Galera

Galera
A maior parte dos seres humanos, por preguiça e comodidade, segue o exemplo da maioria. Pertencer à minoria é tornar-se vulnerável, expor-se à critica. Tomar consciência da normose e de suas causa constitui a verdadeira terapia contemporânea. Trata-se, também, do encontro com a liberdade. Seguir cegamente as normas é tornar-se escravo. Roberto Crema

Esse é nosso lema!!

Esse é nosso lema!!
ESSE É NOSSO LEMA!!!! "A amizade é uma alma que habita vários corpos. Um coração que habita várias almas" Aristóteles

BOAS VINDAS!

Querer mudar o mundo é um desejo saudável e totalmente necessário. " Para ser feliz, o ser humano precisa somente de duas coisas: cultivar sementes de paz em seu coração e ter bons amigos. " - Buddha

Espaço da Galera!!!!!!!!!!!!!!!!!!

As coisas mais simples são os melhores presentes.

Leveza pra conduzir a vida; Beleza, que vai muito além da estética;

Determinação, porque sem ela nada acontece, nada;

Harmonia, paz e alegria sempre.

Silvana Mara dias Souza

sábado, 24 de maio de 2014

Ria e deixe rir!

Saber rir de si mesmo e aproveitar a risada com os amigos são pontos positivos para nós, brasileiros

Para nós, saber rir da vida conta mais do que a aparência física ou o dinheiro
Foto: Hans Neleman
Dar uma boa gargalhada é algo sério entre os brasileiros. Tanto é que virou tema de análise da antropóloga carioca Mirian Goldenberg. Ela está começando a analisar os primeiros questionários da sua pesquisa sobre a importância da risada na cultura brasileira.
O trabalho começou em 2007, quando, ao ser convidada para dar uma conferência na Universidade de Munique, percebeu que o sorriso que estampava no rosto a afastava dos alemães. "Tem povos que não riem, ou que riem de forma contida; já para o brasileiro, levar-se muito a sério é um dado negativo", conclui Mirian. "Então, saber brincar com os problemas, rir de si mesmo e não se preocupar tanto com o que os outros acham tornam-se atrativos. Às vezes mais importante até que a preocupação com o corpo, a aparência ou o dinheiro".

E, aí, entram em cena poderosos aliados nessa gostosa missão: os amigos. Ri melhor quem ri com o outro, quem compartilha a sensação de estar descontraído e de bem com a vida; porque isso indica intimidade e ajuda a manter e a fortalecer as relações.

Então, da próxima vez que alguém começar a gargalhar numa reunião de trabalho, por exemplo, não esquente. O ambiente vai ficar mais leve: afinal, rir não tem contraindicação.
Acesse o site da antropóloga para mais detalhes: miriangoldenberg.com.br.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

22 atitudes simples pra deixar sua mulher mais feliz!


Esqueça a jóia cara, a conta bancada na balada de playboy, o jantar naquele bistrô francês que (se não fosse passar vergonha) adoraria parcelar em três vezes. Os homens que valem a pena de verdade não se contentam em estar com uma mulher que pode ser comprada com um sapato caro ou com uma bolsa da gringa. Isso é muleta pros frouxos, prós covardes, que não conseguem conquistar nada na vida sem a presença do dinheiro. Ganhar com dinheiro é fácil – ganhar pelas atitudes, meu amigo, é o desafio que premia os melhores com as mulheres mais especiais. Por mais que muita mulher deteste assumir, todo ser do sexo feminino ama uma sensibilidade, uma sutileza, uma delicadeza. Ela pode ter amado ganhar aquele livro, mas se, ao abri-lo, se deparar com uma página branca, sem nenhuma palavra escrita por você, o presente perde a metade da graça. Por isso, na coluna de hoje, resolvemos dar uma força para os machos de plantão – aqueles bem intencionados, porém com a sensibilidade digna de um ogro – que estão em busca de uma mulher legal, mas que falham em todas as tentativas. Porque, muito provavelmente você não saiba que a solução para os seus problemas está em atitudes tão simples que podem até parecer ridículas. Fizemos então uma lista com atitudes simples que você pode fazer para deixá-la mais feliz hoje:

1. Esconder alguns post-it com mensagens fofas no meio dos pertences dela, para que ela vá achando-os aos poucos, durante o dia;
2. Pegar ela de surpresa no trabalho e a levar pra tomar um café num lugar gostoso;
3. Entrar no banheiro na hora em que ela estiver tomando banho e começar o sexo ali mesmo;
4. Esperar ela ir se deitar e chegar com um hidratante, dizendo que hoje é o dia de sorte dela, pois ela irá receber aquela massagem dos deuses;
5. Se concentrar pra observar detalhes nela – aqueles que nem você tinha reparado ainda – e elogiá-los;
6. Alugar aquele filme romântico que ela tinha comentado que adoraria assistir e chegar a casa dela com o filme e com um vinho (uma vez na vida não mata, ok?);
7. Deixar um recado escrito no espelho pra ela;
8. Mandar um SMS no meio do dia com uma mensagem sincera pra ela;
9. Comprar uma caixa de chocolates e – dentro – colocar uma cartinha escrita por você;
10. Levar café na cama – mesmo que seja café com leite e pãozinho com requeijão;
11. Um SMS dizendo pra ela se arrumar que você vai passar na casa dela pra fazerem um programa juntos (daí use sua criatividade);
12. Dar de presente um pen drive com músicas que te fazem lembrar-se de vocês;
13. Fazer uma sessão demorada de sexo oral nela e dizer que hoje você não precisa de recompensa;
14. Acordá-la dizendo coisas sinceras no pé do ouvido;
15. Dar pra ela um livro que você já tenha lido e que ache que ela vai gostar – claro, com uma mensagem escrita à mão na contracapa;
16. Chamá-la pra fazer um piquenique no parque num sábado desses de outono;
17. Passar no trabalho dela de surpresa para almoçarem juntos;
18. Se vocês moram junto, fizer faxina na casa ou (pagar alguém pra fazer) e surpreendê-la com a casa limpinha quando ela chegar da rua;
19. Mandar lavar o carro dela;
20. Fazer um jantar pra ela, mesmo que seja simples (não venha com essa de não sei cozinhar – na internet tem milhares de sites com receitas simples. Leia e replique difícil?)
http://www.casalsemvergonha.com.br/2014/05/22/22-atitudes-simples-pra-deixar-sua-mulher-mais-feliz/


sábado, 17 de maio de 2014

Por que aceitamos engolir sapo?

