Galera

Galera
A maior parte dos seres humanos, por preguiça e comodidade, segue o exemplo da maioria. Pertencer à minoria é tornar-se vulnerável, expor-se à critica. Tomar consciência da normose e de suas causa constitui a verdadeira terapia contemporânea. Trata-se, também, do encontro com a liberdade. Seguir cegamente as normas é tornar-se escravo. Roberto Crema

Esse é nosso lema!!

Esse é nosso lema!!
ESSE É NOSSO LEMA!!!! "A amizade é uma alma que habita vários corpos. Um coração que habita várias almas" Aristóteles

BOAS VINDAS!

Querer mudar o mundo é um desejo saudável e totalmente necessário. " Para ser feliz, o ser humano precisa somente de duas coisas: cultivar sementes de paz em seu coração e ter bons amigos. " - Buddha

Espaço da Galera!!!!!!!!!!!!!!!!!!

As coisas mais simples são os melhores presentes.

Leveza pra conduzir a vida; Beleza, que vai muito além da estética;

Determinação, porque sem ela nada acontece, nada;

Harmonia, paz e alegria sempre.

Silvana Mara dias Souza

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Eu desejo!

‎..."Que as pessoas não sejam apenas de carne e osso, mas que sejam de alma e coração, que façam a diferença, nem que seja por um momento, mas que seja.´
Que o carinho seja muito mais que um simples tocar, mas seja um sentir. 
Que a compreensão venha junto com a paciência de aceitar o outro como ele é. 
Que julgamentos sejam apenas julgamentos de pessoas precipitadas que não enxergam o sentido de um ser humano, e que elas se corrijam, pelo menos. 
Que todos consigam alcançar a felicidade, e que ela seja partilhada, desperdiçando sorrisos e esbanjando alegrias. 
Que tenhamos forças para aguentar as nossas fraquezas e coragem para assumi-las.
Que a nossa vida tenha o sobrenome de viver, de verdade"...

(M.C.)

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A Elegância do Comportamento


ELEGÂNCIA

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.
É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado.
É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.
É uma elegância desobrigada.
É possível detecta-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam, nas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.
É possível detecta-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas, nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.
É possível detecta-la em pessoas pontuais.
Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.
Oferecer flores é sempre elegante.
É elegante você fazer algo por alguém e este alguém jamais saber disso...
É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro.
É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.
É elegante o silêncio, diante de uma rejeição.
Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.
Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo.
É elegante a gentileza...
Atitudes gentis, falam mais que mil imagens.
Abrir a porta para alguém... é muito elegante.
Dar o lugar para alguém sentar... é muito elegante.
Sorrir sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma...
Olhar nos olhos ao conversar é essencialmente elegante.
Pode-se tentar capturar esta delicadeza pela observação,
Mas tentar imita-la é improdutiva.
A saída é desenvolver a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que “com amigo não tem que ter estas frescuras”.
Educação enferruja por falta de uso.
E, detalhe: não é frescura.
Martha Medeiros

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Há Metafísica Bastante em Não Pensar em Nada - por Alberto Caeiro


  • Há metafísica bastante em não pensar em nada.

    O que penso eu do mundo?
    Sei lá o que penso do mundo!
    Se eu adoecesse pensaria nisso

    Que ideia tenho eu das cousas?
    Que opinião tenho sobre Deus e a alma
    E sobre a criação do mundo?
    Não sei. Para mim pensar nisso é fechar os olhos
    E não pensar. É correr as cortinas
    Da minha janela (mas ela não tem cortinas).

    O mistério das cousas? Sei lá o que é mistério!
    O único mistério é haver quem pense no mistério.
    Quem está ao sol e fecha os olhos,
    Começa a não saber o que é o sol
    E a pensar muitas cousas cheias de calor.
    Mas abre os olhos e vê o sol,
    E já não pode pensar em nada,
    Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos
    De todos os filósofos e de todos os poetas.
    A luz do sol não sabe o que faz
    E por isso não erra e é comum e boa.

