Galera
A maior parte dos seres humanos, por preguiça e comodidade, segue o exemplo da maioria. Pertencer à minoria é tornar-se vulnerável, expor-se à critica. Tomar consciência da normose e de suas causa constitui a verdadeira terapia contemporânea. Trata-se, também, do encontro com a liberdade. Seguir cegamente as normas é tornar-se escravo. Roberto Crema
Esse é nosso lema!!
ESSE É NOSSO LEMA!!!! "A amizade é uma alma que habita vários corpos. Um coração que habita várias almas" Aristóteles
BOAS VINDAS!
Querer mudar o mundo é um desejo saudável e totalmente necessário. " Para ser feliz, o ser humano precisa somente de duas coisas: cultivar sementes de paz em seu coração e ter bons amigos. " - Buddha
Espaço da Galera!!!!!!!!!!!!!!!!!!
As coisas mais simples são os melhores presentes.
Leveza pra conduzir a vida; Beleza, que vai muito além da estética;
Determinação, porque sem ela nada acontece, nada;
Harmonia, paz e alegria sempre.
Silvana Mara dias Souza
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
domingo, 8 de setembro de 2013
Ainda sonhamos............
Ainda sonhamos
Com um tempo novo
Em que nossas mais puras aspirações
Surjam de algo mais que palavras encadeadas
Com musicalidade e poucas pausas...
Ainda sonhamos
Com um lugar
Em que nossos olhos possam sorrir
As mãos possam tocar sem ferir
Com serenidade a toda hora
Ainda buscamos
O melhor de nós em todo lugar
Esquecemos que o céu começa dentro
Esquecemos que o céu é todo momento
Como se pudesse ser de outro lugar
Como se pudesse ser de outro jeito
Ainda buscamos
Tesouros e diamantes em potes no arco-íris
Transcendências, remissões e redenção
Quando o que sempre falta é perdão
Quando o que sempre barramos é a doação
Ainda sonhamos
Ainda buscamos
Sem sentir que a chama arde em nós
O tesouro, o diamante está em ser
E a beleza é simples
Como é simples sorrir e abraçar
Como é simples deixar fluir
O melhor de nós mesmos
Sem segredos, sem mistérios
Sem complexas práticas e rituais
Somos sementes da eternidade.
(Marcos AD Pereira)
Ainda sonhamos
Com um tempo novo
Em que nossas mais puras aspirações
Surjam de algo mais que palavras encadeadas
Com musicalidade e poucas pausas...
Ainda sonhamos
Com um lugar
Em que nossos olhos possam sorrir
As mãos possam tocar sem ferir
Com serenidade a toda hora
Ainda buscamos
O melhor de nós em todo lugar
Esquecemos que o céu começa dentro
Esquecemos que o céu é todo momento
Como se pudesse ser de outro lugar
Como se pudesse ser de outro jeito
Ainda buscamos
Tesouros e diamantes em potes no arco-íris
Transcendências, remissões e redenção
Quando o que sempre falta é perdão
Quando o que sempre barramos é a doação
Ainda sonhamos
Ainda buscamos
Sem sentir que a chama arde em nós
O tesouro, o diamante está em ser
E a beleza é simples
Como é simples sorrir e abraçar
Como é simples deixar fluir
O melhor de nós mesmos
Sem segredos, sem mistérios
Sem complexas práticas e rituais
Somos sementes da eternidade.
(Marcos AD Pereira)
Com um tempo novo
Em que nossas mais puras aspirações
Surjam de algo mais que palavras encadeadas
Com musicalidade e poucas pausas...
Ainda sonhamos
Com um lugar
Em que nossos olhos possam sorrir
As mãos possam tocar sem ferir
Com serenidade a toda hora
Ainda buscamos
O melhor de nós em todo lugar
Esquecemos que o céu começa dentro
Esquecemos que o céu é todo momento
Como se pudesse ser de outro lugar
Como se pudesse ser de outro jeito
Ainda buscamos
Tesouros e diamantes em potes no arco-íris
Transcendências, remissões e redenção
Quando o que sempre falta é perdão
Quando o que sempre barramos é a doação
Ainda sonhamos
Ainda buscamos
Sem sentir que a chama arde em nós
O tesouro, o diamante está em ser
E a beleza é simples
Como é simples sorrir e abraçar
Como é simples deixar fluir
O melhor de nós mesmos
Sem segredos, sem mistérios
Sem complexas práticas e rituais
Somos sementes da eternidade.
