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Ao conviver
com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com
aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos
diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada.
Preparada do ponto de vista das habilidades,
despreparada porque não sabe lidar com frustrações.
Preparada porque é capaz de usar as ferramentas
da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço.
Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida.
E por tudo
isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o
patrimônio da felicidade.
E não foi ensinada a criar a partir da dor.
Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia.
Uma geração que teve muito mais do que seus
pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de
que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo
reconhecesse a sua genialidade. Tenho me
deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de
suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo
concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram.
E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se
traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.
Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes. Por que boa parte dessa nova geração é assim?
Penso que este é um questionamento importante
para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje.
Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que
a felicidade é uma espécie de direito. E
tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos
sejam “felizes”.
Pais que
fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os
perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.
É como se os filhos nascessem e imediatamente os
pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é
sinônimo de fracasso pessoal.
Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço?
Ou a falta e
a busca, duas faces de um mesmo movimento?
Existe alguém que viva sem se confrontar dia
após dia com os limites tanto de sua condição
humana como de suas capacidades individuais?
Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade.
O valor está no dom, naquilo que já nasce
pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa.
Ter de dar duro para conquistar algo parece já
vir assinalado com o carimbo de perdedor.
Bacana é o cara que não estudou, passou a noite
na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina.
Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país. Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer.
De que as dores inerentes a toda vida são uma
anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro
que deveria estar garantido.
Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que
a felicidade é um direito. E a frustração um
fracasso.
Talvez aí esteja uma pista para compreender a
geração do “eu mereço”.
Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente.
Porque possuem muitas habilidades e ferramentas,
mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções.
Nem imaginam que viver é também ter de aceitar
limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que
quer.
A questão, como poderia formular o filósofo
Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria
fácil”?
É no passar dos dias que a conta não fecha e o
projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão.
Ninguém descobre que viver é complicado quando
cresce ou deveria crescer – este momento é
apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no
confronto com os muros da realidade.
Desde sempre
sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem
mesmo para falar da tristeza e da confusão.
Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado?
Não há espaço para nada que seja da vida, que
pertença aos espasmos de crescer duvidando de
seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do
projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.
Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar.
E não por acaso se cala com medicamentos e cada
vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o
manual.
Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que
ninguém precise olhar de verdade par a ninguém dentro de casa.
Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter?
Como seria possível estabelecer um vínculo
genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas
estão previamente fora dele?
Se a relação está construída sobre uma ilusão,
só é possível fingir.
Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia.
É pelos objetos de consumo que a novela familiar
tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber
o que só eles podem buscar.
E por isso logo é preciso criar uma nova demanda
para manter o jogo funcionando.
O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo.
E acreditar que se pode tudo é o atalho mais
rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.
Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade.
Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a
narrativa da própria vida é para quem tem
coragem.
Não é complicado porque você vai ter
competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é
escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada.
É viver com
dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas
é nesse movimento que a gente vira gente grande.
Seria muito
bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa
escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira,
meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga
é tua”.
Assim como sentar para jantar e falar da vida
como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou
“Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer,
mas estou tentando descobrir”.
Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode
significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que
o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência.
É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o
suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser
dito.
Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um
direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência.
De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao
descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia.
O melhor a fazer é ter a coragem de escolher.
Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou
para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele.
E não culpar ninguém porque eventualmente não
deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes.
Ou transferir para o outro a responsabilidade
pela sua desistência.
Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.
Eliane Brum Jornalista, escritora e
documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de
reportagem.
É autora de
*Coluna Prestes – O Avesso da Lenda*,
*A Vida Que
Ninguém Vê*
*O Olho da
Rua*
Prêmio
Jabuti 2007
E-mail: elianebrum@uol.com.br
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Galera
A maior parte dos seres humanos, por preguiça e comodidade, segue o exemplo da maioria. Pertencer à minoria é tornar-se vulnerável, expor-se à critica. Tomar consciência da normose e de suas causa constitui a verdadeira terapia contemporânea. Trata-se, também, do encontro com a liberdade. Seguir cegamente as normas é tornar-se escravo. Roberto Crema
Esse é nosso lema!!
ESSE É NOSSO LEMA!!!! "A amizade é uma alma que habita vários corpos. Um coração que habita várias almas" Aristóteles
BOAS VINDAS!
Querer mudar o mundo é um desejo saudável e totalmente necessário. " Para ser feliz, o ser humano precisa somente de duas coisas: cultivar sementes de paz em seu coração e ter bons amigos. " - Buddha
Espaço da Galera!!!!!!!!!!!!!!!!!!
As coisas mais simples são os melhores presentes.
Leveza pra conduzir a vida; Beleza, que vai muito além da estética;
Determinação, porque sem ela nada acontece, nada;
Harmonia, paz e alegria sempre.
Silvana Mara dias Souza
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
A CRENÇA DE QUE A FELICIDADE É UM DIREITO
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
"O homem que sabe"
“Pensar o múltiplo e o móvel é o desafio, ser capaz de lidar ao mesmo tempo com diversas interpretações e perspectivas. Não mais pensar de modo sucessivo, mas simultâneo, compor ao invés de excluir, e retomar a difícil complexidade que é viver, pensar, criar, conhecer, querer, sentir... Todas as coisas se relacionam, não há nada realmente isolado, todo gesto produz desdobramentos incalculáveis; um saber, uma escola, uma pessoa não existe sem um contexto: talvez este seja o aprendizado social, a maturidade política que precisamos. Somos ao mesmo tempo o indivíduo e o todo, o apolíneo e o dionisíaco, a lei e a transgressão.” Fragmento do livro " O homem que sabe" de Viviane Mosé
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
A Crise
“Como avestruzes,
parecemos querer fingir que os problemas não nos atingem ou não existem,
esperando que alguém ou alguma coisa (sagrada ou profana) intervenha evitando
que as terríveis catástrofes anunciadas não se concretizem.
Preferimos acreditar
que ela não existe (a grave crise econômica, social, ambiental, etc., que por
que passa a nossa civilização). Talvez para não termos que responder o
que vamos fazer para evitá-la ou ao menos minorá-la, preferindo os temas de
somenos importância ou as fofocas político/policias/sociais de nosso dia-a-dia.
Sei da necessidade
que todos temos de tocar nossas vidas e sermos felizes, apesar das mazelas da
vida. Mas também acredito na ação coletiva do homem e na sua capacidade de
intervir em seus destinos, construindo a cada dia um mundo melhor. Por isso,
apesar da aparente apatia de uma maioria (?) alegro-me de saber que em várias
partes do mundo há pessoas se mobilizando e lutando para reverter essa
ameaçadora perspectiva, apenas gostaria que fosse mais e mais gente se
mobilizando e se organizando para que finalmente possamos fazer desde as
pequenas mudanças de comportamento individual até as grande modificações.
Posso estar sendo
piegas com toda essa lenga-lenga, mas gostaria de ver na cidade que eu moro
poderosos e organizados movimentos de contestação e de construção da eterna
utopia humana, tão bem traduzida pelos franceses na consigna “Igualdade,
Fraternidade e Liberdade”.
ANTÔNIO
FERNANDO DE SOUZA
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Um mundo doente *por Tom Coelho
"A
educação é um processo social, é desenvolvimento. Não é a preparação para a
vida, é a própria vida." (John Dewey)
Crise
na Europa e nos Estados Unidos, queda de governos árabes, discussões sobre o
aquecimento global. As doenças que acometem o mundo não são de ordem econômica,
política ou ambiental. Nossas mazelas são de caráter social. A sociedade está
enferma.