    Metafísica? Que metafísica têm aquelas árvores?
    A de serem verdes e copadas e de terem ramos
    E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar,
    A nós, que não sabemos dar por elas.
    Mas que melhor metafísica que a delas,
    Que é a de não saber para que vivem
    Nem saber que o não sabem?

    "Constituição íntima das cousas"...
    "Sentido íntimo do universo"...
    tudo isto é falso, tudo isto não quer dizer nada.
    É incrível que se possa pensar em cousas dessas.
    É como pensar em razões e fins
    Quando o começo da manhã está raiando, e pelos lados das árvores
    Um vago ouro lustroso vai perdendo a escuridão.

    Pensar no sentido íntimo das cousas
    É acrescentado, é como pensar na saúde
    Ou levar um copo à água das fontes.

    O único sentido íntimo das cousas
    É elas não terem sentido íntimo nenhum.

    Não acredito em Deus porque nunca o vi.
    Se ele quisesse que eu acreditasse nele,
    Sem dúvida que viria falar comigo
    E entraria pela minha porta dentro
    Dizendo-me, Aqui estou!

    (Isto é talvez ridículo aos ouvidos
    De quem, por não saber o que é olhar para as cousas,
    Não compreende quem fala delas
    Com o modo de falar que reparar para elas ensina.)

    Mas se Deus é as flores e as árvores
    E os montes e sol e o luar,
    Então acredito nele,
    Então acredito nele a toda a hora,
    E a minha vida é toda uma oração e uma missa,
    E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.
    Mas se Deus é as árvores e as flores
    E os montes e o luar e o sol,
    Para que lhe chamo eu Deus?
    Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;
    Porque, se ele se fez, para eu o ver,
    Sol e luar e flores e árvores e montes,
    Se ele me aparece como sendo árvores e montes
    E luar e sol e flores,
    É que ele quer que eu o conheça
    Como árvores e montes e flores e luar e sol.

    E por isso eu obedeço-lhe,
    (Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?),
    Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,
    Como quem abre os olhos e vê,
    E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,
    E amo-o sem pensar nele,
    E penso-o vendo e ouvindo,
    E ando com ele a toda a hora.


    Observações:
  • a definição de Deus nesse poema aproxima-se do panteísmo, doutrina filosófica segundo a qual só o mundo é real e Deus é a soma de todas as coisas e nelas se manifesta. Assim, as flores, as árvores, os montes, o sol e o luar são manifestações da própria divindade. Pode-se, assim, falar de uma verdadeira "religião da Natureza". 
  • quinta-feira, 11 de outubro de 2012

    Eu sei, mas não devia!


    O texto acima foi extraído do livro "Eu sei, mas não devia", Editora Rocco - Rio de Janeiro, 1996, pág. 09.
    Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
    A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
    A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
    A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
    A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
    A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
    A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
    A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
    A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
    A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma. ,___
     
    Marina Colasanti nasceu em Asmará, Etiópia, morou 11 anos na Itália e desde então vive no Brasil. Publicou vários livros de contos, crônicas, poemas e histórias infantis. Recebeu o Prêmio Jabuti com Eu sei mas não devia e também por Rota de Colisão. Dentre outros escreveu E por falar em Amor; Contos de Amor Rasgados; Aqui entre nós, Intimidade Pública, Eu Sozinha, Zooilógico, A Morada do Ser, A nova Mulher, Mulher daqui pra Frente e O leopardo é um animal delicado. Escreve, também, para revistas femininas e constantemente é convidada para cursos e palestras em todo o Brasil. É casada com o escritor e poeta Affonso Romano de Sant'Anna.

    Encaminhado pela querida Mery!

    sexta-feira, 5 de outubro de 2012

    Vão-se os dias. Vem-se os anos!

    A velha máxima ''o tempo voa'' nunca fez tanto sentido. O que dizer sobre o tempo? O que passou, foi-se. O que há de vir, nada sei. Resta-me a esperança de que o novo dia será melhor que o anterior. Nesta fragilidade encontro-me seguro. Reconheço a impotência diante de fatos, onde atos não são suficientes para explicar e compreender incertezas.