Descubra porque toleramos ou ficamos calados diante de algo que nos desagrada. Afinal, por que aceitamos engolir sapo?


Edição 0107

mulher tapa boca
Ninguém tem a obrigação de ler seus pensamentos se você não se posiciona
Foto: Getty Images
Devemos defender nossas posições com unhas e dentes, sem temer as consequências, ou... engolir sapo? Quem vive engolindo sapos sofre muito: tem dificuldade para dizer não, fica calado ou concorda com o outro em situações polêmicas só para evitar conflitos, ignora os próprios desejos para não gerar mágoas. "A pessoa não expressa seu sentimento e opinião simplesmente por medo da reação negativa de seu interlocutor. Essa atitude tem a ver com a cultura, com crenças que estão no modelo mental guiando nosso comportamento para a passividade em situações em que nos sentimos ameaçados ou com riscos de perdas", explica Vera Martins, especialista em medicina comportamental, diretora da Assertiva Consultores, de São Paulo, e autora do livro "Seja Assertivo!" (editora Campus).

Depois vem aquela sensação de impotência e frustração por não conseguir expressar os sentimentos, por achar que tem sempre alguém determinando o que deve ser feito. E lá ficamos nós, nos sentindo incompreendidos e manipulados, remoendo uma mistura de raiva e culpa enquanto pensamos no que deveríamos ter dito no momento que já passou. Como consequência, nossa autoestima e confiança despencam no mesmo ritmo com que perdemos o respeito dos outros, que passam a não nos levar mais em conta.

Corpo e mente


Se engolir sapos pode ser considerado uma estratégia de proteção precisamos saber que sofreremos consequências deletérias por não defender nossas posições. "A raiva é uma das emoções que as pessoas têm mais dificuldade de manifestar. Muitos enterram a agressividade durante anos e têm pavor do que pode acontecer, caso resolvam desabafar. Acham que qualquer demonstração desse sentimento vai magoar os outros", afirmam Robert Alberti e Michael Emmons no livro "Como se Tornar mais Confiante e Assertivo" (editora Sextante).

Guardar a raiva para si mesmo pode até provocar algumas doenças, como alergias, asma brônquica, dermatites, síndrome do intestino irritável e fibromialgia. No entanto, ainda são poucas as pessoas que percebem essa associação. "Às vezes você sai de uma reunião com uma enorme dor de cabeça, termina um almoço com muita dor de estômago e não percebe que isso está associado ao fato de não ter se posicionado como gostaria. Quando chega em casa, pensa em tudo o que deveria ter falado e não teve coragem naquele momento. E se sente muito mal por isso", diz Denise Gimenez Ramos, psicóloga e professora titular do programa de pós-graduação em Psicologia Clínica da PUC-SP.
sapo
Beije cada sapo que aparecer no caminho e transforme-o em um príncipe
Foto: Reprodução/Vida Simples

Que tal dizer não?


O problema é que quem atura muita coisa calado acaba sendo agressivo em algum momento. Pessoas passivas no trabalho podem ser agressivas em casa, descarregando a raiva nos filhos, na mãe ou no companheiro porque se sentem mais seguras. Mesmo explodindo, acreditam que vão continuar sendo amadas. Quem recebe a agressão deve evitar reagir do mesmo jeito. "Senão vira uma guerra para ver quem humilha mais, quem pode mais. A atitude saudável é apontar para o outro a agressão e não devolver na mesma moeda", diz a psicóloga Denise Ramos.

O responsável é você


Então como deixar para trás o comportamento passivo? Para começar, é preciso autoconhecimento. Também é preciso deixar de sentir culpa. Você não é culpado e sim responsável pelo que acontece em sua vida. Ninguém tem a obrigação de ler seus pensamentos se você não se posiciona. Para ser assertivo é preciso, antes de mais nada, reconhecer que muitos sapos já foram engolidos. Beije cada sapo que aparecer no caminho e transforme-o em um príncipe. Para cada sim dito contra a vontade, diga um não. Para cada desaforo que levar para casa, exponha suas opiniões. Assim, de sapo em sapo, você estará aprendendo a ser assertivo. Não é fácil. Mas certamente é bem menos indigesto.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Ensinamentos..

"Às vezes, quando encontro com velhos amigos, lembro-me de como o tempo passa depressa. E isso faz com que eu me pergunte se utilizamos nosso tempo bem ou não. A utilização adequada do tempo é de extrema importância. Enquanto tivermos esse corpo e especialmente esse assombroso cérebro humano, creio que cada minuto é algo precioso. Nossa existência diária é repleta de esperança, embora não haja nenhuma garantia quanto ao nosso futuro. Não há nenhuma garantia de que amanhã a esta hora estaremos aqui. Mesmo assim, trabalhamos para isso apenas com base na esperança. Portanto, precisamos fazer o melhor uso possível do nosso tempo. Creio que a melhor utilização do tempo é a seguinte: se for possível, servir aos outros, a outros seres sencientes. Se não for possível, pelo menos procurar não prejudicá-los. Creio que esta é toda a base da minha filosofia."