(Marcos AD Pereira)
sábado, 7 de setembro de 2013
O tempo.............
"O tempo passa com uma rapidez absurda e deixa todos os tipos de marcas em nós.
Uma linha de expressão ao redor dos olhos pode parecer “o fim” em um
primeiro momento, mas sei que nela estão contidas histórias que um livro
todo não poderia contar.
O tempo muda nosso corpo, nosso rosto, nosso jeito de ver a vida.
E no final das contas de que importa um quilinho a mais ou uma ruguinha nova se minha alma está mais em forma do que nunca!"
Fernanda Gaona
Uma linha de expressão ao redor dos olhos pode parecer “o fim” em um primeiro momento, mas sei que nela estão contidas histórias que um livro todo não poderia contar.
O tempo muda nosso corpo, nosso rosto, nosso jeito de ver a vida.
E no final das contas de que importa um quilinho a mais ou uma ruguinha nova se minha alma está mais em forma do que nunca!"
Fernanda Gaona
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Rostro de vos
Rostro de vos
tan concurrida
tan llena de nostalgias
y de rostros de vos
de adioses hace tiempo
y besos bienvenidos
de primeras de cambio
y de último vagón.
Tengo una soledad
tan concurrida
que puedo organizarla
como una procesión
por colores
tamaños
y promesas
por época
por tacto y por sabor.
Sin un temblor de más,
me abrazo a tus ausencias
que asisten y me asisten
con mi rostro de vos.
Estoy lleno de sombras
de noches y deseos
de risas y de alguna maldición.
Mis huéspedes concurren,
concurren como sueños
con sus rencores nuevos
su falta de candor.
Yo les pongo una escoba
tras la puerta
porque quiero estar solo
con mi rostro de vos.
Pero el rostro de vos
mira a otra parte
con sus ojos de amor
que ya no aman
como víveres
que buscan a su hambre
miran y miran
y apagan la jornada.
Las paredes se van
queda la noche
las nostalgias se van
no queda nada.
Ya mi rostro de vos
cierra los ojos.
Y es una soledad
tan desolada.
Mario Benedetti
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Bem assim mesmo!
"Sem pesos desnecessários é que se fazem os recomeços.
Quero dançar pela vida de mãos dadas com quem saiba perdoar.
Com quem saiba abraçar.
Com quem saiba se colocar no lugar do outro.
E acima de tudo com quem saiba sorrir.
Com quem saiba me fazer sorrir..."
Virgínia Mello
Quero dançar pela vida de mãos dadas com quem saiba perdoar.
Com quem saiba abraçar.
Com quem saiba se colocar no lugar do outro.
E acima de tudo com quem saiba sorrir.
Com quem saiba me fazer sorrir..."
Virgínia Mello
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
LA FUERZA DEL DESEO
Uno tiene la sensación de que vivimos en un mundo donde, cada vez más, se quieren resultados inmediatos, placeres inmediatos, donde la paciencia o la postergación del placer van a menos. Todo debe ser fácil de obtener, todo tiene que ser ya.
Saber postergar la gratificación, sabernos frenar a tiempo, ser pacientes, poner voluntad no es una tarea menor.
Fue el profesor Walter Mischel, un prestigioso psicólogo social que actualmente es catedrático de la Universidad de Columbia en Estados Unidos, quien a finales de los años 60 y principios de los 70 llevó a cabo diferentes experimentos con niños en los que quería observar si había diferencias entre aquellos niños que no eran capaces de postergar el placer y aquellos que sí. Los primeros experimentos los hizo precisamente en la guardería a la que iban sus hijas.