    Composto por prefácio incompleto, páginas viradas e um livro a ser escrito. A pena está na mão do Escritor, sigo por sua palavra e trilho por seus versos. À passos acelerados e lentos, com tropeços e quedas, o importante é não desistir e seguir.

    Dor pelos que se foram e alegria pelos que virão. A escrita da vida é dessa forma, os que vão deixam um pouco e levam um pouco, os que vêm deixarão e levarão sorrisos e alegria, lágrimas e saudade. Afinal, o que há de melhor para firmar os laços da amizade que os risos e as lágrimas compartilhadas.

    Permanecerei neste caminho vivendo tudo isso que me faz feliz. Daqui há uns anos, no porvir, lembrarei e direi: ''Vivi o que deveria ter vivido''

    Victor Paulo Archanjo de Paiva 

    terça-feira, 2 de outubro de 2012

    Pra Refletir!

    (...)
    Entendi que as pessoas não são o que parecem ser… Tampouco são, o que gostaríamos que elas fossem... Elas são apenas o que são... E é exatamente isso que nos faz únicos! Porque não existe o perfeito ou o imperfeito, o certo ou o errado. O que aproxima duas pessoas, de fato, é o respeito que se interpõe as iniquidades a elas inerentes e afinidade é o encaixe perfeito existente entre o côncavo e o convexo. Estruturas contrárias que ocupam, ao mesmo tempo, espaços iguais e divergentes, unidos pela diversidade de seus formatos... Espaços partilhados, preenchidos, compreendidos. Jamais invadidos...

    Porque na verdade, temos algo em comum... Somos todos diferentes... (Ana Laura Paludo)

    domingo, 23 de setembro de 2012

    Busco por gente!

    .."Busco por gente que empreste o ombro, que não tenha medo de dizer que levou um tombo.
    Busco por gente que assuma que amar traz sofrer, e, com esta certeza, não venham a se esconder.

    Busco por gente que tenha a experiência de sobrevivente de guerra.
    Busco por gente, que de tanto caminhar, não tenha receio de dizer que seus pés ainda têm muito por machucar.
    ...
    Quero gente de coragem para comigo conversar.

    Gente que saiba que máscaras não dão mais para usar, e sendo seu perfil interno, branco ou preto,
    tenha a dignidade de revelar.

    Busco por gente que chore livremente, sem preconceitos pelas lágrimas derramadas.
    Quero gente que saiba exatamente
    para onde está indo e o que deseja encontrar, mesmo que esta busca jamais venha alcançar.

    Busco por gente,"Seres Humanos",
    que saibam se doar, estes, eu anseio por encontrar.

    Gente de decisão,
    sem argumento para esconder, escusas ações.
    Quero gente que é gente, que mostra a cara, vai à luta e dorme contente.

    É desta gente que eu preciso!
    Gente liberta, que me dêem
    um canto em seu colo
    e saibam me acariciar, sem tempo, sem hora e em qualquer lugar"!!!
    (Cora Coralina)

    sábado, 22 de setembro de 2012

    Simples Assim!

    Chega um momento que a gente sente
    que é tão simples ser feliz...
    Que as coisas pequenas
    tem um imenso valor
    e passamos a ver a simplicidade no viver.

    ...

    Viver é gostar de sorrir
    é andar pela praia descalça
    sentir o vento no rosto
    e não pensar em mais nada.

    É Brincar com a criança calada
    e faze-la sorrir.
    É gostar do florir.

    Viver é praticar caridade de coração aberto
    é de ter por perto.
    é admirar o verde
    as águas correntes.
    É gostar de gente.

    Viver é observar a folha que cai lentamente
    é olhar para o céu e ver nas nuvens algodão,
    é sentir-se iluminado ao ver estrelas na escuridão
    é ler um livro,ouvir uma canção
    sonhar, criar, fazer poesia
    estimular frutos da imaginação
    é ter um bichinho de estimação.

    Viver é gostar da chuva, do sol
    do silêncio, do barulho do mar
    é mergulhar, mergulhar...
    é ter luz própria
    é abrir a porta
    é viver para amar.