Dalai Lama Brasil

segunda-feira, 14 de abril de 2014

20 MOTIVOS PELOS QUAIS VIAJAR É PRECISO.


Difícil encontrar alguém que não goste de viajar. Independente da modalidade – desde o que só viajam em alguns feriados por ano, até aqueles que adotaram o lifestyle de viajantes  – viajar é definitivamente algo que nos move e que desperta sentimentos únicos.
Por isso, hoje trouxemos uma lista com 20 motivos pelos quais viajar é preciso:
1. Porque sair é, muitas vezes, a melhor forma de nos encontrarmos – por mais irônico que possa parecer.
2. Porque viajar nos faz mais humildes ao nos tirar da bolha e nos mostrar que o mundo é muito maior – e mais complexo – do que insistimos em imaginar.
3. Porque damos muito mais valor quando perdemos, e viajar nos faz realmente agradecer a comida da mãe, os amigos por perto, e a coxinha da padaria da esquina.
4. Porque quando viajamos tudo é novo e, consequemente, referência. É a melhor forma de se inspirar e desenvolver a criatividade enquanto se diverte.
5. Porque viajar nos tira do tédio – um dos grandes causadores da infelicidade (como falamos aqui)
6. Porque viajar nos torna menos preconceituosos. Passamos a entender – e admirar – culturas que antes apenas julgávamos sem conhecer.
 7. Porque viajar é bem mais seguro do que imaginamos. Muitas vezes fantasiamos coisas terríveis que podem acontecer em viagens, mas raríssimas delas acontecem. Viajar pode ser mais seguro do que permanecer onde você está.
8. Porque viagem é a única coisa que compramos e que nos deixa mais ricos.
9. Porque a emoção de estar num lugar que você sempre viu nos livros (e sonhou em estar) nunca vai poder ser descrita em palavras, fotos ou vídeos. Nenhuma tecnologia vai conseguir recriar essa sensação.
10. Porque existem milhões de pessoas interessantes no mundo, e você nunca vai encontrá-las enquanto não sair do seu bairro.
11. Porque não existe delivery de comida para longas distâncias. Da mesma forma que é difícil enviar uma feijoada verdadeira ou um queijo fresco de minas para alguém de outro país provar, as comidas deliciosas do mundo não chegarão na sua porta para você experimentar. Você vai ter que ir até elas.
12. Porque é uma ótima forma de provar que você pode ir muito mais longe do que imagina.
13. Porque não é muito sábio decidir morar a vida inteira em um lugar só sem ter conhecido o resto do mundo.
14. Porque, a cada viagem, é possível criar um novo eu. Naquele lugar, ninguém te conhece, ninguém sabe sua profissão, nem do seu passado. É possível ser quem você quiser, e se reinventar (e melhorar) a cada dia.
15. Porque viajar é uma ótima forma de desenvolver habilidades que nem você sabia que tinha, porque tem que lidar o tempo todo com improviso. Quando estamos na rotina, muitas ações são programadas, nas viagens nunca há como prever o que vai acontecer.
16. Porque você aprende muito mais sobre história do que jamais aprendeu no colégio.
17. Porque viajar faz com que tenhamos várias experiências novas, o que automaticamente desperta curiosidade e a espontaneidade que geralmente bloqueamos no dia-a-dia.
18. Porque viajar nos reconecta com o fluxo do universo, ao nos fazer sentir vivos, vibrantes, curiosos, interessados, surpresos, gratos, humildes, como deveríamos ser em todos os dias de nossas vidas.
19. Porque viajar junto é a melhor forma de conhecer alguém de verdade.
20. “Porque a vida é um livro e quem não viaja lê apenas a primeira página.” (Augustine of Hippo)
por Nômades Digitais

domingo, 6 de abril de 2014

Comer para reunir!

O hábito de comer em conjunto têm vários significados como aproximar laços, conversar e olhar nos olhos

Reportagem: Alessandro Meiguins e Mariana Lacerda - Edição: Lígia Scalise


Texto: Uma das maiores funções da refeição é consolidar o grupo, reforçar os laços sociais
Foto: Cris Berger
Comer junto é um ato que ocorre desde que o homem é homem. A comida é um anúncio de que o convidado é, antes de mais nada, bem-vindo. Alguns estudiosos vão mais longe e defendem que toda a existência humana pode se resumir em dois grandes prazeres: a comida e o sexo. "Comemos para sobreviver e fazemos sexo para que sobreviva a espécie", diz o sociólogo Henrique Carneiro, da Universidade Federal de Ouro Preto, em Minas Gerais, e autor de Comida e Sociedade, Uma História da Alimentação.
Acontece que a comida e o ato de se alimentar, para os homens, não ficaram restritos à sobrevivência. "O alimento é a liga entre várias necessidades: a fome do corpo, a vontade de ter boa companhia, o ato de compartilhar um prazer, além dos significados festivos e religiosos”, diz Rui Murrieta, biólogo do Laboratório de Estudos Evolutivos Humanos da Universidade de São Paulo.
Comer para compartilhar
Uma das maiores funções da refeição coletiva é consolidar o grupo, reforçar os laços sociais. Convidamos alguém para se sentar em nossa mesa porque a queremos por perto. E isso ocorre o tempo todo: aniversário do sobrinho, Natal, casamento do primo, campeonato de futebol e despedidas. Mas pode ser também um café da manhã corrido com o companheiro, mas que não deixa de ser a dois e de significar o compartilhamento de mais um dia.
Em algumas celebrações, o ingrediente principal é a fartura. Comer e beber em quantidade é sinal de vitória e alimenta a esperança de dias melhores. "Desde os romanos, no mundo ocidental, a celebração é farta e envolve muitas pessoas. Distribui-se a comida para que todos sobrevivam juntos e, por isso mesmo, comer pouco é uma ofensa", diz Rui Murrieta.
Há encontros em que a comida representa, ainda, um ingresso para novos círculos sociais, um elo para que alguém se aproxime. Assim nascem amizades, em atos que misturam oferenda e solidariedade. Mas ninguém se senta à mesa, come e vai embora, sem dar um pio. Conversar faz parte da experiência de repartir a comida, afinal nos alimentamos não só do que comemos, mas também ao saborear os afetos e as relações que sabemos existir entre os convivas.
Para além da comida, há ainda um outro marco maior: o olhar nos olhos, o riso e tudo o que envolve o alimento. Tem também a oferta de quem elabora o jantar, "porque é uma maneira de não ser esquecida", diz a jornalista Patrícia Cornils. Tudo isso é o que une as pessoas, desde tempos de Baco e Dionísio, à volta da mesa.

Para saber mais

Livros 
Comida e Sociedade - Uma História da Alimentação, Henrique Carneiro, Campus
História da Alimentação, direção de Jean-Louis Flandrin e Massimo Montanari, Estação Liberdade
História da Alimentação no Brasil, Luís da Câmara Cascudo, Global
Arqueologias Culinárias da Índia,
Fernanda de Camargo-Moro, Record

sábado, 5 de abril de 2014

ORAÇÃO A MIM MESMO.