El experimento era muy simple: se ofrecía a los niños una apetitosa y blandita nube (marshmallow, en inglés), esas golosinas suaves al tacto, esponjosas y dulces que tanto les gustan, en general. El reto no era menor: se le dejaba la golosina frente a sí, sentado y se le decía que si era capaz de resistir sin comérsela hasta el regreso del profesor, un cuarto de hora después, recibiría otra golosina exactamente igual. Luego, “si te la comes ahora, no tienes otra; pero si esperas unos minutos a solas con la golosina delante de ti y sin comértela, te ganarás otra”. El resultado: más de la mitad de los niños cayeron en la tentación y acabaron comiéndose el dulce en menos de tres minutos, un 15% la lamió, pellizco, tocó, y apenas el 30% superó la prueba.
Pero aquí no acababa el experimento. El profesor Mischel decidió seguir la vida de esos niños durante veinte años, y descubrió que quienes habían caído en la tentación de comerse la nube rápidamente presentaban más dificultades emocionales y de autocontrol en el futuro. Les era más difícil manejar la presión, controlar el estrés, les era más complicado también gestionar sus relaciones y había otros indicadores, como por ejemplo, que aquellos que se habían controlado y ganado la segunda nube obtenían 200 puntos más que la media en el SAT, el test que se utiliza en las universidades norteamericanas para sus admisiones.
El test fue emulado por diferentes universidades con el paso de los años, con resultados similares, hasta que un nuevo estudio realizado por la Universidad de Rochester mostró una nueva lectura de las conclusiones. En él, se observó que los niños tienden a tener más autocontrol y a no zamparse la golosina en la medida que los investigadores que les muestran la nube y les cuentan de qué va el experimento les inspiren confianza. A mayor confianza con el investigador, más posibilidades hay de que el niño aguante. Es lógico. Si alguien te promete que si te portas bien luego tendrás más de lo que deseas, y ese alguien es amable, cariñoso, se hace creíble, y sientes que de verdad cumplirá lo que te promete (que te dará otra si no te comes ésta ahora mismo), confías en él más, y por lo tanto, esperas más tranquilamente.
Sea como sea, tanto las conclusiones del profesor Mischel como las de la Universidad de Rochester son de sentido común. El experimento de la nube es un clásico que nos hace ver que, obviamente, quien sabe esperar y postergar el placer tiene más autocontrol y por lo tanto actúa más desde la cabeza que desde el estómago. Y por otro lado, si quien te ofrece algo es de confianza, te fías más de él y eres más paciente.
Quería mostraros este vídeo donde se reproduce el experimento. Es muy divertido ver cómo estos pequeños se las apañan, algunos para aguantar, mientras que otros no pueden esperar y le pegan lametón o pellizco a la nube, o simplemente se la zampan en un pis-pás. Y es que las tentaciones tienen lo suyo, ¿o no?
Besos y abrazos,
http://vimeo.com/5239013#
Álex Rovira...
sábado, 24 de agosto de 2013
O pior analfabeto é o analfabeto midiático
“Ele imagina que tudo pode ser compreendido sem o mínimo esforço intelectual”. Reflexões do jornalista Celso Vicenzi em torno de poema de Brecht, no século 21
Celso Vicenzi, no Outras Palavras
Ele ouve e assimila sem questionar, fala e repete o que ouviu, não participa dos acontecimentos políticos, aliás, abomina a política, mas usa as redes sociais com ganas e ânsias de quem veio para justiçar o mundo. Prega ideias preconceituosas e discriminatórias, e interpreta os fatos com a ingenuidade de quem não sabe quem o manipula. Nas passeatas e na internet, pede liberdade de expressão, mas censura e ataca quem defende bandeiras políticas. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. E que elas – na era da informação instantânea de massa – são muito influenciadas pela manipulação midiática dos fatos.