As
pessoas estão fisicamente doentes. Caminhe por uma praia e observe a condição
dos banhistas para constatar a falta de cuidados com o próprio corpo, fruto de
vida sedentária, alimentação desregrada, ausência de atividade física. Não é à
toa que obesidade, hipertensão arterial e doenças coronarianas crescem
vertiginosamente.
As
pessoas estão mentalmente doentes. Ansiedade, angústia, transtornos de humor.
Como prova do que digo, observe a proliferação de drogarias por todo o país. E
mais do que o número de novos estabelecimentos, a frequência maciça de
consumidores. Não importam dia e horário, invariavelmente você encontrará filas
nos caixas. Gente comprando de medicamentos para as dores do corpo, a
ansiolíticos e antidepressivos.
As
relações sociais estão doentes. Temos cada vez mais amigos virtuais, mas
continuamos sem conhecer o vizinho que reside há anos na porta ao lado.
Familiares não comungam de uma mesma refeição, pais e filhos pouco conversam,
casais de amigos em um encontro pessoal trocam a autenticidade de um diálogo
pela efemeridade de tuitadas em seus smartphones.
As
empresas estão doentes. Mesmo quando lucrativas, sofrem com crises de
liderança, dificuldades para engajar seus funcionários e reter talentos,
dilemas morais para alinhar discursos institucionais às práticas corporativas.
Valores
e virtudes estão doentes. Intolerância, egoísmo e cupidez suplantam
condescendência, generosidade e gentileza. Prevalece a ética do interesse
pessoal em detrimento do coletivo.
Amigos
em um encontro pessoal trocam a
autenticidade de um diálogo pela efemeridade de tuitadas em seus smartphones.
No
dia seguinte ao réveillon, na praia, no campo ou nas ruas das cidades, o
cenário era de guerra. Lixo por todos os lados. Garrafas despedaçadas, deixando
cacos de vidros infiltrados na mesma areia onde crianças inocentemente iriam brincar
ao raiar do dia.
Nossos
problemas não são conjunturais, mas estruturais. E a solução passa por
reflexão, educação e cultura.
Saudações,
Silvana Souza
"O que nos condena é nossa resignação." Eduardo Galeano
Silvana Souza
"O que nos condena é nossa resignação." Eduardo Galeano
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
A Idade e a mudança - Lya Luft
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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Reflexões Sobre as Oportunidades e as Características do Tempo
A Transitoriedade do Tempo
Nada como um dia após o outro para acalmar os ânimos e reanimar aqueles que sofreram frustrações.
Nada como atentar para a importância do tempo e reaprender lições já vistas anteriormente.
Nada como o tempo para nos ensinar que o branco dos cabelos fala-nos da urgência de transferirmos os conhecimentos acumulados durante os anos.
O tempo ensina, o tempo acalma, o tempo impõe verdades que não queríamos entender.
A duração de um tempo é subjetiva. Um minuto pode ser tão pouco e insignificante quanto pode ser decisivo para a sobrevivência de alguém.
A intensidade de cada momento também não pode ser medida com precisão, pois para cada um é revelada de uma forma.
O tempo pode ser recordado, mas não adiantado. Por ele, as mais diversas circunstâncias vividas por alguém podem ser trazidas à memória em quaisquer lugares.
Para alguns, o tempo tem poder de curar máculas causadas pela ausência física e/ou psicológica de alguém que queríamos que participasse de nossa história.
Se não fosse a divisão do tempo em segundos, minutos, hora, dia, meses e anos, seria muito difícil fazermos uma reflexão sobre o que poderia ser mudado, melhorado em nós.
A cada minuto que passa, a cada dia que termina, temos a oportunidade de parar e repensar as ações e reações causadas por nós e em nós.
O tempo é uma das oportunidades que Deus nos dá para entendermos a brevidade dos nossos dias e a consequente urgência de nos voltarmos a Ele.
Envolvidos com algumas notórias rotinas da vida, muitos pais perdem a oportunidade de atentarem para as necessidades emocionais de seus filhos, não esclarecendo, em tempo oportuno, as dúvidas que nossas crianças sempre têm.
Há quem diga, inclusive, que os netos são a nova oportunidade que a vida dá aos pais de pagarem aos filhos o tempo que não tiveram para eles.
O tempo nos evidencia a urgência e a importância do agora, ou seja, do único momento que é nosso e que temos a oportunidade de corrigirmos as falhas que nem mesmo os anos foram capazes de consertar.
Valorize cada momento de sua vida, valorizando as pessoas que fazem parte dela.
Não deixe de fora de sua história nem mesmo as pessoas que, por desconhecimento e clareza da importância de se cultivar amigos e familiares, insistem em cultivar instabilidades.
Ensine-as que o tempo passa e que a oportunidade para ser feliz e fazer alguém feliz ainda está sendo oferecida a nós, basta que nossos “olhos” não estejam tão enfadados a ponto de não conseguirem mais enxergar.
Erika de Souza Bueno
Boa semana a todos!!!!!!!!!!!!!
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Aos meus amigos!
"Que os meus instantes de egoísmo se
desmanchem cada vez mais rápido. Que as minhas expectativas não sejam maiores
do que a intenção de que o outro esteja tranquilo. Que a paz que ele possa
experimentar seja sempre um perfume que acenda a minha alegria. Que o seu
conforto seja também um motivo que continue inspirando os meus gestos mais
doces e amigos. Que nenhum gesto meu aperte o seu coração, intimide o seu riso,
acorde o seu medo, machuque a sua espontaneidade. Que as minhas vontades pequenas
sejam dissipadas pela lembrança do quanto a sua felicidade me importa.
Que ele saiba que, invariavelmente, pode contar comigo, nos tempos de
celebração e na travessia das longas noites escuras. É dele também a minha mão.
É dele também o meu abraço. É dele também a minha escuta. É dele também o meu
olhar amoroso. É dele também os meus melhores sorrisos. Que ele entenda que eu
não me desapontarei com a sua humanidade, com as suas dificuldades, com os seus
territórios feridos, como, com o mesmo acolhimento, não me desaponto com os
meus. Que tenha certeza de que eu quero muito que seja livre, saudável,
contente; que seja. Que tudo aquilo que o preocupa, o desassossega, o faz
sofrer, seja logo transformado, assim como tudo o que o torna feliz seja mais e
mais abençoado. Que alcance toda expansão que busca, todo voo que vislumbra, e
possa sempre se lembrar de que é capaz de vencer os mais assustadores e
impermanentes limites. Que, não importa o tamanho da distância, nunca esqueça
que o fato de existir mudou pra sempre a minha vida e que o mundo me pareceu
muito mais bacana depois que descobri que existia. Que se saiba amado muito
além do de
vez em quando, do por causa de, do se. Que se sinta amado como é, não interessa com que
cara a circunstância esteja. Que se sinta amado simplesmente porque é. Que
tenha paz. Que tenha paz. Que tenha paz. Ah, é claro, que tenha paz e
acesso à alegria mais sincera também". Ana Jácomo
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
PRESENTE
Procuro viver sempre a eternidade infinita do agora! Sem pensar muito no amanhã que ainda não existe, e até então é uma 'ilusão' porque não aconteceu, esquecer o passado que sendo bom ou ruim, já passou. Tudo o que temos é o agora, agora esse que por algum motivo se chama presente, presente que temos que viver, desfrutar esquecendo do resto. Utopia? Talvez, mas como disse Lispector eu não quero a limitação de quem vive apenas o possível, quero mesmo é uma verdade inventada! por Rodrigo Brower
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Brinde Quinta Secreta 22.12.2001
Pra encerrar o ano com chave de ouro, nos reunimos ontem pra comemorar a "Quinta Feliz" como sempre e comemorar os aniversários da Perla e do Fafá. Festa boa, comida maravilhosa, muitas gargalhadas, papo descontraido e diversão a valer.
