendente, el amor, la amistad, aventura, solidaridad, familia.
Civilización contra tiempo libre no paga, que no se compra, y que nos permite contemplar y escudriñar el escenario de la naturaleza.
Arrasamos la selva, las selvas verdaderas, e implantamos selvas anónimas de cemento. Enfrentamos al sedentarismo con caminadores, al insomnio con pastillas, la soledad con electrónicos, porque somos felices alejados del entorno humano.
Cabe hacerse esta pregunta, huimos de nuestra biología que defiende la vida por la vida misma, como causa superior, y lo suplantamos por el consumismo funcional a la acumulación.
La política, la eterna madre del acontecer humano quedó limitada a la economía y al mercado, de salto en salto la política no puede más que perpetuarse, y como tal delegó el poder y se entretiene, aturdida, luchando por el gobierno. Debocada marcha de historieta humana, comprando y vendiendo todo, e innovando para poder negociar de algún modo, lo que es innegociable. Hay marketing para todo, para los cementerios, los servicios fúnebres, las maternidades, para padres, para madres, pasando por las secretarias, los autos y las vacaciones. Todo, todo es negocio.
Todavía las campañas de marketing caen deliberadamente sobre los niños, y su psicología para influir sobre los mayores y tener hacia el futuro un territorio asegurado. Sobran pruebas de estas tecnologías bastante abominables que a veces, conducen a las frustraciones y más.
El hombrecito promedio de nuestras grandes ciudades, deambula entre las financieras y el tedio rutinario de las oficinas, a veces atemperadas con aire acondicionado. Siempre sueña con las vacaciones y la libertad, siempre sueña con concluir las cuentas, hasta que un día, el corazón se para, y adiós. Habrá otro soldado cubriendo las fauces del mercado, asegurando la acumulación. La crisis se hace impotencia, la impotencia de la política, incapaz de entender que la humanidad no se escapa, ni se escapará del sentimiento de nación. Sentimiento que casi está incrustado en nuestro código genético.
Hoy, es tiempo de empezar a tallar para preparar un mundo sin fronteras. La economía globalizada no tiene más conducción que el interés privado, de muy pocos, y cada estado nacional mira su estabilidad continuista, y hoy la gran tarea para nuestros pueblos, en mi humilde manera de ver, es el todo.
Como si esto fuera poco, el capitalismo productivo, francamente productivo, está medio prisionero en la caja de los grandes bancos. En el fondo son la cúspide del poder mundial. Más claro, creemos que el mundo requiere a gritos reglas globales que respeten los logros de la ciencia, que abunda. Pero no es la ciencia que gobierna el mundo. Se precisan por ejemplo, una larga agenda de definiciones, cuántas horas de trabajo y toda la tierra, cómo convergen las monedas, cómo se financia la lucha global por el agua, y contra los desiertos.
Cómo se recicla y se presiona contra el calentamiento global. Cuáles son los límites de cada gran quehacer humano. Sería imperioso lograr consenso planetario para desatar solidaridad hacia los más oprimidos, castigar impositivamente el despilfarro y la especulación. Movilizar las grandes economías, no para crear descartables, con obsolencia calculada, sino bienes útiles, sin fidelidad, para ayudar a levantar a los pobres del mundo. Bienes útiles contra la pobreza mundial. Mil veces más redituable que hacer guerras. Volcar un neo-keynesianismo útil de escala planetaria para abolir las vergüenzas más flagrantes que tiene este mundo.
Tal vez nuestro mundo necesita menos organismos mundiales, esos que organizan los foros y las conferencias, que le sirven mucho a las cadenas hoteleras y a las compañías aéreas y en el mejor de los casos nadie recoge y lo transforma en decisiones.…
Necesitamos sí mascar mucho lo viejo y eterno de la vida humana junto a la ciencia, esa ciencia que se empeña por la humanidad no para hacerse rico; con ellos, con los hombres de ciencia de la mano, primeros consejeros de la humanidad, establecer acuerdos por el mundo entero. Ni los Estados nacionales grandes, ni las transnacionales y muchos menos el sistema financiero debería gobernar el mundo humano. Sí la alta política entrelazada con la sabiduría científica, allí está la fuente. Esa ciencia que no apetece el lucro pero que mira el porvenir y nos dice cosas que no atendemos. ¿Cuántos años hace que nos dijeron determinadas cosas que no nos dimos por enterados? Creo que hay que convocar la inteligencia al comando de la nave arriba de la tierra, cosas de este estilo y otras que no puedo desarrollar nos parecen imprescindibles, pero requerirían que lo determinante fuera la vida, no la acumulación.