Não vê a pressão de jornalistas e colunistas na mídia impressa, em emissoras de rádio e tevê – que também estão presentes na internet – a anunciar catástrofes diárias na contramão do que apontam as estatísticas mais confiáveis. Avanços significativos são desprezados e pequenos deslizes são tratados como se fossem enormes escândalos. O objetivo é desestabilizar e impedir que políticas públicas de sucesso possam ameaçar os lucros da iniciativa privada. O mesmo tratamento não se aplica a determinados partidos políticos e a corruptos que ajudam a manter a enorme desigualdade social no país.
Questões iguais ou semelhantes são tratadas de forma distinta pela mídia. Aula prática: prestar atenção como a mídia conduz o noticiário sobre o escabroso caso que veio à tona com as informações da alemã Siemens. Não houve nenhuma indignação dos principais colunistas, nenhum editorial contundente. A principal emissora de TV do país calou-se por duas semanas após matéria de capa da revista IstoÉ denunciando o esquema de superfaturar trens e metrôs em 30%.
O analfabeto midiático gosta de criticar os políticos corruptos e não entende que eles são uma extensão do capital, tão necessários para aumentar fortunas e concentrar a renda. Por isso recebem todo o apoio financeiro para serem eleitos. E, depois, contribuem para drenar o dinheiro do Estado para uma parcela da iniciativa privada e para os bolsos de uma elite que se especializou em roubar o dinheiro público. Assim, por vias tortas, só sabe enxergar o político corrupto sem nunca identificar o empresário corruptor, o detentor do grande capital, que aprisiona os governos, com a enorme contribuição da mídia, para adotar políticas que privilegiam os mais ricos e mantenham à margem as populações mais pobres. Em resumo: destroem a democracia.O analfabeto midiático é tão burro que se orgulha e estufa o peito para dizer que viu/ouviu a informação no Jornal Nacional e leu na Veja, por exemplo. Ele não entende como é produzida cada notícia: como se escolhem as pautas e as fontes, sabendo antecipadamente como cada uma delas vai se pronunciar. Não desconfia que, em muitas tevês, revistas e jornais, a notícia já sai quase pronta da redação, bastando ouvir as pessoas que vão confirmar o que o jornalista, o editor e, principalmente, o “dono da voz” (obrigado, Chico Buarque!) quer como a verdade dos fatos. Para isso as notícias se apoiam, às vezes, em fotos e imagens. Dizem que “uma foto vale mais que mil palavras”. Não é tão simples (Millôr, ironicamente, contra-argumentou: “então diga isto com uma imagem”). Fotos e imagens também são construções, a partir de um determinado olhar. Também as imagens podem ser manipuladas e editadas “ao gosto do freguês”. Há uma infinidade de exemplos. Usaram-se imagens para provar que o Iraque possuía depósitos de armas químicas que nunca foram encontrados. A irresponsabilidade e a falta de independência da mídia norte-americana ajudaram a convencer a opinião pública, e mais uma guerra com milhares de inocentes mortos foi deflagrada.O analfabeto midiático não percebe que o enfoque pode ser uma escolha construída para chegar a conclusões que seriam diferentes se outras fontes fossem contatadas ou os jornalistas narrassem os fatos de outro ponto de vista. O analfabeto midiático imagina que tudo pode ser compreendido sem o mínimo de esforço intelectual. Não se apoia na filosofia, na sociologia, na história, na antropologia, nas ciências política e econômica – para não estender demais os campos do conhecimento – para compreender minimamente a complexidade dos fatos. Sua mente não absorve tanta informação e ele prefere acreditar em “especialistas” e veículos de comunicação comprometidos com interesses de poderosos grupos políticos e econômicos. Lê pouquíssimo, geralmente “best-sellers” e livros de autoajuda. Tem certeza de que o que lê, ouve e vê é o suficiente, e corresponde à realidade. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e o espoliador das empresas nacionais e multinacionais.”
Para o analfabeto midiático, Brecht teria, ainda, uma última observação a fazer: Nada é impossível de mudar. Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo. E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
O analfabeto político
O pior analfabeto, é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, não participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida,
O preço do feijão, do peixe, da farinha
Do aluguel, do sapato e do remédio
Depende das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que
Se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia política.