Que eu me permita
olhar e escutar e sonhar mais.
Falar menos.
Chorar menos.
Ver nos olhos de quem me vê
a admiração que eles me têm
e não a inveja que penso que têm.
Escutar com meus ouvidos atentos
e minha boca estática,
as palavras que se fazem gestos
e os gestos que se fazem palavras.
Permitir sempre
escutar aquilo que eu não tenho
me permitido escutar.
Saber realizar
os sonhos que nascem em mim
e por mim
e comigo morrem por eu não os saber sonhos.
Então, que eu possa viver
os sonhos possíveis
e os impossíveis;
aqueles que morrem
e ressuscitam
a cada novo fruto,
a cada nova flor,
a cada novo calor,
a cada nova geada,
a cada novo dia.
Que eu possa sonhar o ar,
sonhar o mar,
sonhar o amar,
sonhar o amalgamar.
Que eu me permita o silêncio das formas,
dos movimentos,
do impossível,
da imensidão de toda profundeza.
Que eu possa substituir minhas palavras
pelo toque,
pelo sentir,
pelo compreender,
pelo segredo das coisas mais raras,
pela oração mental
(aquela que a alma cria e
que só ela, alma, ouve
e só ela, alma, responde).
Que eu saiba dimensionar o calor,
experimentar a forma,
vislumbrar as curvas,
desenhar as retas,
e aprender o sabor da exuberância
que se mostra
nas pequenas manifestações
da vida.
Que eu saiba reproduzir na alma a imagem
que entra pelos meus olhos
fazendo-me parte suprema da natureza,
criando-me
e recriando-me a cada instante.
Que eu possa chorar menos de tristeza
e mais de contentamentos.
Que meu choro não seja em vão,
que em vão não sejam
minhas dúvidas.
Que eu saiba perder meus caminhos
mas saiba recuperar meus destinos
com dignidade.
Que eu não tenha medo de nada,
principalmente de mim mesmo:
- Que eu não tenha medo de meus medos!
Que eu adormeça
toda vez que for derramar lágrimas inúteis,
e desperte com o coração cheio de esperanças.
Que eu faça de mim um homem sereno
dentro de minha própria turbulência,
sábio dentro de meus limites
pequenos e inexatos,
humilde diante de minhas grandezas
tolas e ingênuas
(que eu me mostre o quanto são pequenas
minhas grandezas
e o quanto é valiosa
minha pequenez).
Que eu me permita ser mãe,
ser pai,
e, se for preciso,
ser órfão.
Permita-me eu ensinar o pouco que sei
e aprender o muito que não sei,
traduzir o que os mestres ensinaram
e compreender a alegria
com que os simples traduzem suas experiências;
respeitar incondicionalmente
o ser;
o ser por si só,
por mais nada que possa ter além de sua essência,
auxiliar a solidão de quem chegou,
render-me ao motivo de quem partiu
e aceitar a saudade de quem ficou.
Que eu possa amar
e ser amado.
Que eu possa amar mesmo sem ser amado,
fazer gentilezas quando recebo carinhos;
fazer carinhos mesmo quando não recebo
gentilezas.
Que eu jamais fique só,
mesmo quando
eu me queira só.
Amém.
(Oswaldo Antônio Begiato)

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Há tempos...

Há tempos... Deixei de me intimidar pelos meus medos, não fujo das minhas angústias e não me frustro com as minhas escolhas aparentemente equivocadas. Quanto à felicidade, abraço-a com todas as minhas forças, seja em momentos fugidios ou intensos. Descobri que intensidade não mata. Se for para cair, quero mais é despencar, feito quem se arremessa ao encontro do próprio destino.

- Lígia Guerra -

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Os encontros alimentam a vida!

Pode-se dizer que a vida se constitui de uma série de encontros. Se cada um olhar para a sua história irá se lembrar de uma quantidade enorme de situações, as quais possibilitaram conhecer alguém que despertou algum interesse.
Encontros acontecem por acaso, via intermediação ou por contingência. Alguns são inesquecíveis; existem os passageiros, os eternos e aqueles que fazemos questão de não recordar. Para mim, independente da duração ou do significado, cada encontro tem a sua importância.
Considero que um encontro é uma oportunidade única de conhecer outra pessoa, de olhar e ouvir alguém que se deixarmos escapar, esse contato jamais se repetirá. Por isso, encontrar é ter coragem de enfrentar o novo e, às vezes, o desconhecido.
Tem encontro que apaixona. Tem encontro que vira amizade. Tem encontro que dá bom negócio. Tem encontro de alegria. Tem encontro em que nasce uma canção. Tem encontro que inspira poesia. Existem também os desencontros, tão válidos quanto os encontros, desde que vistos pelo que eles nos ensinam.
A gente vive de encontrar. Graças às redes sociais, hoje é relativamente fácil agendar encontros e reencontros. Embora  muitos se satisfaçam apenas com encontros virtuais, são nos espaços do mundo real que os olhos se cruzam, as pessoas ficam expostas, as mãos se apertam, os abraços aquecem, os corações disparam, a espontaneidade desabrocha – ou não; as portas se abrem, as luzem se acendem – ou se apagam, as palavras vibram, o vínculos nascem (ou nem começam); os afetos, de sementes passam a flores e o colorido da vida poderá ganhar outras tonalidades ou, no mínimo, diferentes texturas. Por aqui, fico. Até a próxima.
Leno F. Silva escreve semanalmente para Envolverde. É sócio-diretor da LENOorb – Negócios para um mundo em transformação e conselheiro do Museu Afro Brasil. É diretor do IBD – Instituto Brasileiro da Diversidade, membro-fundador da Abraps – Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade, e da Kultafro – rede de empreendedores, artistas e produtores de cultura negra. Foi diretor executivo de sustentabilidade da ANEFAC – Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade. Editou 60 Impressões da Terça, 2003, Editora Porto Calendário e 93 Impressões da Terça, 2005, Editora Peirópolis, livros de crônicas.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Serenidade.

"Serenidade pode ser definida como um estado de alma próximo do ponto de equilíbrio: nem euforia e nem tristeza, nem excitação e nem apatia...
Serenidade é conquista difícil, derivada de grandes avanços subjetivos.
Os mais serenos se desgastam menos e são mais agradáveis no convívio.
Um elemento básico para alcançarmos alguma serenidade consiste em livrarmos das mágoas e ressentimentos que povoam nossa subjetividade.
Nem sempre é fácil reconhecermos os fatos que nos provocam enormes ressentimentos: muitos foram causados por nossos entes mais queridos.
O maior problema é conseguirmos nos livrar das antigas mágoas e ressentimentos: qualquer pequeno avanço nessa rota já trará um grande alívio.
Conseguir esvaziar totalmente nosso "pote de mágoas" talvez seja tarefa impossível.
Porém, penso que é essa a direção que deveríamos seguir".
Flávio Gikovate

sábado, 22 de março de 2014

SOBRE A FELICIDADE.