Obviamente, no somos tan ilusos, estas cosas no pasarán, ni otras parecidas. Nos quedan muchos sacrificios inútiles por delante, mucho remendar consecuencias y no enfrentar las causas. Hoy el mundo es incapaz de crear regulación planetaria a la globalización y esto es por el debilitamiento de la alta política, eso que se ocupa de todo. Por último vamos a asistir al refugio de acuerdos más o menos “reclamables”, que van a plantear un mentiroso libre comercio interno, pero que en el fondo van a terminar construyendo parapetos proteccionistas, supranacionales en algunas regiones del planeta. A su vez van a crecer ramas industriales importantes y servicios, todos dedicados a salvar y mejorar al medio ambiente. Así nos vamos a consolar por un tiempo, vamos a estar entretenidos y naturalmente va a continuar como para estar rica la acumulación para regodeo del sistema financiero.
Continuarán las guerras y por tanto los fanatismos hasta que tal vez la misma naturaleza lo llame al orden y haga inviable nuestras civilizaciones. Tal vez nuestra visión es demasiado cruda, sin piedad y vemos al hombre como una criatura única, la única que hay arriba de la tierra capaz de ir contra su propia especie. Vuelvo a repetir, porque algunos llaman la crisis ecológica del planeta, es consecuencia del triunfo avasallante de la ambición humana. Ese es nuestro triunfo, también nuestra derrota, porque tenemos impotencia política de encuadrarnos en una nueva época. Y hemos contribuido a construir y no nos damos cuenta.
¿Por qué digo esto? Son datos nada más. Lo cierto es que la población se cuadriplicó y el PBI creció por lo menos veinte veces en el último siglo. Desde 1990 aproximadamente cada seis años se duplica el comercio mundial. Podíamos seguir anotando datos que establecen la marcha de la globalización. ¿Qué nos está pasando? Entramos en otra época aceleradamente pero con políticos, atavíos culturales, partidos, y jóvenes, todos viejos ante la pavorosa acumulación de cambios que ni siquiera podemos registrar. No podemos manejar la globalización, porque nuestro pensamiento no es global. No sabemos si es una limitante cultural o estamos llegando a los límites biológicos.
Nuestra época es portentosamente revolucionaria como no ha conocido la historia de la humanidad. Pero no tiene conducción consciente, o menos, conducción simplemente instintiva. Mucho menos todavía, conducción política organizada porque ni siquiera hemos tenido filosofía precursora ante la velocidad de los cambios que se acumularon.
La codicia, tanto negativa y tanto motor de la historia, eso que empujó al progreso material técnico y científico, que ha hecho lo que es nuestra época y nuestro tiempo y un fenomenal adelanto en muchos frentes, paradojalmente, esa misma herramienta, la codicia que nos empujó a domesticar la ciencia y transformarla en tecnología nos precipita a un abismo brumoso. A una historia que no conocemos, a una época sin historia y nos estamos quedando sin ojos ni inteligencia colectiva para seguir colonizando y perpetuarnos transformándonos.
Porque si una característica tiene este bichito humano, es que es un conquistador antropológico.
Parece que las cosas toman autonomía y las cosas someten a los hombres. Por un lado u otro, sobran activos para vislumbrar estas cosas y en todo caso, vislumbrar el rumbo. Pero nos resulta imposible colectivizar decisiones globales por ese todo. Más claro, la codicia individual ha triunfado largamente sobre la codicia superior de la especie. Aclaremos, ¿qué es el todo?, esa palabra que utilizamos. Para nosotros es la vida global del sistema tierra incluyendo la vida humana con todos los equilibrios frágiles que hacen posible que nos perpetuemos. Por otro lado, más sencillo, menos opinable y más evidente. En nuestro occidente, particularmente, porque de ahí venimos aunque venimos del Sur, las repúblicas que nacieron para afirmar que los hombres somos iguales, que nadie es más que nadie, que sus gobiernos deberían representar el bien común, la justicia y la equidad. Muchas veces, las repúblicas se deforman y caen en el olvido de la gente corriente, la que anda por las calles, el pueblo común.