Não sabe o imbecil,
Que da sua ignorância nasce a prostituta,
O menor abandonado,
O assaltante e o pior de todos os bandidos
Que é o político vigarista,
Pilanta, o corrupto e o espoliador
Das empresas nacionais e multinacionais.
Ele não ouve, não fala, não participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida,
O preço do feijão, do peixe, da farinha
Do aluguel, do sapato e do remédio
Depende das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que
Se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia política.
Não sabe o imbecil,
Que da sua ignorância nasce a prostituta,
O menor abandonado,
O assaltante e o pior de todos os bandidos
Que é o político vigarista,
Pilanta, o corrupto e o espoliador
Das empresas nacionais e multinacionais.
Bertold Brecht
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Tenho vivido...........
"Tenho vivido de miudezas,
pequenas magias do dia a dia, pequenas belezas
E quanto mais na arte de aprender eu me apronfundo,
mais percebo que a simplicidade é quem move o mundo....
É tanta macieza, clareza, leveza, pureza... ...
...
É tanta delicadeza...
A riqueza mora mesmo é nos detalhes, meus amigos,
na abundância do pequenino.
....E é preciso ter olhos de aumento pra ver ,
e coração aumentado pra sentir... "
Erikah Azzevedo
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Cora Coralina...
"A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro...
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver."
Cora Coralina...
"A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro...
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver."
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Meus amigos são assim.......
“Às vezes as pessoas são tão bonitas! Não pela aparência física nem pelo que dizem. Só pelo que são.”
A Menina que Roubava Livros.
sábado, 17 de agosto de 2013
.."Felizes os que tentam enxergar mais e mais.
'A vida passa por nossos sentidos com muito mais sutileza do que pensamos.
Perceber seus movimentos, inverter os sentidos, olhar o que ninguém vê,
transcender as explicações, não se satisfazer com o senso comum, ir
além das histórias, das ameaças, das crises, das culpas, das verdades
absolutas, abrindo espaços interiores, questionando-se sem medo,
aceitando seus vazios, vivendo no hoje, desculpando-se e perdoando a
quem porventura te ofendeu, isso te melhora e abre seus olhos"...
Flavio Siqueira
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
O Último Discurso
O Grande Ditador - Texto e filme de Charle Chaplin
Os seres humanos são assim.
Desejamos viver para a
felicidade do próximo -
não para o seu infortúnio.
Por que havemos de odiar
ou desprezar uns aos outros?
Neste mundo há espaço
para todos.
A terra, que é boa e rica,
pode prover todas as nossas
necessidades.
caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza,
porém nos extraviamos.
A cobiça envenenou a alma
do homem ...
levantou no mundo
as muralhas do ódio ...
e tem-nos feito marchar
a passo de ganso para a miséria e os morticínios.
Criamos a época da velocidade,
mas nos sentimos enclausurados dentro dela.
A máquina, que produz
abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos
fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos
e cruéis.
Pensamos em demasia e
sentimos bem pouco.
Mais do que máquinas,
precisamos de humanidade.
Mais do que de inteligência,
precisamos de afeição e doçura.
Sem essas duas virtudes,
a vida será de violência
e tudo será perdido.
A aviação e o rádio aproximaram-se muito mais. A próxima
natureza dessas coisas é um apelo eloquente à bondade
do homem ... um apelo à fraternidade universal ... à união
de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a
milhões de pessoas pelo mundo afora ... milhões de desesperados,
homens, mulheres, criancinhas ... vítimas de um sistema
que tortura seres humanos e encarcera inocentes.
os que me podem ouvir
eu digo: "Não desespereis!" A desgraça que tem caído sobre
nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia ...
da amargura de homens que temem o avanço do progresso
humano.
Os homens que odeiam desaparecerão,
os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram
há de retornar ao povo.
E assim, enquanto morrem
os homens,
a liberdade nunca perecerá.
Soldados! Não vos entregueis a esses brutais ... que vos desprezam ... que vos escravizam ... que arregimentam as vossas vidas ... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como um gado humano e que vos utilizam como carne para canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar ... os que não se fazem amar e os inumanos.