    Neidinha Borges

    sexta-feira, 21 de setembro de 2012

    Amizade

    "A amizade é como o vinho, se inicia com uma boa safra e se aperfeiçoa com o tempo, tem a cor do rubi e o sabor da perfeição. Quando aberto deve ser degustado com cuidado para identificarmos os aromas da sinceridade e o brilho da lealdade. Ao brindar, selemos um laço que se estende além do tempo e se expande até o infinito, assim é a amizade, assim são os amigos" Ivan Bottion

    quinta-feira, 20 de setembro de 2012

    Que tal um dedinho de prosa?


    "Prosear é um jeito de falar. Fala sem objetivo definido, como o voo dos urubus - indo ao sabor do vento. Palavras fluindo. Um jeito taoista de ser. Para prosa não existe 'ordem do dia', não há conclusões, não há decisões. A prosa não quer chegar a nenhum lugar. A prosa encontra sua felicidade em prosear. Como andar de barco a vela em que o bom não é chegar mas o 'estar indo'. 'A coisa não está nem na partida nem na chegada, mas na travessia', Guimarães Rosa. Prosear é brincar com as palavras. Saber prosear, jogar conversa fora, é o segredo das relações amorosas. Nessa sala estaremos proseando. Falar sobre o que der na telha. Pensamentos avulsos. Dicas. Informações sobre as coisas novas. Apareça sempre para prosear!"

     Por Rubem Alves
                       

    segunda-feira, 27 de agosto de 2012

    Espírito de Quinta Feliz!

    "Eu faço parte de um círculo mágico! Pessoas de todos os tipos, de todas as cores, de modos diferentes de pensar, capazes de amolecer argilas
    endurecidas... cultivar sementes... consertar asas quebradas... desatar nós da garganta, emendar corações partidos, secar fontes de lágrimas, ou ajudar a navegar no oceano turbulento até o porto seguro da aceitação diante do inevitável.

    São pessoas que também riem, choram, cantam, calam, caminham com certezas e dúvidas. São pessoas que escolheram a tarefa de ser testemunhas e facilitadoras do crescimento de alguém ou de muitos."

    terça-feira, 21 de agosto de 2012

    Reflexão


    “Se puderes olhar, vê. Se podes ver, repara.

    Retrato do desmoronar completo da sociedade causado pela cegueira que aos poucos assola o mundo, reduzindo-o ao obscurantismo de meros seres extasiados na busca incessante pelo poder.
     
    Crítica pura às facetas básicas da natureza humana encarada como uma crise epidêmica.
     
    Mais do que olhar, importa reparar no outro.
     

    Só dessa forma o homem se humaniza novamente.
     
    Caso contrário, continuará uma máquina insensível que observa passivamente o desabar de tudo à sua volta".
     

    [José Saramago]

    sexta-feira, 17 de agosto de 2012

    Caio Fernando Abreu


    "Eu carrego comigo uma caixa mágica onde eu guardo meus tesouros mais bonitos.
    Tudo aquilo que eu aprendi com a vida,
    tudo o que eu ganhei com o tempo e que vento nenhum leva.
    Guardo as memórias que me trazem riso,
    as pessoas que tocaram minha alma e que,
    de alguma forma, me mudaram pra melhor. 
    Guardo também a infância toda tingida de giz.
    Tinha jeito de arco-íris a minha.
    O pouco é muito pra mim.
    O simples é tudo que cabe nos meus dias.
    Eu vivo de muitas saudades.
    E quem se arrebenta de tanto existir,
    vive pra esbanjar sorrisos
    e flashes de eternidade."

    sexta-feira, 15 de junho de 2012

    Casa Arrumada

    Casa arrumada é assim:
    Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.
    Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela.
    Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas…
    Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo: Aqui tem vida…
    Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar.
    Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
    Sofá sem mancha?
    Tapete sem fio puxado?
    Mesa sem marca de copo?
    Tá na cara que é casa sem festa.
    E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
    Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
    Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante,
    passaporte e vela de aniversário, tudo junto…
    Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
    A que está sempre pronta pros amigos, filhos…
    Netos, pros vizinhos…
    E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia. Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.
    Arrume a sua casa todos os dias…
    Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela…
    E reconhecer nela o seu lugar...