Foi a última Quinta do ano. Não fiquem tristes com certeza, ano que vem tem mais!
Fernando Pessoa escreveu: "O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis." E vocês são assim!
Boas festas a todos!
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
FELIZ OLHAR NOVO
O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho da sua história.O grande lance é viver cada momento como se a receita da felicidade fosse o aqui e o agora.Claro que a vida prega peças. É lógico que, por vezes, o pneu fura, chove demais...Mas, pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia?Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho? Quero viver bem.O ano que passou foi um ano cheio.Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões. Normal.Às vezes se espera demais das pessoas. Normal.A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor machucou. Normal.O próximo ano não vai ser diferente.Muda o século, o milênio muda, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas e aí? Fazer o quê? Acabar com seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança?O que eu desejo para todos nós é sabedoria!E que todos saibamos transformar tudo em uma boa experiência!Que todos consigamos perdoar o desconhecido, o mal educado. Ele passou na sua vida. Não pode ser responsável por um dia ruim...Entender o amigo que não merece nossa melhor parte. Se ele decepcionou, passe-o para a categoria três, a dos colegas. Ou mude de classe, transforme-o em conhecido. Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém.O nosso desejo não se realizou? Beleza, não tava na hora, não deveria ser a melhor coisa pra esse momento: CUIDADO COM SEUS DESEJOS, ELES PODEM SE TORNAR REALIDADE.Chorar de dor, de solidão, de tristeza faz parte do ser humano. Não adianta lutar contra isso. Mas se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam diferentes.Desejo para todo mundo esse olhar especial.O próximo ano pode ser um ano especial, muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos e dermos a volta nisso. Somos fracos, mas podemos melhorar.Somos egoístas, mas podemos entender o outro.O próximo ano pode ser o máximo, maravilhoso, lindo, espetacular... ou...Pode ser puro orgulho!Depende de mim, de você!Pode ser.E que seja!!!Feliz olhar novo!!!Que a virada do ano não seja somente uma data, mas um momento para repensarmos tudo o que fizemos e que desejamos, afinal sonhos e desejos podem se tornar realidade somente se fizermos jus e acreditarmos neles!compartilhamos este texto do Drumond, com nossos amigos, desejando 2012 muito especial. É muito bom podermos estar todos juntos.Mery e Roberto
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Frase Dalai Lama
Em um mundo cada vez mais interdependente nosso próprio bem-estar e felicidade dependem de muitas outras pessoas. Outros seres humanos têm direito à paz e felicidade que é igual à nossa, por isso temos a responsabilidade de ajudar os necessitados. Muitos dos problemas do nosso mundo e os conflitos surgem porque perdemos de vista a humanidade básica que nos liga todos juntos como uma família humana.
Dalai lama
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Hoje é Quinta Feliz!
Os Sentimentos Humanos certo dia se reuniram para brincar. Depois que o Tédio bocejou três vezes porque a Indecisão não chegava a conclusão nenhuma e a Desconfiança estava tomando conta, a Loucura propôs que brincassem de esconde-esconde. A Curiosidade quis saber todos os detalhes do jogo, e a Intriga começou a cochichar com os outros que certamente alguém ali iria trapacear.
O Entusiasmo saltou de contentamento e convenceu a Dúvida e Apatia, ainda sentadas num canto, a entrarem no jogo. A Verdade achou que isso de esconder não estava com nada, a Arrogância fez cara de desdém pois a idéia não tinha sido dela, e o Medo preferiu não se arriscar: “Ah, gente, vamos deixar tudo como esta”, e como sempre perder a oportunidade de ser feliz.
A primeira a se esconder foi a Preguiça, deixando-se cair no chão atrás de uma pedra, ali mesmo onde estava. O Otimismo escondeu-se no arco-íris, e a Inveja se ocultou junto a Hipocrisia, que sorrindo fingidamente atrás de uma arvore estava odiando tudo aquilo.
A Generosidade quase não conseguia se esconder porque era grande, e ainda queria abrigar meio mundo, a Culpa ficou paralisada pois já estava mais do que escondida em si mesma, a Sensualidade se estendeu ao sol num lugar bonito e secreto para saborear o que a vida lhe oferecia, porque não era nem boba nem frígida; o Egoísmo achou um lugar perfeito onde não cabia ninguém mais.
A Mentira disse para Inocência que ia se esconder no fundo do oceano, onde a inocente acabou afogada, a Paixão meteu-se na cratera de um vulcão ativo, e o Esquecimento já nem sabia o que estava fazendo ali.
Depois de contar 99 a Loucura começou a procurar.
Achou um, achou outro, mas ao remexer num arbusto espesso ouviu um gemido: era o Amor, com os olhos furados pelos espinhos.
A loucura o tomou pelo braço e seguiu com ele, espalhando beleza pelo mundo. Desde então o Amor é cego e a Loucura o acompanha.
Juntos fazem a vida valer a pena.
Lya Luft
O Entusiasmo saltou de contentamento e convenceu a Dúvida e Apatia, ainda sentadas num canto, a entrarem no jogo. A Verdade achou que isso de esconder não estava com nada, a Arrogância fez cara de desdém pois a idéia não tinha sido dela, e o Medo preferiu não se arriscar: “Ah, gente, vamos deixar tudo como esta”, e como sempre perder a oportunidade de ser feliz.
A primeira a se esconder foi a Preguiça, deixando-se cair no chão atrás de uma pedra, ali mesmo onde estava. O Otimismo escondeu-se no arco-íris, e a Inveja se ocultou junto a Hipocrisia, que sorrindo fingidamente atrás de uma arvore estava odiando tudo aquilo.
A Generosidade quase não conseguia se esconder porque era grande, e ainda queria abrigar meio mundo, a Culpa ficou paralisada pois já estava mais do que escondida em si mesma, a Sensualidade se estendeu ao sol num lugar bonito e secreto para saborear o que a vida lhe oferecia, porque não era nem boba nem frígida; o Egoísmo achou um lugar perfeito onde não cabia ninguém mais.
A Mentira disse para Inocência que ia se esconder no fundo do oceano, onde a inocente acabou afogada, a Paixão meteu-se na cratera de um vulcão ativo, e o Esquecimento já nem sabia o que estava fazendo ali.
Depois de contar 99 a Loucura começou a procurar.
Achou um, achou outro, mas ao remexer num arbusto espesso ouviu um gemido: era o Amor, com os olhos furados pelos espinhos.
A loucura o tomou pelo braço e seguiu com ele, espalhando beleza pelo mundo. Desde então o Amor é cego e a Loucura o acompanha.
Juntos fazem a vida valer a pena.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Pobreza
Pobreza
Pobres, realmente pobres, são aqueles que não têm tempo para perder tempo.
Pobres, realmente pobres, são aqueles que não são silenciosos, nem podem comprá-lo. Pobres, realmente pobres, são aqueles que se esqueceram de pernas para andar, como as asas das galinhas se esqueceram de voar.
Pobres, realmente pobres, são aqueles que comem lixo e pagam por ele como se fosse alimento.
Pobres, realmente pobres, são aqueles que têm o direito de respirar merda, como o ar, sem pagar nada por isso.
Pobres, realmente pobres, são aqueles cuja liberdade não vai além do que a liberdade de escolher entre um e outro canal de TV.
Pobres, muito pobres, vivem dramas passionais com as máquinas.
Pobres, realmente pobres, são aqueles que tem sempre muito e estão sempre sozinhos.