Soldados! Não batalheis pela escravidão! lutai pela liberdade!
No décimo sétimo capítulo
de São Lucas é escrito que o Reino de Deus está dentro
do homem - não de um só homem ou um grupo de homens, mas
dos homens todos! Estás em vós!
Vós, o povo, tendes o
poder - o poder de criar máquinas.
O poder de criar felicidade!
Vós, o povo, tendes o
poder de tornar esta vida livre e bela ...
de fazê-la uma aventura
maravilhosa.
Portanto - em nome da
democracia - usemos desse poder, unamo-nos todos nós.
Lutemos por um mundo novo ...
um mundo bom que a todos
assegure o ensejo de trabalho,
que dê futuro à mocidade
e segurança à velhice.
É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós.
Soldados, em nome da democracia,
unamo-nos.
Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontres, levanta os
olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se
dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando
num mundo novo - um mundo melhor, em que os homens estarão
acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergues os olhos,
Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a
voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança.
- Todos nós desejamos ajudar uns aos outros.
Soldados! Não vos entregueis a esses brutais ... que vos desprezam ... que vos escravizam ... que arregimentam as vossas vidas ... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como um gado humano e que vos utilizam como carne para canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar ... os que não se fazem amar e os inumanos.
Soldados! Não batalheis pela escravidão! lutai pela liberdade!
É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós.
Ergue os olhos,
Hannah!
Ergue os olhos!
Pra começar bem o final de semana!
Isso nos ensinou um velho ancestral:
"Com todas as coisas e em todas as coisas, somos parentes.
Não ande atrás de mim, eu não posso levá-lo. Não ande em frente ... de mim eu não posso segui-lo. Ande ao meu lado para que possamos ser um só.
Da mesma forma, não deixe que ontem usar muito de hoje, busca sabedoria, e não do conhecimento, porque o conhecimento e a sabedoria do passado são o presente.
Assim eu digo, não só sinaliza o caminho, seja o caminho. Porque todas as coisas compartilham o mesmo sopro, o animal, a árvore, o homem, o ar, compartilha seu espírito com toda a vida que ele sustenta.
Diga-me e eu esquecerei. Mostre-me e eu lembrarei. Envolva-me e eu entenderei... "
- Oglala-Lakota
"Com todas as coisas e em todas as coisas, somos parentes.
Não ande atrás de mim, eu não posso levá-lo. Não ande em frente ... de mim eu não posso segui-lo. Ande ao meu lado para que possamos ser um só.
Da mesma forma, não deixe que ontem usar muito de hoje, busca sabedoria, e não do conhecimento, porque o conhecimento e a sabedoria do passado são o presente.
Assim eu digo, não só sinaliza o caminho, seja o caminho. Porque todas as coisas compartilham o mesmo sopro, o animal, a árvore, o homem, o ar, compartilha seu espírito com toda a vida que ele sustenta.
Diga-me e eu esquecerei. Mostre-me e eu lembrarei. Envolva-me e eu entenderei... "
- Oglala-Lakota
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segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Soneto do amigo.
Enfim, depois de tanto erro passado ...
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.
É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.
Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.
O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...
Vinícius de Moraes
sábado, 10 de agosto de 2013
Bom humor é fundamental!
."Que sejamos bem-humorados, porque o humor revela consciência da nossa insignificância...
– os que não sabem brincar, se consideram superiores, porém não conquistam o respeito alheio que tanto almejam.
Ria de si mesmo, e engrandeça-se"...
Martha Medeiros
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Alegre-se!
Que
me importa se hoje é sexta-feira e se faz sol ou chuva? Hoje é mais um
dia de vida que me foi dado. Não existe presente maior que este: mais um
dia de vida, mais um dia em que estou saudável, que não preciso de
ajuda pra andar, pra me alimentar, pra me vestir, pra ver a paisagem,
pra me locomover contemplando, observando o mundo. Hoje é mais um dia de
vida em que acordei e abri meus olhos que enxergam, em que tenho amigos
pra compartilhar o que vejo. Hoje é mais um dia de vida em que percebo
que minha existência tem um propósito, em que posso exercer os meus
dons, desenvolver meus potenciais, deixar de ignorar coisas
aprendendo-as. Mais um dia que nos foi dado e que estamos protegidos por
Guias de Luz tão bondosos que querem nos orientar pro lado mais bonito
deste dia.