    (Lena Gino)


    quinta-feira, 14 de junho de 2012

    Hoje é Quinta Feliz!

    "Eu talvez não tenha muitos amigos. 
    Mas os que eu tenho são os melhores que alguém poderia ter. 
    Além disso tenho sorte, porque os amigos que tenho têm muitos
    amigos e os dividem comigo.
    Assim o meu número de amigos sempre aumenta, já que eu sempre ganho
    amigos dos meus amigos.
    Foi assim aqui, uns eu ganhei há tempos, outros são mais recentes.
    E quem os deu não ficou sem eles, pois a amizade pode sempre ser
    dividida sem nunca diminuir ou enfraquecer.
    Pelo contrário, quanto mais dividida, mais ela aumenta.
    E há mais vantagens na amizade: é uma das poucas coisas que não
    custam nada e valem muito, embora não sejam vendáveis.
    Entretanto, é preciso que se cuide um pouco das amizades.
    As mais recentes, por exemplo, precisam de alguns cuidados...
    Poucos, é verdade, mas indispensáveis.

    É preciso mantê-las com um certo calor, falar com elas mais amiúde e no início, com muito jeito.
    Com o tempo elas crescem, ficam fortes e até suportam alguns trancos.

    Prezo muito minhas amizades e reservo sempre um canto no
    meu peito para elas.
    E, sempre que surge a ocasião, também não perco a oportunidade de dar um amigo a um amigo, da mesma forma que eu ganhei.
    E não adiantam as despedidas, de um amigo ninguém se livra fácil.
    A amizade além de contagiosa é totalmente incurável. "

    Vinicius de Moraes-

    terça-feira, 12 de junho de 2012

    ATRITE-SE!

    ATRITOS

    Ninguém muda ninguém;
    ninguém muda sozinho;
    nós mudamos nos encontros.

    Simples, mas profundo, preciso.
    É nos relacionamentos que nos transformamos.
    Somos transformados a partir dos encontros,
    desde que estejamos abertos e livres
    para sermos impactados
    pela idéia e sentimento do outro.

    Você já viu a diferença que há entre as pedras
    que estão na nascente de um rio,
    e as pedras que estão em sua foz?

    As pedras na nascente são toscas,
    pontiagudas, cheias de arestas.

    À medida que elas vão sendo carregadas
    pelo rio sofrendo a ação da água
    e se atritando com as outras pedras,
    ao longo de muitos anos,
    elas vão sendo polidas, desbastadas.

    Assim também agem nossos contatos humanos.
    Sem eles, a vida seria monótona, árida.
    A observação mais importante é constatar
    que não existem sentimentos, bons ou ruins,
    sem a existência do outro, sem o seu contato.
    Passar pela vida sem se permitir
    um relacionamento próximo com o outro,
    é não crescer, não evoluir, não se transformar.

    É começar e terminar a existência
    com uma forma tosca, pontiaguda, amorfa.
    Quando olho para trás,
    vejo que hoje carrego em meu ser
    várias marcas de pessoas 
    extremamente importantes. 

    Pessoas que, no contato com elas,
    me permitiram ir dando forma ao que sou,
    eliminando arestas,
    transformando-me em alguém melhor,
    mais suave, mais harmônico, mais integrado.
    Outras, sem dúvidas,
    com suas ações e palavras
    me criaram novas arestas,
    que precisaram ser desbastadas

    Faz parte...
    Reveses momentâneos
    servem para o crescimento.
    A isso chamamos experiência.
    Penso que existe algo mais profundo,
    ainda nessa análise.
    Começamos a jornada da vida
    como grandes pedras,
    cheia de excessos.

    Os seres de grande valor,
    percebem que ao final da vida,
    foram perdendo todos os excessos
    que formavam suas arestas,
    se aproximando cada vez mais de sua essência,
    e ficando cada vez menores, menores, menores...