Pobres, muito pobres, não sabem que são pobres.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
O Século do Vento
Este documentário tem 1h e 30min de duração, mas vale a pena assistir. O olhar atento e as vezes ácido de Galeano sobre século XX e a América Latina:
http://eduardogaleano.org/2011/06/20/el-siglo-del-viento/
Narrado pelo próprio Eduardo Galeano e dirigido por seu amigo Fernando Birri, o documentário inclui numerosos, coloridos e, muitas vezes, cenas dolorosas que ocorreram na América durante o século XX, fez todo o volume final de Memória do Fogo, chamado do século vento.

http://eduardogaleano.org/2011/06/20/el-siglo-del-viento/
Narrado pelo próprio Eduardo Galeano e dirigido por seu amigo Fernando Birri, o documentário inclui numerosos, coloridos e, muitas vezes, cenas dolorosas que ocorreram na América durante o século XX, fez todo o volume final de Memória do Fogo, chamado do século vento.
Escrevê-lo foi uma alegria para a mão, e agora me sinto mais do que nunca orgulho de ter nascido na América, nesta merda, nesta maravilha do vento século. Eduardo Galeano
“Este livro inicia uma trilogia. Divide-se em duas partes: numa, a América pré-colombiana aparece-nos através dos mitos indígenas da fundação; na outra, ocorre a história da América desde finais do século XV até ao ano de 1700. O volume seguinte de Memória do fogo abrangerá os séculos XVIII e XIX. O terceiro volume chegará aos nossos dias.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Aprendi que..........
Aprendi
que.... ninguém é perfeito enquanto não se apaixona.
Aprendi
que.... a vida é dura mas eu sou mais que ela!!
Aprendi
que...as oportunidades nunca se perdem; aquelas que desperdiças... alguém as
aproveita!!!
Aprendi
que... quando te importas com rancores e amarguras a felicidade vai para outra
parte.
Aprendi
que... devemos sempre dar palavras boas... porque amanhã nunca se sabe as que
temos que ouvir.
Aprendi
que...um sorriso é uma maneira econômica de melhorar teu aspecto.
Aprendi
que... não posso escolher como me sinto... mas posso sempre fazer alguma coisa.
Aprendi
que...quando o teu filho, recém-nascido, segura o teu dedo na sua mão tenta
prendê-lo para toda a vida!!!!!
Aprendi
que...todos, todos querem viver no topo da montanha... mas toda a felicidade
está durante a subida.
Aprendi
que... temos que aproveitar da viagem e não apenas pensar na chegada.
Aprendi
que...o melhor é dar conselhos só em duas circunstâncias... quando são pedidos
e quando deles depende a vida.
Aprendi
que...quanto menos tempo se desperdiça... mais coisas posso fazer.
Bom final de semana a todos!!!!!!!!!!!!!!
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
A amizade é ................
"A amizade é um meio-amor, sem algumas das vantagens dele mas sem o ônus do ciúme – o que é, cá entre nós, uma bela vantagem. Ser amigo é rir junto, é dar o ombro para chorar, é poder criticar (com carinho, por favor), é poder apresentar namorado ou namorada, é poder aparecer de chinelo de dedo ou roupão, é poder até brigar e voltar um minuto depois, sem ter de dar explicação nenhuma."
(Lya Luft)
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Pq hoje é Quinta Feliz!
Amizades são feitas de pedacinhos. Pedacinhos
de tempo que vivemos com cada pessoa.
Não importa a quantidade de tempo que passamos com cada amigo, mas a qualidade do tempo que vivemos com cada um.
Cinco minutos podem ter uma importância muito maior do que um dia inteiro. Assim, há amizades que são feitas de risos e dores compartilhados; outras de escola; outras de saídas, cinemas, diversões; há ainda aquelas que nascem a gente nem sabe de quê, mas que estão presentes.
Talvez essas sejam feitas de silêncios compreendidos, ou de simpatia mútua sem explicação.
Hoje em dia, muitas amizades são feitas só de e-mails e essas não são menos importantes.
São as famosas "amizades virtuais." Diferentes até, mas não menos importantes.
Aprendemos a amar as pessoas sem que possamos julgá-las pela sua aparência ou modo de ser, sem que possamos ( e fazemos isso inconscientemente às vezes) etiquetá-las.
Há amizades muito profundas que são criadas assim.
Saint-Exupéry disse: "Foi o tempo que perdestes com tua rosa que fez tua rosa tão importante." E eu digo que é o tempo que ganhamos com cada amigo que faz cada amigo tão importante. Porque tempo gasto com amigos é tempo ganho, aproveitado, vivido.
São lembranças para cinco minutos depois ou anos até. Um amigo se torna importante pra nós, e nós para ele, quando somos capazes, mesmo na sua ausência, de rir ou chorar, de sentir saudade e nesse instante trazer o outro bem pertinho da gente.
Dessa forma, podemos ter vários melhores amigos de diferentes maneiras. O importante é saber aproveitar o máximo cada minuto vivido e ter depois no baú das recordações horas para passar com os amigos, mesmo quando estes estiverem longe dos nossos olhos,
Não importa a quantidade de tempo que passamos com cada amigo, mas a qualidade do tempo que vivemos com cada um.
Cinco minutos podem ter uma importância muito maior do que um dia inteiro. Assim, há amizades que são feitas de risos e dores compartilhados; outras de escola; outras de saídas, cinemas, diversões; há ainda aquelas que nascem a gente nem sabe de quê, mas que estão presentes.
Talvez essas sejam feitas de silêncios compreendidos, ou de simpatia mútua sem explicação.
Hoje em dia, muitas amizades são feitas só de e-mails e essas não são menos importantes.
São as famosas "amizades virtuais." Diferentes até, mas não menos importantes.
Aprendemos a amar as pessoas sem que possamos julgá-las pela sua aparência ou modo de ser, sem que possamos ( e fazemos isso inconscientemente às vezes) etiquetá-las.
Há amizades muito profundas que são criadas assim.
Saint-Exupéry disse: "Foi o tempo que perdestes com tua rosa que fez tua rosa tão importante." E eu digo que é o tempo que ganhamos com cada amigo que faz cada amigo tão importante. Porque tempo gasto com amigos é tempo ganho, aproveitado, vivido.
São lembranças para cinco minutos depois ou anos até. Um amigo se torna importante pra nós, e nós para ele, quando somos capazes, mesmo na sua ausência, de rir ou chorar, de sentir saudade e nesse instante trazer o outro bem pertinho da gente.
Dessa forma, podemos ter vários melhores amigos de diferentes maneiras. O importante é saber aproveitar o máximo cada minuto vivido e ter depois no baú das recordações horas para passar com os amigos, mesmo quando estes estiverem longe dos nossos olhos,
Letícia Thompson
sábado, 19 de novembro de 2011
Texto encaminhado pela Marga
achei muito interessante esse texto....
"Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase.
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo
tudo que poderia ter sido e não foi.Quem quase ganhou ainda joga, que
quase passou ainda estuda, que quase morreu ainda está vivo, quem quase
amou nao amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam dos dedos, nas chnces
que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa
mania de viver o outono.
Pergunto-me, as vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna, ou
melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, esta
estampada na distancia e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços,
na indeferença dos "Bom dia", quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem para ser feliz.A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas,
os dias seriam nublados e o arco-iris em tons de cinza. O nada não
ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que
cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao
alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente
paciencia porem, preferir a derrota prévia a duvida da vitoria é
desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão, pros
fracassos, chances pros amores impossiveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um
romance cujo fim é instantaneo ou indolor nao é romance. Não deixe que a
saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impça de
tentar.Desconfie do destino e acredite em voce.
Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando,
vivendo que esperando porque,embora quem quase morre esteja vivo, quem
quase vive já morreu."
bj
marga
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Pensar é transgredir
Lya Luft
Não lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos, para não morrermos soterrados na poesia da banalidade, embora pareça que ainda estamos vivos. Mas compreendi, num lampejo: então é isso, então é assim. Apesar dos medos, convém não ser demais fútil nem demais acomodada. Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece: porque a vida não tem de ser sorvida como uma taça que se esvazia, mas como o jarro que se renova a cada gole bebido.
Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo. Apalpar, no nevoeiro de quem somos, algo que pareça uma essência : isso, mais ou menos, sou eu. Isso é o que eu queria ser, acredito ser, quero me tornar ou já fui. Muita inquietação por baixo das águas do cotidiano. Mais cômodo seria ficar com o travesseiro sobre a cabeça e adotar o lema reconfortante : "Parar pra pensar, nem pensar !"
O problema é que quando menos se espera ele chega, o sorrateiro pensamento que nos faz parar. Pode ser no meio do shopping, no trânsito, na frente da tevê ou do computador. Simplesmente escovando os dentes. Ou na hora da droga, do sexo sem afeto, do desafeto, do rancor, da lamúria, da hesitação e da resignação.
Sem ter programado, a gente pára pra pensar. Pode ser um susto: como espiar de um berçário confortável para um corredor com mil possibilidades. Cada porta, uma escolha. Muitas vão se abrir para um nada ou para algum absurdo. Outras, para um jardim de promessas. Alguma, para a noite além da cerca. Hora de tirar os disfarces, aposentar as máscaras e reavaliar : reavaliar-se .
Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos pressiona tanto. Somos demasiado frívolos: buscamos o atordoamento das mil distrações, corremos de um lado a outro achando que somos grandes cumpridores de tarefas. Quando o primeiro dever seria de vez em quando parar e analisar: quem a gente é, o que fazemos com a nossa vida, o tempo, os amores. E com as obrigações também, é claro, pois não temos sempre cinco anos de idade, quando a prioridade absoluta é dormir abraçado no urso de pelúcia e prosseguir no sono, o sonho que afinal nessa idade ainda é a vida.
Mas pensar não é apenas a ameaça de enfrentar a alma no espelho: é sair para as varandas de si mesmo e olhar em torno, e quem sabe finalmente respirar. Compreender: somos inquilinos de algo bem maior do que o nosso pequeno segredo individual. É o poderoso ciclo da existência. Nele todos os desastres e toda a beleza têm significado como fases de um processo. Se nos escondemos num canto escuro abafando nossos questionamentos, não escutaremos o rumor do vento nas árvores do mundo. Nem compreenderemos que o prato das inevitáveis perdas pode pesar menos do que o dos possíveis ganhos. Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a sua história. O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem.
Viver, como talvez morrer, é recriar-se : a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes, ousada.
Parece fácil: "escrever a respeito das coisas é fácil", já me disseram. Eu sei. Mas não é preciso realizar nada espetacular, nem desejar nada excepcional. Não é preciso nem mesmo ser brilhante, importante, admirado. Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança. Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade.
Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for. E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Tenham todos um excelente final de semana!
"obrigado
por compartilhar o carinho de sua amizade ... pois à Afinidade , não é o mais
brilhante, mas é o mais sútil, delicado e penetrante dos sentimentos. Não
importa o tempo, a ausência, os adiantamentos, a distância, as impossibilidades.
Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a
conversa, o afeto, no exato ponto de onde foi interrompido. Afinidade é não
haver tempo mediante a vida. É a vitória do subjetivo sobre o objetivo, do
permanente sobre o passageiro. Ter afinidade é muito raro, mas quando ela
existe não precisa de códigos verbais para se manifestar. Ela existia antes do
conhecimento, irradia durante e permanece até depois que as pessoas deixam de
estar juntas. Afinidade é ficar, ainda que longe, pensando parecido a respeito
dos mesmos fatos que impressionam, comovem e sensibilizam. Afinidade é receber
o que vem de dentro com uma aceitação anterior ao próprio entendimento ... Siddharta Prem - 3õ
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Amanhã é Quinta Feliz!
..."Os ganhos ou os danos dependem da
perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a sua história.
O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem.
Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada.
Eventualmente reprogramada.
Conscientemente executada.
Muitas vezes, ousada.
Parece fácil: "escrever a respeito das coisas é fácil", já me disseram. Eu sei.
Mas não é preciso realizar nada de espetacular, nem desejar nada excepcional. Não é preciso nem mesmo ser brilhante, importante, admirado.
Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se.
Ter esperança; qualquer esperança.
Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez.
Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim.
Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade.
Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena.
Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for.
E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer." (Lya Luft)
O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem.
Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada.
Eventualmente reprogramada.
Conscientemente executada.
Muitas vezes, ousada.
Parece fácil: "escrever a respeito das coisas é fácil", já me disseram. Eu sei.
Mas não é preciso realizar nada de espetacular, nem desejar nada excepcional. Não é preciso nem mesmo ser brilhante, importante, admirado.
Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se.
Ter esperança; qualquer esperança.
Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez.
Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim.
Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade.
Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena.
Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for.
E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer." (Lya Luft)
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Realização dos sonhos
"Existem duas coisas que impedem uma pessoa de realizar os seus sonhos: achar que eles são impossíveis, ou, através de uma súbita virada na roda do destino, vê-los transformarem-se em algo possível quando menos se espera.
Pois neste momento surge o medo de um caminho que não se sabe onde vai dar, de uma vida com desafios desconhecidos, da possibilidade que as coisas com que estamos acostumados desapareçam para sempre.
As pessoas querem mudar tudo, e ao mesmo tempo desejam que tudo continue igual.
Muitas vezes acostumamos com a derrota, e qualquer chance de vitória torna-se um fardo pesado demais para carregar ou somos covardes demais para mudar o destino. " Paulo Coelho
domingo, 6 de novembro de 2011
Raízes e asas!
Quando você crescer, as penas de suas asas vão cair, até que você perca pra sempre a capacidade que tem de voar.
Minha filha Sheide me mandou este vídeo e eu compartilho com todos vcs é muito lindo.
O filme nasceu a partir de um texto pessoal do publicitário Luiz Ricardo Magrello, publicado num blog inexpressivo. Nele, o diretor Renato Cabral encontrou um personagem e uma história verdadeira.O filme nasceu a partir de um texto pessoal do publicitário Luiz Ricardo Magrello, publicado num blog inexpressivo. Nele, o diretor Renato Cabral encontrou um personagem e uma história verdadeira.
Bom domigo a todos!
Sil
Minha filha Sheide me mandou este vídeo e eu compartilho com todos vcs é muito lindo.
O filme nasceu a partir de um texto pessoal do publicitário Luiz Ricardo Magrello, publicado num blog inexpressivo. Nele, o diretor Renato Cabral encontrou um personagem e uma história verdadeira.O filme nasceu a partir de um texto pessoal do publicitário Luiz Ricardo Magrello, publicado num blog inexpressivo. Nele, o diretor Renato Cabral encontrou um personagem e uma história verdadeira.
Bom domigo a todos!
Sil
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Feliz Niver de Quinta!!!!!!
“A maturidade me permite olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranquilidade e querer com mais doçura”. Lya Luft
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Pq hoje é Quinta Feliz!
Afinidade não se explica, amizade não se força, confiança não se obriga e sentimento não se controla.Frase Bob Marley
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Pq hoje é Quinta Feliz!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Doe Seu Sorriso
SORRISO!! você é terapia!!!! Lançar mão de atividades intencionais para melhorar seu humor é atitude preventiva. Comprovadamente, ao contrário do que muitos pensam, apenas 10% dessa condição é determinada por situações externas, acontecimentos felizes ou infelizes. Sendo assim, temos a capacidade de modificar nosso humor. Sorrir mais, é se colocar em movimento, é mudar o modo de interpretar as situações.[Jô]
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Frase da semana!