Exerçam suas belezas, desapeguem-se de sofrimentos e
dores, não tenham autopiedade, estufem o peito como quem sai pra
enfrentar a vida com coragem e sem arrogância. Façam coisas boas por
vocês. Sintam-se presenteados com este "mais um dia de vida". E, por
favor, comprometam-se com a alegria.
Marla de Queiroz
Exerçam suas belezas, desapeguem-se de sofrimentos e dores, não tenham autopiedade, estufem o peito como quem sai pra enfrentar a vida com coragem e sem arrogância. Façam coisas boas por vocês. Sintam-se presenteados com este "mais um dia de vida". E, por favor, comprometam-se com a alegria.
Marla de Queiroz
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Trabalhar e sofrer.
“O trabalho enobrece” é uma dessas frases feitas que a gente repete sem refletir no que significam, feito reza automatizada. Outra é “A quem Deus ama, ele faz sofrer”, que fala de uma divindade cruel, fria, que não mereceria uma vela acesa sequer. Sinto muito: nem sempre trabalhar nos torna mais nobres, nem sempre a dor nos deixa mais justos, mais generosos. O tempo para contemplação da arte e da natureza, ou curtição dos afetos, por exemplo, deve enobrecer bem mais. Ser feliz, viver com alguma harmonia, há de nos tornar melhores do que a desgraça. A ilusão de que o trabalho e o sofrimento nos aperfeiçoam é uma ideia que deve ser reavaliada e certamente desmascarada.
O trabalho tem de ser o primeiro dos nossos valores, nos ensinaram, colocando à nossa frente cartazes pintados que impedem que a gente enxergue além disso. Eu prefiro a velha dama esquecida num canto feito uma mala furada, que se chama ética. Palavra refinada para dizer o que está ao alcance de qualquer um de nós: decência. Prefiro, ao mito do trabalho como única salvação, e da dor como cursinho de aperfeiçoamento pessoal, a realidade possível dos amores e dos valores que nos tornariam mais humanos. Para que se trabalhe com mais força e ímpeto e se viva com mais esperança.
O trabalho que dá valor ao ser humano e algum sentido à vida pode, por outro lado, deformar e destruir. O desprezo pela alegria e pelo lazer espalha-se entre muitos de nossos conceitos, e nos sentimos culpados se não estamos em atividade, na cultura do corre-corre e da competência pela competência, do poder pelo poder, por mais tolo que ele seja.
Assim como o sofrimento pode nos tornar amargos e até emocionalmente estéreis, o trabalho pode aviltar, humilhar, explorar e solapar qualquer dignidade, roubar nosso tempo, saúde e possibilidade de crescimento. Na verdade, o que enobrece é a responsabilidade que os deveres, incluindo os de trabalho, trazem consigo. O que nos pode tornar mais bondosos e tolerantes, eventualmente, nasce do sofrimento suportado com dignidade, quem sabe com estoicismo. Mas um ser humano decente é resultado de muito mais que isso: de genética, da família, da sociedade em que está inserido, da sorte ou do azar, e de escolhas pessoais (essas a gente costuma esquecer: queixar-se é tão mais fácil).
Quanto tempo o meu trabalho – se é que temos escolha, pois a maioria de nós dá graças a Deus se consegue trabalhar por um salário vil – me permite para lazer, ou o que eu de verdade quero, se é que paro para refletir sobre isso? Quanto tempo eu me dou para viver? Quanto sobra para meu crescimento pessoal, para tentar observar o mundo e descobrir meu lugar nele, por menor que seja, ou para entender minha cultura e minha gente, para amar minha família?