“A questão da poesia da vida é mais importante do que a da felicidade.”

PUBLICADO EM PEQUENO_PUBLIEDITORIAL POR 
a-edgard-morin132_thumbnail.jpg
Quantos de nós já se perguntou o que é a felicidade e como alcançá-la? Há milhares de pensamentos e teorias a respeito. Alguns mais particulares que outros, mas seja nos livros ou na boca dos boêmios - que recitam a busca da felicidade em notas etílicas - a questão é algo que atormenta a mente e o coração humano há séculos.
15072009204915125961484.jpg
O que é a felicidade? Uma busca, uma jornada? O agora, o futuro, o que já foi? Os momentos, as histórias, a capacidade de sonhar? São lembranças? É prosa? É poesia?
edgar_morin.jpg
Em entrevista ao Fronteiras do Pensamento, o filósofo francês Edgar Morin nos auxilia nesta reflexão, comentando sobre o quão frágil e complexa é a felicidade. Para ele, esta busca contínua é impossível, pois a felicidade depende de uma multiplicidade de condições. O que devemos fazer é favorecer os elementos que permitam uma vida poética, buscando o que nos faz florescer, o que nos faz amar e nos comunicar.
Confira o vídeo aqui: 
https://www.youtube.com/watch?v=Y21B_vFhLbE 
"O verdadeiro problema não é a felicidade - é a questão que faço a mim, porque a felicidade é algo que depende de uma multiplicidade de condições. Eu diria que que o que causa a felicidade é frágil. Por exemplo, se uma pessoa que amamos morre ou vai embora, cai-se da felicidade à infelicidade. Em outras palavras, não se pode sonhar com uma felicidade contínua para a humanidade."
Morin possui currículo e diplomas em incontáveis áreas. Sociólogo, antropólogo, historiador e filósofo, ele é doutor honoris causa em 17 universidades, sendo um dos últimos grandes intelectuais da época de ouro do pensamento francês do século XX. Autor de mais de 60 livros sobre temas que vão do cinema à filosofia, da política à psicologia, e da etnologia à educação, ficou mundialmente conhecido por sua defesa do pensamento complexo.