"...com uma Amizade Verdadeira, a vida se torna mais simples, mais rica e mais bela..."
Charlie Chaplin
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Pq hoje é Quinta!
Nunca é tarde, nunca é demais!
"Sou composta por urgências: minhas alegrias são intensas; minhas tristezas, absolutas... Me entupo de ausências, me esvazio de excessos. Eu não caibo no estreito... eu só vivo nos extremos" (Clarice Lispector)
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Frase da Semana!
Ben Ami Scopinho
Palavras de um ateu que apreciei:
"... Viva a sua vida aqui e agora, seja gentil com os outros, não faça nada para alguém que você não quer que seja feito com você, respeite o planeta e a natureza, dê mais do que você tira até seu último suspiro... Em seguida, aceite a serenidade do nada..."
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Nunca deixe de ser criança…
Quando penso no dia das crianças me recordo de toda a minha infância e de todas aquelas coisas legais que me faziam feliz “por nada”. Pensando nisso percebi o quanto muitos ainda lutam para matar a “inocência” que existe dentro da gente, e só depois de termos distanciado da graça de nos alegrarmos com tão pouco, de brincar, sorrir, é que percebemos a importância e a falta que nos faz ser criança.
Precisamos recordar os doces momentos da infância, buscando entender que ao amadurecer e nos tornar adultos, não precisamos abrir mão de acreditar na vida igual acreditávamos quando éramos frágeis e inocentes. Quando crianças, amávamos e perdoávamos com mais facilidade, fazíamos amigos antes mesmo de saber quais eram os seus nomes, corríamos até perdermos o fôlego, rolávamos pelo chão sem medo de nos sujarmos, nos permitíamos viver,
experienciar; fazíamos as pessoas sorrirem e se emocionarem com coisas simples.
Hoje em dia a infância não é mais a mesma, se tem muita pressa em se tornar adulto. Muitas crianças têm vergonha de brincar, medo de se sujar, e um desejo louco de viver tudo o que é impróprio a sua idade.
Então, nesse dia especial, desejo que pelo menos um de nós ainda consiga ser criança, e viva na eternidade, sonhando sonhos de esperança e buscando encontrar um mundo melhor, porque ser criança é algo que a gente nunca deveria deixar de ser!
Nandy Martins
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
7 lições de Ouro de Steve Jobs
1. “A inovação define líderes e seguidores”
2. “Seja um fanático pela qualidade. A maioria das pessoas não está acostumada a um ambiente onde a excelência é a regra”.
3. “A única maneira de fazer um grande trabalho é amar o que você faz. Se você ainda não encontrou o trabalho que preenche seus sonhos, não se acomode. Com todas as forças do seu coração, saberá quando encontrar”.
4. ‘Um conceito do budismo é ‘uma mente aprendiz’. É maravilhoso ter uma mente aprendiz’.
5. “Eu sou a única pessoa que eu conheço que perdeu 250 MILHÕES DE DÓLARES em um ano.
É o tipo de coisa que molda um caráter”. (Não confunda cometer erros com ser um erro.)
6. “Nós existimos para deixar uma marca no universo.
De outra maneira, por que estaríamos aqui?”
7. “Nosso tempo de vida é limitado, não o gaste vivendo a vida de outras pessoas”.
Fonte: Steve Jobs
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Frase do dia!
A paz de espírito chega quando sua vida está em harmonia com os princípios e valores verdadeiros, e de nenhum outro modo.
Stephen R. Covey
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Ruptura de hábitos para fazer descobertas
Hábitos e rotinas tornar nossa vida mais fácil, mas maçante nossas mentes. Quando contamos com padrões de pensamento existentes operamos sem pensar original.
Deliberadamente Quebrando sua rotina estimula o pensamento criativo
Tomar uma rota indireta para o trabalho, ler um livro em um novo gênero, horas de trabalho diferentes, ou assumir um novo hobby. Alimentando o seu cérebro informações e idéias de novas fontes de combustível dá-lhe para resolver problemas.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
O ESPELHO DE GANDHI
Perguntaram a Mahatma Gandhi quais são os fatores que destroem os seres humanos. Ele respondeu:
A Política, sem princípios; o Prazer, sem compromisso; a Riqueza, sem trabalho; a Sabedoria, sem caráter; os negócios, sem moral; a Ciência, sem humanidade; a Oração, sem caridade.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
NOSSOS DIAS MELHORES NUNCA VIRÃO? Arnaldo Jabor
Ando em crise, numa boa, nada de grave. Mas, ando em crise com o tempo. Que estranho "presente" é este que vivemos hoje, correndo sempre por nada, como se o tempo tivesse ficado mais rápido do que a vida, como se nossos músculos, ossos e sangue estivessem correndo atrás de um tempo mais rápido.
As utopias liberais do século 20 diziam que teríamos mais ócio, mais paz com a tecnologia. Acontece que a tecnologia não está aí para distribuir sossego, mas para incrementar competição e produtividade, não só das empresas, mas a produtividade dos humanos, dos corpos. Tudo sugere velocidade, urgência, nossa vida está sempre aquém de alguma tarefa. A tecnologia nos enfiou uma lógica produtiva de fábricas, fábricas vivas, chips, pílulas para tudo.
Temos de funcionar, não de viver. Por que tudo tão rápido? Para chegar aonde? A este mundo ridículo que nos oferecem, para morrermos na busca da ilusão narcisista de que vivemos para gozar sem parar? Mas gozar como? Nossa vida é uma ejaculação precoce. Estamos todos gozando sem fruição, um gozo sem prazer, quantitativo. Antes, tínhamos passado e futuro; agora, tudo é um "enorme presente", na expressão de Norman Mailer. E este "enorme presente" é reproduzido com perfeição técnica cada vez maior, nos fazendo boiar num tempo parado, mas incessante, num futuro que "não pára de não chegar".
Antes, tínhamos os velhos filmes em preto-e-branco, fora de foco, as fotos amareladas, que nos davam a sensação de que o passado era precário e o futuro seria luminoso. Nada. Nunca estaremos no futuro. E, sem o sentido da passagem dos dias, da sucessibilidade de momentos, de começo e fim, ficamos também sem presente, vamos perdendo a noção de nosso desejo, que fica sem sossego, sem noite e sem dia. Estamos cada vez mais em trânsito, como carros, somos celulares, somos circuitos sem pausa, e cada vez mais nossa identidade vai sendo programada. O tempo é uma invenção da produção. Não há tempo para os bichos. Se quisermos manhã, dia e noite, temos de ir morar no mato.
Há alguns anos, eu vi um documentário chamado Tigrero, do cineasta finlandês Mika Kaurismaki e do Jim Jarmusch sobre um filme que o Samuel Fuller ia fazer no Brasil, em 1951. Ele veio, na época, e filmou uma aldeia de índios no interior do Mato Grosso. A produção não rolou e, em 92, Samuel Fuller, já com 83 anos, voltou à aldeia e exibiu para os índios o material colorido de 50 anos atrás. E também registrou, hoje, os índios vendo seu passado na tela. Eles nunca tinham visto um filme e o resultado é das coisas mais lindas e assustadoras que já vi.