No fueron las repúblicas creadas para vegetar encima de la grey, sino por el contrario, son un grito en la historia para hacer funcionales a la vida de los propios pueblos y, por lo tanto, las repúblicas se deben a las mayorías y a luchar por la promoción de las mayorías.
Por lo que fuera, por reminiscencias feudales que están allí en nuestra cultura; por clasismo dominador, tal vez por la cultura consumista que nos rodea a todos, las repúblicas frecuentemente en sus direcciones adoptan un diario vivir que excluye, que pone distancia con el hombre de la calle.
En los hechos, ese hombre de la calle debería ser la causa central de la lucha política en la vida de las repúblicas. Los gobiernos republicanos deberían de parecerse cada vez más a sus respectivos pueblos en la forma de vivir y en la forma de comprometerse con al vida.
El hecho es que cultivamos arcaísmos feudales, cortesanismos consentidos, hacemos diferenciaciones jerárquicas que en el fondo socavan lo mejor que tienen las repúblicas: que nadie es más que nadie. El juego de estos y otros factores nos retienen en la prehistoria. Y hoy es imposible renunciar a la guerra cuando la política fracasa. Así se estrangula la economía, derrochamos recursos.
Oigan bien, queridos amigos: en cada minuto del mundo se gastan dos millones de dólares en presupuestos militares en esta tierra. Dos millones de dólares por minutos en presupuesto militar!! En investigación médica, de todas las enfermedades que ha avanzado enormemente y es una bendición para la promesa de vivir unos años más, esa investigación apenas cubre la quinta parte de la investigación militar.
Este proceso del cual no podemos salir, es ciego. Asegura odio y fanatismo, desconfianza, fuente de nuevas guerras y esto también, derroche de fortunas. Yo se que es muy fácil, poéticamente, autocriticarnos, personalmente. Y creo que sería una inocencia en este mundo plantear que allí existen recursos para ahorrar y gastarlos en otras cosas útiles. Eso sería posible, otra vez, si fuéramos capaces de ejercitar acuerdos mundiales y prevenciones mundiales de políticas planetarias que nos garanticen la paz y que nos den a los más débiles, garantía que no tenemos. Ahí habría enormes recursos para recortar y atender las mayores vergüenzas arriba de la Tierra. Pero basta una pregunta: en esta humanidad, hoy, ¿adonde se iría sin la existencia de esas garantías planetarias? Entonces cada cual hace vela de armas de acuerdo a su magnitud y allí estamos porque no podemos razonar como especie, apenas como individuos.
Las instituciones mundiales, particularmente hoy vegetan a la sombra consentida de las disidencias de las grandes naciones que, obviamente, estas quieren retener su cuota de poder.
Bloquean en los hechos a esta ONU que fue creada con una esperanza y como un sueño de paz para la humanidad. Pero peor aún la desarraigan de la democracia en el sentido planetario porque no somos iguales. No podemos ser iguales en este mundo donde hay más fuertes y más débiles. Por lo tanto es una democracia planetaria herida y está cercenando la historia de un posible acuerdo mundial de paz, militante, combativo y que verdaderamente exista. Y entonces, remendamos enfermedades allí donde hace eclosión y se presenta según le parezca a algunas de las grandes potencias. Lo demás miramos desde lejos. No existimos.
Amigos, yo creo que es muy difícil inventar una fuerza peor que el nacionalismo chauvinista de las granes potencias. La fuerza que es liberadora de los débiles. El nacionalismo tan padre de los procesos de descolonización, formidable hacia los débiles, se transforma en una herramienta opresora en las manos de los fuertes y vaya que en los últimos 200 años hemos tenido ejemplos por todas partes.