sexta-feira, 21 de março de 2014

10 COISAS QUE AS PESSOAS ALTAMENTE INTUITIVAS FAZEM.

Imagem

A intuição é um desafio para definir, apesar do enorme papel que desempenha na nossa vida quotidiana. Steve Jobs chamou, por exemplo, “mais poderoso do que o intelecto.” Mas, vamos colocá-la em palavras, todos nós, bem, intuitivamente sabemos exatamente o que é.
Quase todo mundo já experimentou um sentimento de intuição – que o raciocínio inconsciente nos impulsiona a fazer algo sem nos dizer porque ou como. Mas a natureza da intuição há muito tempo nos iludiu, e inspirou séculos de pesquisa e investigação nas áreas de filosofia e psicologia.
“Eu defino a intuição como o saber subtil, sem que tenhas a ideia de porque é que sabes,” Sophy Burnham, autor best-seller  ”A Arte da Intuição”, conta. “É diferente de pensar, é diferente da lógica ou análise … É um saber sem saber.”
Nossa intuição está sempre lá, se estamos conscientes disso ou não.
Aqui estão 10 coisas que as pessoas em contacto com sua intuição fazer de forma diferente.
1-      Eles ouvem aquela voz interior.
“É muito fácil demitir intuição “, diz Burnham . “Mas é um grande presente que precisa ser notado. “
O facto número 1 que distingue as pessoas intuitivas é que elas ouvem , em vez de ignorar, a orientação de suas intuições e sensações internas.
“Todo o mundo está ligado a sua intuição , mas algumas pessoas não prestam atenção a ele como intuição”, diz Burnham . “Eu ainda não encontrei um homem de negócios bem sucedido que não disse, ‘ Eu não sei por que fiz isso , foi apenas um palpite .”
A fim de tornar os nossos melhores decisões , precisamos de um equilíbrio da intuição – que serve para fazer a ponte entre o instinto e a razão – e o pensamento racional , de acordo com Francis Cholle , autor de “A Bússola intuitiva” . Mas a inclinação cultural contra seguir a própria intuição ou instinto muitas vezes leva a desconsiderar os nossos palpites – para o nosso próprio detrimento.
” Nós não temos de rejeitar a lógica científica , a fim de beneficiar do instinto “, diz Cholle . “Nós podemos honrar e invocar todas estas ferramentas , e podemos buscar o equilíbrio . E , buscando esse equilíbrio que vai finalmente trazer todos os recursos do nosso cérebro em acção. “
2-      Tem o seu tempo para a solidão.
Se você quiser entrar em contacto com sua intuição, um pouco de tempo sozinho pode ser a maneira mais eficaz. Assim como a solidão pode ajudar a dar origem ao pensamento criativo, ele também pode nos ajudar a conectar-se a nossa mais profunda sabedoria interior.
As pessoas muitas vezes são intuitivos introvertidos, de acordo com Burnham. Mas se você é um introvertido ou não, a tomada de tempo para a solidão pode ajudá-lo a se envolver em pensamento mais profundo e se voltara ligar com você mesmo.
“Você tem que ser capaz de ter um pouco de solidão, um pouco de silêncio”, diz ela. “No meio da loucura … você não é capaz de reconhecer [intuição] acima de todo o ruído da vida quotidiana.”
3-      Eles criam.
“A criatividade faz o seu melhor trabalho quando funciona de forma intuitiva “, escreve o pesquisador e autor Carla Woolf .
Na verdade, as pessoas criativas são altamente intuitiva , explica Burnham , e assim como você pode aumentar a sua criatividade através da prática, você pode aumentar a sua intuição. Na verdade, a prática pode-se construir o outro.
4-      Eles praticam atenção plena. (Mindfulness)
Meditação e outras práticas mindfulness pode ser uma excelente maneira de tocar na sua intuição. Mindfulness pode ajudar a filtrar a vibração mental , pesar as suas opções objectivamente , entrar em sintonia com a sua intuição e, finalmente, tomar uma decisão que você pode seguro completamente . “
Mindfulness também pode conectá-lo a sua intuição , aumentando a auto- conhecimento. Um estudo publicado em 2013 mostrou que a atenção plena – definido como “prestar atenção à própria experiência actual de uma forma não-julgamento ” – pode ajudar -nos a compreender melhor as nossas próprias personalidades.
5-      Eles observam tudo.
“A primeira coisa a fazer é notar – manter um diário, e perceber quando coisas estranhas acontecem”, diz Burnham. Você vai ganhar um sentido apurado para a frequência com coincidências, conexões surpreendentes e intuições “à la carte” que ocorrem na sua vida diária – em outras palavras, você vai começar a tocar em sua intuição.
6-      Eles ouvem os seus corpos.
Se você já começou a sentir dor de barriga quando você sabia que algo estava errado, mas não conseguia colocar o dedo sobre o que, você entende que intuições pode causar uma sensação física no corpo. Nossos instintos são chamados instintos por uma razão – a pesquisa sugere que a emoção e a intuição são muito enraizadas no “segundo cérebro” dessa sensação.
7-      Eles ligam-se profundamente com outros.
A leitura da mente pode parecer coisa de fantasia e pseudo-ciência, mas na verdade é algo que fazemos todos os dias. É chamado de precisão empática, um termo na psicologia que se refere à “capacidade aparentemente mágica para mapear o terreno mental de alguém de suas palavras, emoções e linguagem corporal”, segundo a revista “Psychology Today.”
“Quando você vê uma aranha subindo a perna de alguém, você sente uma sensação assustadora”, Marcia Reynolds escreve no Psychology Today. ” Da mesma forma, quando você observa alguém chegar a um amigo e eles são empurrados para longe, seu cérebro regista a sensação de rejeição. Quando você assistir a sua equipa ganhar ou um par abraçar na televisão, você sente as suas emoções como se estivesse lá. Emoções como culpa, vergonha, orgulho, vergonha, nojo e desejo tudo pode ser experimentado por ver os outros “.
Sintonizar as suas próprias emoções, e passar o tempo, tanto observar e ouvir os outros cara-a-cara pode ajudar a aumentar o seu poder de empatia, diz Reynolds.
8-      Eles prestam atenção aos seus sonhos.
Burnham recomenda prestar atenção aos seus sonhos como uma forma de entrar em contacto com processos de pensamento inconscientes da sua mente. Tantos os sonhos como a intuição saltam do inconsciente, para que possa começar a explorar esta parte de sua mente, prestando atenção a seus sonhos.
“À noite, quando você está sonhando, você está recebendo informações da parte inconsciente ou intuitiva do seu cérebro”, diz Burnham. “Se você está em sintonia com seus sonhos, você pode obter uma série de informações sobre como viver a sua vida.”
9-      Eles desfrutam muito do tempo livre.
Poucas coisas sufocam a intuição tão facilmente como ocupação constante, conectividade com dispositivos digitais e stress e oburnout. Sempre temos um sentido intuitivo sobre as pessoas em nossas vidas – e num nível profundo, sabemos que os bons dos “bajuladores e dissimulados” – mas nem sempre estamos acordados o suficiente com a nossa intuição para reconhecer a diferença para nós mesmos. O problema é que nós estamos simplesmente muito ocupados.
10-   Eles libertam-se das emoções negativas.
Emoções fortes – especialmente as negativas – pode ofuscar a nossa intuição. Muitos de nós sabemos que nos sentimos fora das sortes ou “não a nós mesmos” quando está chateado, e isso pode ser porque estamos desligados da nossa intuição.
“Quando você está muito deprimido, você pode encontrar a sua intuição a falhar”, diz Burnham. ” Quando você está com raiva ou em um estado emocional elevado … sua intuição [pode] falhar completamente.”
A evidência não é apenas anedótico: Um estudo de 2013 publicado na revista “Psychological Science” mostrou que estar em um estado de espírito positivo impulsionou a capacidade de fazer julgamentos intuitivos em um jogo de palavras.
Isso não quer dizer que as pessoas intuitivas nunca ficam chateadas – mas sua intuição se sairá melhor se você é capaz de aceitar conscientemente e deixar ir de emoções negativas na maioria das vezes, em vez de suprimir ou deter sobre eles.
Fonte: Sophy Burnham

segunda-feira, 17 de março de 2014

5 MENTIRAS QUE DEVEMOS PARAR DE CONTAR PARA NÓS MESMOS.

Logo que eu comecei a trabalhar em agência de propaganda eu via um certo glamour em estar sempre ocupada, abraçar mais de dez projetos ao mesmo tempo, passar horas em reuniões intermináveis e trabalhar até de madrugada. O que o tempo me mostrou é que, na verdade, eu tinha a necessidade de me sentir importante e competente e todas essas atividades me faziam sentir dessa forma. Quando você identifica a sua necessidade primária, fica mais fácil entender o você precisa mudar em vez de simplesmente aceitar que é assim que deve ser.
Quando eu percebi que para me sentir importante e competente eu só precisava fazer meu trabalho muito bem feito, eu passei a controlar o tempo das reuniões, a dizer não para projetos que não faziam sentido ou que eu não conseguiria fazer com a mesma qualidade por estar cuidado de outras coisas e, raramente, ficava até depois das oito e meia trabalhando.
Mas, não é fácil reconhecer ou admitir qual é o problema e qual é a verdadeira necessidade por trás de alguns dos nossos comportamentos. Por isso, é inevitável começarmos a encontrar desculpas para justificar o motivo pelo qual a nossa vida é do jeito que é.
Um filme que eu amo e relata isso muito bem é “O Diabo Veste Prada”. A frase preferida da personagem principal, a Andy, é: “Eu não tive escolha.”, sempre que tenta explicar para todo mundo o por quê dela aceitar os absurdos vindo da chefe.
A grande verdade é que sim, sempre temos escolha. O que acontece é que nem sempre estamos dispostos a lidar com as consequências e por isso criamos mecanismos de defesa para nos auto-proteger. Aqui vão algumas das mentiras que eu costumava contar a mim mesma até que decidi mudar:

1. Se eu tivesse mais tempo eu faria “isso”.

Como “isso” entenda qualquer coisa que você não faça por falta de tempo. Pode ser um curso de línguas, exercícios físicos, sair mais com os amigos, ler um livro, fazer caridade, não importa. Falta de tempo (e o trânsito) virou a desculpa universal para justificar o fato de que não somos disciplinados quando o assunto é gerenciar as 24 horas do nosso dia. Uma coisa que eu aprendi é que quando você REALMENTE quer fazer uma coisa, você arruma tempo, por mais ocupado que você seja.
A questão aqui é que, ou você quer muito uma coisa, ou você não quer tanto assim e o tempo não pode ser a desculpa por você não fazer.
Eu sempre quis ter um corpo sarado (#quemnunca). Toda vez que aparecia uma nova musa-com-o-corpo-mais-perfeito eu ficava me sentindo mal e pensando que eu devia me dedicar mais na academia. Mas sabe qual é a verdade? Eu gosto da ideia de ter um corpo sarado, mas eu nunca quis acordar as seis da manhã e ir à academia sete dias por semana, nem tomar shakes de Whey no café da manhã, nem comer batata doce no almoço ou claras de ovos no jantar. E esse era o meu problema, mas eu sempre tentei me convencer de que eu não era sarada porque eu não tinha tempo.
Aí você pode me dizer, “Mas Fê, eu juro que eu não tenho tempo para nada, minha vida é trabalhar.”
Eu acredito em você, mesmo! Só que ser ocupadíssimo também é uma escolha. Nós investimos nosso tempo naquilo que é importante para nós, por isso, se você está trabalhando  oitenta horas por semana, é porque tem alguma coisa que você queira mais do que tudo e que vai ser resultado desse tempo investido no trabalho. E assim, você está deixando de fazer outras coisas que no fundo não devem ser tão importantes assim.

2. Se eu tivesse mais dinheiro eu poderia fazer “isso”.

O dinheiro sempre foi a maior desculpa para tudo na minha vida. “Não faço exercícios porque não tenho dinheiro para academia. Não falo inglês porque não tenho dinheiro para pagar um professor particular. Não mudo da casa dos meus pais porque não tenho dinheiro para pagar aluguel”. Um monte de bobagem. É claro que muita gente realmente tem um orçamento apertado. Acredite, eu já fui essa pessoa um dia. Quando pagava a minha faculdade, eu almoçava marmita para poder vender o vale refeição e muitas vezes só o que tinha na minha carteira por semanas era o vale transporte.
E justamente por ter alguma experiência sobre o que era ter uma conta eternamente negativa que eu te digo que dinheiro não é desculpa para não fazermos as coisas.
Usamos a falta de dinheiro para nos convencer de que nossa vida não é incrível porque vivemos numa sociedade injusta e desigual onde os ricos podem tudo e os pobres não podem nada. Mas eu vou te dizer uma coisa, quer fazer exercícios? Todos os parques são gratuitos. Quer estudar uma língua? Hoje é possível fazer isso de graça na internet através de sites como o Duolingo. Quer viajar? Existem sites como o Couchsurfing em que as pessoas deixam você dormir na casa delas sem ter de pagar nada por isso.
É claro que estes são alguns pequenos exemplos, mas são coisas das quais eu mais ouço as pessoas reclamando de que não podem fazer sem dinheiro. Além disso, quando prestamos mais atenção em como gastamos nosso dinheiro, fica mais fácil de fazer com que ele não desapareça.

3. Se “isso” acontecesse, minha vida seria perfeita.

Aqui o “isso” pode ser comprar uma casa, arrumar um namorado, ter um filho, ser promovido no emprego. O nosso grande problema é que o “isso”, nesse caso, nunca será suficiente. É a lei da vida. O ser humano nunca está totalmente satisfeito com o que ele tem e está sempre querendo algo mais para ser feliz. Parece que é essa coisinha que falta que nos impede de ter uma vida completa.
O problema é que, quando estamos sempre olhando para o que está por vir, deixamos de aproveitar e agradecer pelo que temos hoje. Mas eu não vou te dar o conselho óbvio da auto-ajuda que é viva o presente e agradeça pelo que você tem hoje. Minha dica é: use essa necessidade que é inerente ao ser humano de sempre querer o que não tem como motivação, e não como a razão pela qual você não é feliz. Aprecie o desafio de correr atrás desse objetivo e deixe que isso te faça feliz e não que a falta “disso” te faça infeliz.

4. Eu mudaria “isso” na minha vida, se não fosse “aquilo”.

Até pouco tempo atrás eu ainda morava com a minha mãe. Como ela morava na Zona Leste e eu trabalhava na Zona Sul, você que conhece São Paulo pode imaginar o inferno que era a minha vida no transito todos os dias. Depois que o meu pai morreu, eu passei a ajudar financeiramente em casa e conforme fui ficando mais velha, todas as vezes que alguém me perguntava porque raios eu ainda morava na Zona Leste minha primeira resposta era: “Eu adoraria mudar, mas eu ajudo a minha mãe e ela precisa de mim”. Na minha cabeça isso não era uma desculpa, era a verdade.
Quando eu finalmente decidi mudar e ir morar com o meu namorado, eu percebi que eu estava usando o fato de que eu ajudava a minha mãe financeiramente para mascarar o real motivo pelo qual eu nunca me mudei. No fundo, eu não sou uma pessoa que gosta de ficar sozinha. Eu gosto de chegar em casa e ter com quem conversar. Ao mesmo tempo, depois de uma certa idade não fazia tanto sentido para mim dividir apartamento com amigas. Além disso, se eu tivesse de pagar aluguel ou um financiamento imobiliário eu não teria feito nem metade das viagens que eu fiz e que só consegui pelo fato de morar com a minha mãe. Não podemos deixar que filhos, gato, cachorro, dívidas, emprego, mãe ou pai doente sejam desculpas para aliviar o fato de que não temos coragem para tomar algumas atitudes e lidar com as consequências que elas trarão para as nossas vidas.