Eu vi os índios descobrindo o tempo. Eles se viam crianças, viam seus mortos, ainda vivos e dançando. Seus rostos viam um milagre. A partir desse momento, eles passaram a ter passado e futuro. Foram incluídos num decorrer, num "devir" que não havia. Hoje, esses índios estão em trânsito entre algo que foram e algo que nunca serão. O tempo foi uma doença que passamos para eles, como a gripe. E pior: as imagens de 50 anos é que pareciam mostrar o "presente" verdadeiro deles. Eram mais naturais, mais selvagens, mais puros naquela época. Agora, de calção e sandália, pareciam estar numa espécie de "passado" daquele presente. Algo decaiu, piorou, algo involuiu neles.
Lembrando disso, outro dia, fui atrás de velhos filmes de 8mm que meu pai rodou há 50 anos também.
Queria ver o meu passado, ver se havia ali alguma chave que explicasse meu presente hoje, que prenunciasse minha identidade ou denunciasse algo que perdi, ou que o Brasil perdeu... Em meio às imagens trêmulas, riscadas, fora de foco, vi a precariedade de minha pobre família de classe média, tentando exibir uma felicidade familiar que até existia, mas precária, constrangida; e eu ali, menino comprido feito um bambu no vento, já denotando a insegurança que até hoje me alarma. Minha crise de identidade já estava traçada. E não eram imagens de um passado bom que decaiu, como entre os índios.
Era um presente atrasado, aquém de si mesmo. A mesma impressão tive ao ver o filme famoso de Orson Welles, It's All True, em que ele mostra o carnaval carioca de 1942 - únicas imagens em cores do País nessa década. Pois bem, dava para ver, nos corpinhos dançantes do carnaval sem som, uma medíocre animação carioca, com pobres baianinhas em tímidos meneios, galãs fraquinhos imitando Clark Gable, uma falta de saúde no ar, uma fragilidade indefesa e ignorante daquele povinho iludido pelos burocratas da capital. Dava para ver ali que, como no filme de minha família, estavam aquém do presente deles, que já faltava muito naquele passado.
Vendo filmes americanos dos anos 40, não sentimos falta de nada. Com suas geladeiras brancas e telefones pretos, tudo já funcionava como hoje. O "hoje" deles é apenas uma decorrência contínua daqueles anos. Mudaram as formas, o corte das roupas, mas eles, no passado, estavam à altura de sua época. A Depressão econômica tinha passado, como um grande trauma, e não aparecia como o nosso subdesenvolvimento endêmico. Para os americanos, o passado estava de acordo com sua época. Em 42, éramos carentes de alguma coisa que não percebíamos. Olhando nosso passado é que vemos como somos atrasados no presente. Nos filmes brasileiros antigos, parece que todos morreram sem conhecer seus melhores dias.
E nós, hoje, nesta infernal transição entre o atraso e uma modernização que não chega nunca? Quando o Brasil vai crescer? Quando cairão afinal os "juros" da vida? Chego a ter inveja das multidões pobres do Islã: aboliram o tempo e vivem na eternidade de seu atraso. Aqui, sem futuro, vivemos nessa ansiedade individualista medíocre, nesse narcisismo brega que nos assola na moda, no amor, no sexo, nessa fome de aparecer para existir. Nosso atraso cria a utopia de que, um dia, chegaremos a algo definitivo. Mas, ser subdesenvolvido não é "não ter futuro"; é nunca estar no presente.
Arnaldo Jabor
As utopias liberais do século 20 diziam que teríamos mais ócio, mais paz com a tecnologia. Acontece que a tecnologia não está aí para distribuir sossego, mas para incrementar competição e produtividade, não só das empresas, mas a produtividade dos humanos, dos corpos. Tudo sugere velocidade, urgência, nossa vida está sempre aquém de alguma tarefa. A tecnologia nos enfiou uma lógica produtiva de fábricas, fábricas vivas, chips, pílulas para tudo.
Temos de funcionar, não de viver. Por que tudo tão rápido? Para chegar aonde? A este mundo ridículo que nos oferecem, para morrermos na busca da ilusão narcisista de que vivemos para gozar sem parar? Mas gozar como? Nossa vida é uma ejaculação precoce. Estamos todos gozando sem fruição, um gozo sem prazer, quantitativo. Antes, tínhamos passado e futuro; agora, tudo é um "enorme presente", na expressão de Norman Mailer. E este "enorme presente" é reproduzido com perfeição técnica cada vez maior, nos fazendo boiar num tempo parado, mas incessante, num futuro que "não pára de não chegar".
Antes, tínhamos os velhos filmes em preto-e-branco, fora de foco, as fotos amareladas, que nos davam a sensação de que o passado era precário e o futuro seria luminoso. Nada. Nunca estaremos no futuro. E, sem o sentido da passagem dos dias, da sucessibilidade de momentos, de começo e fim, ficamos também sem presente, vamos perdendo a noção de nosso desejo, que fica sem sossego, sem noite e sem dia. Estamos cada vez mais em trânsito, como carros, somos celulares, somos circuitos sem pausa, e cada vez mais nossa identidade vai sendo programada. O tempo é uma invenção da produção. Não há tempo para os bichos. Se quisermos manhã, dia e noite, temos de ir morar no mato.
Há alguns anos, eu vi um documentário chamado Tigrero, do cineasta finlandês Mika Kaurismaki e do Jim Jarmusch sobre um filme que o Samuel Fuller ia fazer no Brasil, em 1951. Ele veio, na época, e filmou uma aldeia de índios no interior do Mato Grosso. A produção não rolou e, em 92, Samuel Fuller, já com 83 anos, voltou à aldeia e exibiu para os índios o material colorido de 50 anos atrás. E também registrou, hoje, os índios vendo seu passado na tela. Eles nunca tinham visto um filme e o resultado é das coisas mais lindas e assustadoras que já vi.
Eu vi os índios descobrindo o tempo. Eles se viam crianças, viam seus mortos, ainda vivos e dançando. Seus rostos viam um milagre. A partir desse momento, eles passaram a ter passado e futuro. Foram incluídos num decorrer, num "devir" que não havia. Hoje, esses índios estão em trânsito entre algo que foram e algo que nunca serão. O tempo foi uma doença que passamos para eles, como a gripe. E pior: as imagens de 50 anos é que pareciam mostrar o "presente" verdadeiro deles. Eram mais naturais, mais selvagens, mais puros naquela época. Agora, de calção e sandália, pareciam estar numa espécie de "passado" daquele presente. Algo decaiu, piorou, algo involuiu neles.
Lembrando disso, outro dia, fui atrás de velhos filmes de 8mm que meu pai rodou há 50 anos também.
Queria ver o meu passado, ver se havia ali alguma chave que explicasse meu presente hoje, que prenunciasse minha identidade ou denunciasse algo que perdi, ou que o Brasil perdeu... Em meio às imagens trêmulas, riscadas, fora de foco, vi a precariedade de minha pobre família de classe média, tentando exibir uma felicidade familiar que até existia, mas precária, constrangida; e eu ali, menino comprido feito um bambu no vento, já denotando a insegurança que até hoje me alarma. Minha crise de identidade já estava traçada. E não eram imagens de um passado bom que decaiu, como entre os índios.
Era um presente atrasado, aquém de si mesmo. A mesma impressão tive ao ver o filme famoso de Orson Welles, It's All True, em que ele mostra o carnaval carioca de 1942 - únicas imagens em cores do País nessa década. Pois bem, dava para ver, nos corpinhos dançantes do carnaval sem som, uma medíocre animação carioca, com pobres baianinhas em tímidos meneios, galãs fraquinhos imitando Clark Gable, uma falta de saúde no ar, uma fragilidade indefesa e ignorante daquele povinho iludido pelos burocratas da capital. Dava para ver ali que, como no filme de minha família, estavam aquém do presente deles, que já faltava muito naquele passado.