La ONU, nuestra ONU languidece, se burocratiza por falta de poder y de autonomía, de reconocimiento y sobre todo de democracia hacia el mundo más débil que constituye la mayoría aplastante del planeta. Pongo un pequeño ejemplo, pequeñito. Nuestro pequeño país tiene en términos absolutos, la mayor cantidad de soldados en misiones de paz de los países de América Latina desparramos en el mundo. Y allí estamos, donde nos piden que estemos. Pero somos pequeños, débiles. Donde se reparten los recursos y se toman las decisiones, no entramos ni para servir el café. En lo más profundo de nuestro corazón, existe un enorme anhelo de ayudar para que le hombre salga de la prehistoria. Yo defino que el hombre mientras viva con clima de guerra, está en la prehistoria, a pesar de los muchos artefactos que pueda construir.
Hasta que el hombre no salga de esa prehistoria y archive la guerra como recurso cuando la política fracasa, esa es la larga marcha y el desafío que tenemos por delante. Y lo decimos con conocimiento de causa. Conocemos las soledades de la guerra. Sin embargo, estos sueños, estos desafíos que están en el horizonte implica luchar por una agenda de acuerdos mundiales que empiecen a gobernar nuestra historia y superar paso a paso, las amenazas a la vida. La especie como tal, debería tener un gobierno para la humanidad que supere el individualismo y bregue por recrear cabezas políticas que acudan al camino de la ciencia y no solo a los intereses inmediatos que nos están gobernando y ahogando.
Paralelamente hay que entender que los indigentes del mundo no son de África o de América Latina, son de la humanidad toda y esta debe como tal, globalizada, propender a empeñarse en su desarrollo, en que puedan vivir con decencia por sí mismos. Los recursos necesarios existen, están en ese depredador despilfarro de nuestra civilización.
Hace pocos días le hicieron ahí, en California, en una agencia de bomberos un homenaje a una bombita eléctrica que hace 100 años que está prendida; ¡100 años que está prendida, amigo! Cuántos millones de dólares nos sacaron del bolsillo haciendo deliberadamente porquerías para que la gente compre, y compre, y compre, y compre.
Pero esta globalización de mirar por todo el planeta y por toda la vida significa un cambio cultural brutal. Es lo que nos está requiriendo la historia. Toda la base material ha cambiado y ha tambaleado, y los hombres, con nuestra cultura, permanecemos como si no hubiera pasado nada y en lugar de gobernar la civilización, esta nos gobierna a nosotros. Hace más de 20 años que discutíamos la humilde tasa Tobi. Imposible aplicarla a nivel del planeta. Todos los bancos del poder financiero se levantan heridos en su propiedad privada y qué sé yo cuántas cosas más. Sin embargo, esto es lo paradojal. Sin embargo, con talento, con trabajo colectivo, con ciencia, el hombre paso a paso es capaz de transformar en verde a los desiertos.
El hombre puede llevar la agricultura al mar. El hombre puede crear vegetales que vivan con agua salada. La fuerza de la humanidad se concentra en lo esencial. Es inconmensurable. Allí están las más portentosas fuentes de energía. ¿Qué sabemos de la fotosíntesis?, casi nada. La energía en el mundo sobra si trabajamos para usarla con ella. Es posible arrancar de cuajo toda la indigencia del planeta. Es posible crear estabilidad y será posible a generaciones venideras, si logran empezar a razonar como especie y no solo como individuo, llevar la vida a la galaxia y seguir con ese sueño conquistador que llevamos en nuestra genética los seres humanos.
Pero para que todos esos sueños sean posibles, necesitamos gobernarnos a nosotros mismos o sucumbiremos porque no somos capaces de estar a la altura de la civilización que en los hechos fuimos desarrollando.
Este es nuestro dilema. No nos entretengamos solos remendando consecuencias. Pensemos en las causas de fondo, en la civilización del despilfarro, en la civilización del use-tire que lo que está tirando es tiempo de vida humana malgastado, derrochando cuestiones inútiles. Piensen que la vida humana es un milagro. Que estamos vivos por milagro y nada vale más que la vida. Y que nuestro deber biológico es por encima de todas las cosas respetar la vida e impulsarla, cuidarla, procrearla y entender que la especie es nuestro nosotros.
Gracias.