E, se o luxo desse tempo existe, eu o emprego para ser, para viver, ou para correr atrás de mais um trabalho a fim de pagar dívidas nem sempre necessárias? Ou apenas não me sinto bem ficando sem atividade, tenho de me agitar sem vontade, rir sem alegria, gritar sem entusiasmo, correr na esteira além do indispensável para me manter sadio, vagar pe-los shoppings quando nada tenho a fazer ali e já comprei todo o possível – muito mais do que preciso, no maior número de prestações que me ofereceram? E, quando tenho momentos de alegria, curto isso ou me preocupo: algo deve estar errado?
Servos de uma culpa generalizada, fabricamos caprichosamente cada elo do círculo infernal da nossa infelicidade e alienação. Essas frases feitas, das quais aqui citei só duas, podem parecer banais. Até rimos delas, quando alguém nos leva a refletir a respeito. Mas na verdade são instrumento de dominação de mentes: sofra e não se queixe, não se poupe, não se dê folga, mate-se trabalhando, seja humilde, seja pobre, sofrer é nosso destino, darás à luz com dor – e todo o resto da tola e desumana lavagem cerebral de muitos séculos, que a gente em geral nem questiona mais.
Lya Luf
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Janela!
Adélia Prado!
Janela, palavra linda.
Janela é o bater das asas da borboleta amarela.
Abra para fora as duas folhas de madeira à toa pintada, janela jeca, de azul.
Eu pulo você pra dentro e pra fora, monto a cavalo em
você, meu pé esbarra no chão.
Janela sobre o mundo aberta, por onde vi
o casamento da Anita esperando neném, a mãe do Pedo Cisterna urinando na chuva, por onde vi meu bem chegar de bicicleta e dizer a meu pai:
minhas intenções com sua filha são as melhores possíveis.
Ô janela com tramela, brincadeira de ladrão,
claraboia na minha alma,
olho no meu coração.
Janela, palavra linda.
Janela é o bater das asas da borboleta amarela.
Abra para fora as duas folhas de madeira à toa pintada, janela jeca, de azul.
Eu pulo você pra dentro e pra fora, monto a cavalo em
você, meu pé esbarra no chão.
Janela sobre o mundo aberta, por onde vi
o casamento da Anita esperando neném, a mãe do Pedo Cisterna urinando na chuva, por onde vi meu bem chegar de bicicleta e dizer a meu pai:
minhas intenções com sua filha são as melhores possíveis.
Ô janela com tramela, brincadeira de ladrão,
claraboia na minha alma,
olho no meu coração.
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Abençoadas.
"Abençoadas sejam as surpresas risonhas do caminho.
As belezas que se mostram sem fazer suspense.
As afeições compartilhadas sem esforço.
As vezes em que a vida nos tira pra dançar sem nos dar tempo de recusar o convite.
As maravilhas todas... da natureza, sempre surpreendentes, à espera da nossa entrega apreciativa.
A compreensão que floresce, clara e mansa, quando os olhos que veem são da bondade.
Abençoados sejam os presentes fáceis de serem abertos.
Os encantos que desnudam o erotismo da alma.
Os momentos felizes que passam longe das catracas da expectativa.
Os improvisos bons que desmancham o penteado arrumadinho dos roteiros da gente.
Os diálogos que acontecem no idioma pátrio do coração.
Abençoada seja a leveza."
Ana Jácomo
As belezas que se mostram sem fazer suspense.
As afeições compartilhadas sem esforço.
As vezes em que a vida nos tira pra dançar sem nos dar tempo de recusar o convite.
As maravilhas todas... da natureza, sempre surpreendentes, à espera da nossa entrega apreciativa.
A compreensão que floresce, clara e mansa, quando os olhos que veem são da bondade.
Abençoados sejam os presentes fáceis de serem abertos.
Os encantos que desnudam o erotismo da alma.
Os momentos felizes que passam longe das catracas da expectativa.
Os improvisos bons que desmancham o penteado arrumadinho dos roteiros da gente.
Os diálogos que acontecem no idioma pátrio do coração.
Abençoada seja a leveza."
Ana Jácomo
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