5. Eu não vivo sem “isso”.

Na maioria dos casos, sim, você vive.
Parece uma bobagem, mas quando decidi que ia passar um tempo viajando algumas coisas ridículas começaram a me preocupar. Por exemplo, eu tenho alergia a lâmina de barbear, por isso sempre tive de fazer depilação. Como eu iria viver sem fazer depilação? Pois é, estou viva e não estou nem peluda, nem perebenta.
Se tem uma coisa que eu aprendi nesse pequeno período em que eu estou viajando é que para tudo existe um jeito e que nós somos completamente adaptáveis. Não existe nada que você não vá se acostumar a viver sem, desde coisas até pessoas. Certamente podemos passar por um período de nostalgia ou saudade, mas depois de um tempo a vida se ajeita e de alguma forma compensa aquela falta.
O que nos faz ter a sensação de que “isso” é tão importante para a nossa vida ao ponto de não conseguirmos viver sem é que, muitas vezes, colocamos em coisas ou pessoas a responsabilidade da nossa felicidade.
A grande verdade é que nossa vida é feita de uma enorme lista de boas intenções que resultam algumas vezes em tentativas e muitas vezes erros. A boa notícia é que se você acordar amanhã, existe uma nova chance de tentar mais uma vez.
por Nômades Digitais

domingo, 16 de março de 2014

Apure sua capacidade de sentir os perfumes da vida.

Aromas detonam lembranças, imagens e emoções. Ao estimular a capacidade de sentir cheiros, você aumenta sua saúde. E também seu prazer.


balas jujubas
A capacidade de perceber a multiplicidade dos cheiros está relacionada com a possibilidade de viver mais intensamente.
Foto: Reprodução Revista VIDA SIMPLES
Quando chegavam as dez horas da noite, tio Alfredo convocava as crianças para uma curiosa excursão: sentir o cheiro da maresia. Segundo seus preciosos conhecimentos olfativos, aquela era a hora ideal para sentir a maresia pegando. Isto é, o momento em que ela se tornava intensa, penetrante e pronta para ser saboreada por todos nós.
Sentadinhos em um dos bancos da praia de Copacabana, todos se uniam num respeitoso silêncio à espera daquele cheiro inconfundível, que tomava conta do nosso olfato. Um registro que, tenho certeza, se tornou indelével na memória de todas aquelas crianças.

Com esse singelo passeio de férias, meu tio me ensinou que a vida tem cheiro.

Existe um argumento imbatível para você se abrir para os aromas: a capacidade de perceber a multiplicidade dos cheiros está relacionada com a possibilidade de viver mais intensamente, seja para estimular o prazer do instante (o momento presente), o despertar da memória emocional (o passado) ou abrir um maior leque com relação às escolhas da vida (o futuro).

Quer saber como? É só acompanhar as histórias dos personagens nas próximas páginas.

Quando pequeno, Eurico Mazzini esperava o momento em que as flores da uva cobrissem as colinas de Vinhedo, região de tradição vinícola perto de São Paulo. Sentia com prazer seu perfume adocicado, muitas vezes temperado pelo cheiro de terra molhada e de chuva. Percebia como esse aroma alcançava notas penetrantes logo de manhã e como sua intensidade variava ao longo do dia. Claro, essa percepção apurada ele só é capaz de identificar hoje, como perfumista que é da Casa de Fragrâncias Firmenich, multinacional que desenvolve alguns dos melhores perfumes do mundo.
Se Eurico não tivesse se especializado nessa área, talvez não percebesse a amplitude dos registros olfativos já presentes em sua memória. Seria como a maioria de nós, que não temos idéia da quantidade de cheiros arquivados em nosso cérebro - ele pode registrar mais de dez mil classificações olfativas diferentes.
Que perfume impressionaria um homem assim, capaz de fazê-lo voltar a cabeça para ver a mulher que o estivesse usando? "Opium", afirma Eurico. Por ser marcante? A resposta surpreende. "Também. Mas é mais porque tinha uma namorada, por quem eu era muito apaixonado, que o usava." Pois é. Nada melhor do que uma boa associação.

O cheiro da memória

Essa curiosa característica, que relaciona os aromas a imagens e emoções do passado, tem sua razão de ser: a classificação dos cheiros é feita no sistema límbico, responsável também pelo deflagrar das emoções e pelos registros da memória.

Um dos maiores escritores do século 19, o francês Marcel Proust descreveu com maestria o que ocorre no cérebro a partir de um cheiro ou de um sabor. Proust percebeu que o gosto de baunilha de uma única madeleine (bolinho fofo que acompanha o chá) era capaz de detonar uma profusão de imagens e sentimentos vindos do passado.

Escreveu ele ao experimentar sua madeleine:" De onde vinha esse prazer poderoso? Todas as flores de nosso jardim e as do parque de Swann, e as ninfas do rio Vivonne, e a gente simples da aldeia com suas casinhas, e toda a cidade de Combray e seus arredores, tudo aquilo que toma corpo e se torna sólido saiu, de minha xícara de chá." Hoje a ciência sabe que o gosto é formado muito mais pelos aromas (mais de 70%) do que pelo paladar. Portanto, foi basicamente o aroma de baunilha que detonou as imagens de infância que desfilaram diante de Proust.

Mais prazer, mais amor

Se Proust nos revela que os aromas nos fazem lembrar do passado, se lojas e spas nos mostram que eles influenciam nossas escolhas futuras, o amor e o sexo dizem que as fragrâncias são indispensáveis no momento presente.

A perfumista Mandy Aftel é uma das especialistas nesse assunto. No seu livro, Essências e Alquimia, ela descreve longamente como os odores animais e a suposta capacidade afrodisíaca de certas plantas provocam nossa libido. São justamente as substâncias mais caras e as quem têm o cheiro mais surpreendente quando inaladas sozinhas: de curral, urina, suor. Essas substâncias são adicionadas a um perfume com muita parcimônia, mas são absolutamente essenciais. "A verdadeira mensagem de um perfume não está nas manchetes, mas sim nas letras bem pequenininhas", diz, com bom humor, o zoólogo Michel Stoddart, pioneiro da biologia olfativa.

O aprendizado com os aromas pode se iniciar com essa simples sabedoria: o momento presente pode se tornar muito mais vivo, até mais apimentado, com a ajuda dos aromas. Que tal então tentar identificar com mais precisão os perfumes e cheiros que chegam nesse exato momento até o seu nariz?