Vendo filmes americanos dos anos 40, não sentimos falta de nada. Com suas geladeiras brancas e telefones pretos, tudo já funcionava como hoje. O "hoje" deles é apenas uma decorrência contínua daqueles anos. Mudaram as formas, o corte das roupas, mas eles, no passado, estavam à altura de sua época. A Depressão econômica tinha passado, como um grande trauma, e não aparecia como o nosso subdesenvolvimento endêmico. Para os americanos, o passado estava de acordo com sua época. Em 42, éramos carentes de alguma coisa que não percebíamos. Olhando nosso passado é que vemos como somos atrasados no presente. Nos filmes brasileiros antigos, parece que todos morreram sem conhecer seus melhores dias.
E nós, hoje, nesta infernal transição entre o atraso e uma modernização que não chega nunca? Quando o Brasil vai crescer? Quando cairão afinal os "juros" da vida? Chego a ter inveja das multidões pobres do Islã: aboliram o tempo e vivem na eternidade de seu atraso. Aqui, sem futuro, vivemos nessa ansiedade individualista medíocre, nesse narcisismo brega que nos assola na moda, no amor, no sexo, nessa fome de aparecer para existir. Nosso atraso cria a utopia de que, um dia, chegaremos a algo definitivo. Mas, ser subdesenvolvido não é "não ter futuro"; é nunca estar no presente.
Arnaldo Jabor
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Felicidade..... por Gilbamar Bezerra*
Ao longo de toda minha vida andei tentando cultivar a semente da tenra plantinha chamada felicidade com o máximo cuidado. Fui arando os espaços por onde caminhei, distribuindo sorrisos, engolindo em seco - algumas vezes também ficava aquilo preso na garganta dias e dias até, finalmente, descer goela abaixo quando a compreensão aliviava a mágoa no coração - os pescoções e sapos maiores do que minha capacidade de assimilar suportava.
Precisei, como é de lei não escrita no relacionamento humano, renunciar tanto, baixar a cabeça incontáveis vezes, derramar lágrimas sobre o travesseiro enquanto refletia sobre fatos e atos, buscando entender o sentido de estar vivo quando inúmeros já tinham recebido o bilhete de ida sem retorno.
Fui percebendo, no passar do tempo, que para subsistir e ser completa a felicidade necessita de pequenas coisas do cotidiano, de detalhes simples, por vezes insignificantes, que fazem a grande diferença na contabilidade final e complexa desse estágio da existência tão anelado por todos nós. Todavia surpreendi-me ao descobrir o quanto a presença dos meus semelhantes é parte sin ne qua non dessa tal felicidade. Sem a presença imprescindível dos muitos próximos, em especial dos mais próximos como amigos, familiares, parentes e, claro, os amores, impossível seu desenvolvimento completo e sadio.
Porque a felicidade, compreendi e me alegrei com essa assertiva, não vem sozinha e repentina como algo avulso ou uma folha seca trazida pelo vento. Para acontecer e tornar-se real, palpável e desfrutável a felicidade, da maneira como nós seres humanos a enxergamos, há que ter por base sólida, o esteio indispensável para firmar-se e permanecer, as demais criaturas dividindo conosco as benesses de seus gloriosos frutos.
De que maneira, então, é possível encontrar o caminho mais plausível para alcançá-la? Como isso é possível? Onde descobrir os contornos desse misterioso e abstrato estado de vida tão ansiosamente procurado por todos os homens e mulheres? O apoio e incentivo dos pais na infância, a amizade na adolescência, os braços amorosos da namorada, a constituição da própria família, o trabalho digno respaldado por salário adequado com vistas a um viver honroso e com qualidade, a leitura constante de bons livros e demais incentivos culturais que despertam o intelecto, enfim, todos os fragmentos de prazeres e alegrias brotando dia após dia fazem o painel de algo maravilhoso a que chamamos de felicidade.
Tropeços ocorreram porque são inevitáveis e inerentes a essa linda jornada onde nos colocaram nossos pais. Rosas e espinhos ocupam o mesmo espaço enquanto seguimos adiante. Temos consciência que a felicidade é construída aqui e ali, em momentos inesquecíveis bordados de risos contagiantes, com pedaços de alegria depois de escamoteadas as tristezas, olvidadas as desilusões.
Penso que a felicidade me tem visitado vez por outra em seus frequentes retalhos e visíveis contornos, acreditando ser ela vivida de instantes, de pequenas pepitas de ouro que vamos encontrando no caminho escolhido por cada um de nós. Esse fabuloso êxtase a que denominamos de felicidade jamais será conseguido em sua totalidade por qualquer um de nós, porque ela se caracteriza nos lampejos momentâneos que nos dão prazer e a doce sensação de ser feliz. Lampejos esses inconstantes, inesperados e nem sempre à mão.
Precisei, como é de lei não escrita no relacionamento humano, renunciar tanto, baixar a cabeça incontáveis vezes, derramar lágrimas sobre o travesseiro enquanto refletia sobre fatos e atos, buscando entender o sentido de estar vivo quando inúmeros já tinham recebido o bilhete de ida sem retorno.
Fui percebendo, no passar do tempo, que para subsistir e ser completa a felicidade necessita de pequenas coisas do cotidiano, de detalhes simples, por vezes insignificantes, que fazem a grande diferença na contabilidade final e complexa desse estágio da existência tão anelado por todos nós. Todavia surpreendi-me ao descobrir o quanto a presença dos meus semelhantes é parte sin ne qua non dessa tal felicidade. Sem a presença imprescindível dos muitos próximos, em especial dos mais próximos como amigos, familiares, parentes e, claro, os amores, impossível seu desenvolvimento completo e sadio.
Porque a felicidade, compreendi e me alegrei com essa assertiva, não vem sozinha e repentina como algo avulso ou uma folha seca trazida pelo vento. Para acontecer e tornar-se real, palpável e desfrutável a felicidade, da maneira como nós seres humanos a enxergamos, há que ter por base sólida, o esteio indispensável para firmar-se e permanecer, as demais criaturas dividindo conosco as benesses de seus gloriosos frutos.
De que maneira, então, é possível encontrar o caminho mais plausível para alcançá-la? Como isso é possível? Onde descobrir os contornos desse misterioso e abstrato estado de vida tão ansiosamente procurado por todos os homens e mulheres? O apoio e incentivo dos pais na infância, a amizade na adolescência, os braços amorosos da namorada, a constituição da própria família, o trabalho digno respaldado por salário adequado com vistas a um viver honroso e com qualidade, a leitura constante de bons livros e demais incentivos culturais que despertam o intelecto, enfim, todos os fragmentos de prazeres e alegrias brotando dia após dia fazem o painel de algo maravilhoso a que chamamos de felicidade.
Tropeços ocorreram porque são inevitáveis e inerentes a essa linda jornada onde nos colocaram nossos pais. Rosas e espinhos ocupam o mesmo espaço enquanto seguimos adiante. Temos consciência que a felicidade é construída aqui e ali, em momentos inesquecíveis bordados de risos contagiantes, com pedaços de alegria depois de escamoteadas as tristezas, olvidadas as desilusões.
Penso que a felicidade me tem visitado vez por outra em seus frequentes retalhos e visíveis contornos, acreditando ser ela vivida de instantes, de pequenas pepitas de ouro que vamos encontrando no caminho escolhido por cada um de nós. Esse fabuloso êxtase a que denominamos de felicidade jamais será conseguido em sua totalidade por qualquer um de nós, porque ela se caracteriza nos lampejos momentâneos que nos dão prazer e a doce sensação de ser feliz. Lampejos esses inconstantes, inesperados e nem sempre à mão.
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