    Quando finalmente aceitamos
    que somos pequenos, ínfimos,
    dada a compreensão da existência
    e importância do outro,
    é que finalmente nos tornamos grandes em valor.

    Já viu o tamanho do diamante polido, lapidado?
    Sabemos quanto se tira
    de excesso para chegar ao seu âmago.

    É lá que está o verdadeiro valor...
    Pois, cada um de nós
    com um âmago bem forte
    e muito parecido com o diamante bruto,
    constituído de muitos elementos,
    mas essencialmente de amor.
    cada um de nós tem essa capacidade,
    a de amar...
    Mas temos que aprender como.

    Para chegarmos a esse âmago,
    temos que nos permitir,
    através dos relacionamentos,
    ir desbastando todos os excessos
    que nos impedem de usá-lo,
    de fazê-lo brilhar

    Por muito tempo em minha vida acreditei
    que amar significava evitar sentimentos ruins.
    Não entendia que ferir e ser ferido,
    ter e provocar raiva,
    ignorar e ser ignorado
    faz parte da construção do aprendizado do amor.

    Não compreendia que se aprende a amar
    sentindo todos esses sentimentos contraditórios e...
    os superando.
    Ora, esse sentimentos simplesmente
    não ocorrem se não houver envolvimento...

    E envolvimento gera atrito.
    Minha palavra final: ATRITE-SE! 

    Não existe outra forma de descobrir o amor.
    E sem ele a vida não tem significado.



    Roberto Crema

    terça-feira, 5 de junho de 2012

    PROCURA-SE

    Procura-se uma alma de criança que foi vista, pela última vez, dentro de nós mesmos, há muitos anos...
    Ela pulava, ria e ficava feliz com seus brinquedos velhos... Exultava quando ganhava brinquedos novos, dando vida a latinhas, barbantes, tampinhas de refrigerantes, bonecas, soldadinhos de chumbo e figurinhas...
    Batia palmas quando ia ao circo, quando ouvia cantigas de roda, quando seus pais compravam sorvete: "chikabon, eskibon...". Tudo danado de bom!
    Ela se emocionava ao ouvir histórias contadas pela mãe ou quando lia aqueles livrinhos de pano que a madrinha lhe dava quando ia visitá-la... Chorava quando arranhavam seus brinquedos: aquele aparelho de chá cheio de xícaras com que servia as bonecas ou os carrinhos de guindaste, tratores e furgões.
    Fazia beiço quando a professora a colocava de castigo, mas era feliz com seus amigos, sua pureza, sua inocência, sua esperança, sua enorme vontade de ser uma grande figura humana, que não somente sonhasse, mas que realizasse coisas importantes em um futuro que lhe parecia ainda tão longínquo.
    Onde ela está? Para que lado ela foi? Quem a vir, que venha nos falar... Ainda é tempo de fazermos com que ela reviva, retomando um pouco da alegria de nossa infância e deixando a alma dar gargalhadas, pois, afinal, "ainda que as uvas se transformem em passas, o coração é sempre uma criança disposta a pular corda".
    Para não deixar morrer a criança que todos temos dentro de nós... Deixe-a sair, brincar e sonhar... Uma das poucas coisas que ainda podemos fazer sem ter de pagar impostos!

    ACHE logo sua CRIANÇA...



    Autor desconhecido.

    sexta-feira, 1 de junho de 2012

    Sábias Palavras!



    ‎"Se todos os dias nos analisarmos com cuidado e atenção, verificando nossos pensamentos, nosssas motivações e suas manifestações no comportamento externo, abriremos em nosso íntimo uma boa possibilidade de fazer mudanças e efetuar um aprimoramento pessoal. Embora eu próprio não possa afirmar com toda a confiança que tenha feito algum progresso notável no decorrer dos anos, meu desejo e minha determinação de mudar e melhorar são sempre firmes.
    Desde o momento em que acordo até a hora de dormir e em todas as situações da minha vida, sempre tento analisar minhas motivações e ser meticuloso e atento a cada momento. Pessoalmente, acho que isto é de grande utilidade para minha vida."
    Dalai Lama